segunda-feira, 29 de janeiro de 2018

Metrópoles e Mercados


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Um homem brilhante me explicou o que é cidade grande. É aquela em que se você quiser vender gato morto tem quem compre; se você quiser comprar, tem quem venda.

Recentemente um jovem, também brilhante, disse que para construir um patrimônio de vulto e sólido é melhor comprar ativos reais. Os financeiros são voláteis e sujeitos a confiscos pelos poderosos de plantão.

Concordo em parte. Só é rico quem é líquido. Assim, um volume de moeda para viver pelo menos dois anos sem baixar o padrão, é essencial.

Obviamente em diferentes espécies (dólar, euro, libra esterlina, etc.). Um belo percentual em “dinheiro vivo” guardado perto de seu possuidor, em diferentes locais. Montantes maiores, em diferentes bancos e países.

Como sabemos, dinheiro é um conceito amplo que engloba o de moeda.

Na crise argentina de 2001/2002 o país ficou mais de vinte dias sem o funcionamento de bancos. O peso, antes cotado a um dólar americano, sofreu uma desvalorização de 75%. Voltou a ser negociado por 25 cents de dólar (Um dólar = a quatro pesos).

As pessoas de bem, conhecidas pelos comerciantes locais, usaram o dinheiro “confiança”. Compravam bens e serviços por anotação apenas de quantidades. O preço seria acertado quando as coisas voltassem ao normal.

No Brasil de hoje não há confiança nem no desgoverno nem nas instituicães. É preciso ter em casa, uma quantidade de reais, EM NOTAS PEQUENAS, para viver pelo menos um mês.

No mundo atual as crises são cada vez mais violentas e seu desfecho, cada vez mais rápido. Vergonha é a Onça não ter ainda deposto Maduro. Seria um bom “sustinho” na putada local. Líder regional tem que agir.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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