quinta-feira, 18 de janeiro de 2018

Sistema quer Geraldo/Meirelles, e Lula neutralizado


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Pouco adiantam as especulações nem sonhos sobre o que acontecerá com Luiz Inácio Lula da Silva, a partir do julgamento de 24 de janeiro, no TRF-4. O “sistema” já bateu o martelo que Lula será impedido de disputar o retorno ao Palácio do do Planalto. Os donos do poder definiram que o candidato oficial é Geraldo Alckmin (PSDB), em provável dobradinha com Henrique Meirelles (PSD), com o Ministério da Fazenda ficando com Pérsio Arida (Banco BTG) e Ilan Goldfjn (Banco Itaú) seguindo no Banco Central.

Desenhando, para ficar fácil de compreender: O rentismo continuará hegemônico. Apenas fará “reforminhas” para garantir a sobrevivência do regime. Alguns corruptos serão punidos como bodes expiatórios, enquanto a maioria dos bandidos organizados continuará em plena atividade, agindo de modo sistêmico no domínio das instituições. A renovação política de mentirinha será o grande espetáculo cínico do sistema. Candidato com grana seguirá por cima da carne seca. A fraude eleitoreira faz qualquer negócio no cassino do voto eletrônico sem conferência.

A economia vai crescer, porque não tem outro jeito. A galinha dará sua habitual voadinha. O cartório monopolista da bolsa continuará dando suas especuladinhas. Porém, o Brasil será apenas uma periferia mais sofisticada. Empresas ligadas à Oligarquia Financeira Transnacional vão tomar de assalto os melhores negócios brasileiros. O desgoverno anterior e o atual (uma seqüência melhorada dele) cumpriram a missão de destruir a estrutura industrial, neutralizada ou assimilada pelo capital de fora. O próximo Presidente será apenas um fantoche, um mero síndico de um condomínio sem soberania e sem Projeto Estratégico de Nação.

O sistema quer Geraldo/Meirelles com Lula “neutralizado” e fora de qualquer jogo mais sério. No máximo, ele participará de uma falsa “oposição”. O plano é uma “conciliação de araque”. Em troca de não acabar preso – que é seu grande temor, apesar das bravatas em contrário -, Lula continuará encenando seu teatrinho. Se ficar quietinho, fazendo apenas críticas banais aos seus inimigos de mentirinha, poderá desfrutar da fortuna que (suspeita-se) juntou lá na África.

Os velhos-novos controladores do “condomínio” deixarão que “empresários petistas” usem a grana mocosada da corrupção para atuar, com laranjas, nos futuros empreendimentos, concessões e parcerias público-privadas (as PPPs). A esquerda radical terá de se conformar com o papel secundário, porém bastante lucrativo para os dirigentes de sua cúpula. A militância, fanática e sem-noção da realidade, ficará com as migalhas, se não fizer besteira.

Acidentes de percurso podem acontecer na eleição? Podem, sim... Jair Bolsonaro é o acumulador da insatisfação popular. Ainda é dúvida se ele conseguirá sobreviver ao massacre ao qual será submetido pelos controladores do sistema e seus jagunços bem remunerados, dentro e fora da máquina estatal. Bolsonaro ficará facilmente inviabilizado se não investir nas propostas de mudança estrutural – tudo que os donos do poder não querem. Caso se posicione como mera oposição caricata, acabará massacrado no “fla-flu” eleitoreiro. Bolsonaro ainda tem chance pelo eficiente trabalho de mobilização nas redes sociais da Internet. O problema é que isto não basta para vencer uma eleição completamente fraudável...

A petelândia desvairada e seus companheiros de canhota cumprirão o papel de idiotas na eleição. Agora, ainda têm algum fôlego na campanha judicial “salva, Lula”. Até o dia 24, promoverão espetáculos dantescos de intolerância, radicalismo babaca e violência inútil. Eles acreditam que suas manifestações truculentas (na suposta defesa de Lula) ajudarão a criar e consolidar um clima revolucionário para uma futura tomada do poder. Tal previsão peca pela infantilidade bandida. Apenas “emputecerão” o povo as arruaças - como as promovidas ontem em São Paulo e a greve dos metroviários manobrados pela CUT petista.

Com condenação ratificada e impedido pela Lei da Ficha Limpa de disputar a Presidência da República em 2018, Lula terá de se recolher à própria insignificância causada pela corrupção abusiva durante os 13 anos de poder. Se não houver uma explosão descontrolada de violência – o que é ainda improvável -, a eleição brasileira acontecerá normalmente no cassino eletrônico da urna inconfiável.

Os militares já cansaram de avisar que não têm a menor intenção de influir no processo político. Por segurança, os donos do poder não desejam mexer com a caserna – que segue igualzinha ao papagaio da piada de português: não fala nada, porém presta uma atenção danada... Os generais ainda se dividem sobre um apoio a Bolsonaro. Muitos alegam que um “capitão” não pode ser o comandante-em-chefe de seu oficial superior. Pura bobagem, já que as legiões têm obedecido, candidamente, a Presidentes de canhota e a ministros da Defesa comunistas ou socialistas fabianos.

Vale repetir por 13 x 13: O Brasil só tem jeito com uma Intervenção Institucional que mude a estrutura do Estado e institua uma Nova Constituição Liberal e Democrática. Nosso drama é que não estão maduras as pré-condições para isto. Os militares preferem manter o papel de funcionários públicos fardados, sem interferências na política, nem que seja no apoio envergonhado ao Jair Bolsonaro – que promete governar com a caserna, caso vença a eleição.


Releia a segunda edição de ontem: A noia da petelândia pelo $anto $talinácio

      



 
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O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 18 de Janeiro de 2018.

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