sábado, 17 de fevereiro de 2018

A maquiavélica intervenção temerária dará certo?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Não é fácil prever os efeitos da inédita intervenção federal promovida na área de (in) Segurança do Rio de Janeiro. De cara, pode-se afirmar que o Presidente Michel Temer, na canetada de um Decreto, joga no colo das Forças Armadas a competência e a responsabilidade de resolver um problema sócio-econômico, cultural e de (falta de) gestão de segurança pública, além do grave componente político-ideológico que dificilmente será combatido agora pelo Poder Militar: a hegemonia do Crime Institucionalizado.

Claramente, Michel Temer agiu maquiavelicamente para responder, imediatamente, às críticas carnavalescas que recebeu nos desfiles das escolas de samba da Avenida Marquês de Sapucaí – um espetáculo transmitido mundialmente. Certamente, Michel Temer apelou aos militares  por inspiração dos principais ideólogos de seu (des) governo: Wellington Moreira Franco (considerado o “Presidente paralelo”, no cargo de Ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República) e Sergio Etchegoyen (Ministro-chefe do Gabinete de Segurança Institucional da Presidência da República – um General de Exército muito ouvido por Temer em todas as infindáveis crises e grande amigo de uma eminência parda chamada Nelson Jobim – que vestiu todas as casacas da República).

Temer cumpre três objetivos pragmáticos com a “intervenção” na Segurança costurada, convenientemente, com o (des) Governador Luiz Fernando Pezão. Primeiro, comprova que, mesmo pressionado, não tem medo de tomar decisões polêmicas. Segundo, Temer fortalece uma aliança simbólica com os militares – os sustentadores fundamentais de todo e qualquer governo (popular ou impopular). Terceiro, Temer se livra de sofrer uma derrota na tal “Reforma” da Previdência, já que o Congresso fica impedido de votar mudanças na Constituição, durante a vigência de “intervenção federal” (e esta vai durar até 31 de dezembro, coincidindo com o fim do mandato do substituto da Dilma impichada).

Os ideólogos do Presidente foram genialmente maquiavélicos. Aproveitaram uma pré-condição psicossocial para salvar o “Chefe” que parecia inevitavelmente condenado a entrar para a História com uma impopularidade maior que a do companheiro José Sarney – vergonha maior do que sofrer uma goleada do Íbis (considerado, simbolicamente, o pior time do planeta). A pré-condição é o desejo popular em favor da tal “Intervenção Militar” (43% dos brasileiros apoiariam, segundo uma pesquisa). Simbolicamente, quase a metade da nossa população deseja o retorno dos militares ao Poder Executivo – coisa que a maioria dos Generais (sinceramente ou não) afirma não desejar...

Na prática, Temer jogou uma bomba atômica ativada no colo dos militares. O fenômeno do descontrole na Segurança Pública no Rio de Janeiro não é um fato isolado. Repete-se nos demais estados da nossa “Federação” de mentirinha, em grau (aparentemente) menos ostensivo. A sensação de insegurança é generalizada (sem trocadilho, por favor) no Brasil. A violência descontrolada assassina 60 mil pessoas por ano – número absurdamente maior que o de muitas guerras pelo mundo afora. A barbárie carioca-fluminense assusta mais porque tem repercussão midiática internacional. A dúvida cruel é: resolvê-la é uma questão meramente militar?

Quem assistiu aos dois filmes “Tropa de Elite”, do genial cineasta José Padilha, deve ter compreendido como funciona o Crime Institucionalizado. Na obra cinematográfica ficou fácil de visualizar como se pratica a corrupção, a violência e uso ilegítimo do poder, a partir da associação delitiva entre os bandidos na máquina estatal e os criminosos de toda espécie (na zelite, na classe média e na periferia). Em síntese, o Sistema do Crime Institucionalizado se organiza, ganha hegemonia e se expande no modelo de Estado-Ladrão, sob regência do Capimunismo Rentista.

O narcotráfico – que aterroriza o RJ e alhures – não é uma atividade meramente criminosa. Trata-se de uma atividade, basicamente, econômica. Essencialmente, no entanto, além de tocar o terror na sociedade, a gestão da venda de drogas, armas e roubos de cargas também cumpre a missão política de controlar gigantescas comunidades carentes onde sobrevivem eleitores – uma massa manipulável de seres humanos extremamente carentes de tudo.

Associados aos políticos e seus intermediários, os traficantes e milicianos (policiais-bandidos) exercem seu poder espúrio para eleger os bandidos que infestam o Executivo e o Legislativo, nos municípios, estados e na União Federal. O “Exército paralelo” é o sustentáculo direto da bandidagem do baixo-clero e o sustentáculo indireto do criminoso da cúpula político-econômica. As duas versões do “Tropa de Elite” ensinaram isto, magistralmente, também indicando que o Crime tem uma dimensão cultural/psicossocial.

Agora, a perguntinha que não quer calar e que certamente vai deixar muita gente pt da vida no governo e na caserna: Será que uma intervenção federal no comando da Segurança pública de um estado falido como o Rio de Janeiro conseguirá resolver o problema cultural, político e econômico do Crime Institucionalizado? De imediato, dá para intuir que a resposta é um NÃO (rotundo, como diria o falecido caudilho Leonel Brizola).

Outra pergunta que vai incomodar: A competente gestão dos militares das Forças Armadas sobre a PM, Bombeiros, Defesa Civil e a área Penitenciária de qualquer estado da “Federação de mentirinha” será capaz de combater o narcotráfico e a milícia – duas violentas e lucrativas atividades políticas e econômicas? A resposta parece a mesma da questão anterior... O Rio de Janeiro é apenas o maior paradigma sobre como funciona o Crime Institucionalizado. É claro que nossos Generais sabem muito bem disto. Eles são hiper-bem-formados. Todos têm “Doutorado em Política, Estratégia e Alta Administração pela Escola de Comando e Estado-Maior do Exército”...

Mais uma perguntinha básica: Como é que os Coronéis das Forças Auxiliares (PMs e Bombeiros) e os burocratas do sistema penitenciário reagirão ao comando intervencionista de um (General ou Coronel) do Exército? Tudo indica que eles reagirão muito mal, inclusive sabotando as “ordens superiores”, de maneira explícita ou dissimulada. Até o final deste ano, é bem mais provável que os militares sofram mais desgaste que sucesso.

Outro problema gigantesco – na verdade, uma armadilha – é o desejo popular que dificilmente vai se tornar realidade. As pessoas que, de imediato, apóiam a “Intervenção-meia-boca” no Rio de Janeiro podem se decepcionar rapidamente. O Exército não poderá entrar em guerra direta contra os narcoguerrilheiros e milicianos. Terão de coordenar o emprego da PM neste trabalho. Se não deu certo antes, vai dar certo agora, só pela entrada mágica de um General de Exército no comando? É mais fácil acreditar na lenda da ararinha azul...      

A Intervenção na Segurança do Rio de Janeiro será um megateste para as Forças Armadas aplicarem sua doutrina da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dirigindo uma área que faliu moral e operacionalmente no RJ.
Os militares receberão mais recursos para tocar a intervenção, porém terão a nada fácil missão de promover uma guerra nunca antes encarada contra narcotraficantes e milicianos que aterrorizam o Rio de Janeiro.

Resumindo: Temer jogou os militares em uma furada... O curioso é que, se por algum milagre a intervenção federal na segurança der certo no curto prazo (o que é improvável), o desgastado Temer ganha mais força e sustentação junto ao Poder Militar – aquele que, em qualquer País do mundo, é o sustentáculo de todo regime político e dos demais poderes da Nação: executivo, legislativo e judiciário.

Resumindo mais ainda, quase desenhando com tinta dourada em papel especial: Temer parece investir no apoio das Forças Armadas não só para se salvar das previsíveis broncas que terá de responder assim que terminar seu mandato. Temer também age agora para retardar o inevitável processo de Intervenção Institucional, única saída para uma verdadeira mudança estrutural no Estado brasileiro, que precisa ser reinventado, com uma Nova Constituição baseada no Federalismo Pleno.

#prontofalei: Se os militares falharem agora – e o risco é gigantesco -, é o futuro do Brasil que estará ainda mais comprometido, já que o Crime Institucionalizado se reinventa, rapidamente, para continuar dominando a Nação subdesenvolvida, violenta e em claro ritmo de fragmentação política, econômica e territorial.
















Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 17 de Fevereiro de 2018.

Dona Onça só bebe água mineral (com gás)


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Estava dona Onça “posta em sossego, de seus anos colhendo doce fruito,
naquele engano da alma, ledo e cego, que a fortuna não deixa durar muito...”

De repente, no balneário decadente, corre-corre na geral. O vampiro que é prudente, chamou a si o general.

“Quero só um milagre, antes que o temporal desague !”

Ouviu amarga resposta que o deixou comendo b.

"Se o cavanhacudo carrancudo quiser servir de escudo, levará logo um cascudo. E se a mina que se acha Cadillac (de rabo de peixe) mas é um mero de bigode, se empombar também se f. Não há nada que num minuto me deixe mais p.”

Um jornalista furreca tentou uma armação para denegrir o bolso ignaro. Atirou no que viu; acertou o que não viu.

A maré não tá pra peixe.Se houver resistência por aqui, a lambança será pior que no Haiti. A Onça lá, até terremoto viu. Se preciso, a todos, manda-los-á à PQP.

A solução não pode ser de meia-sola ó bocó de mola! Caso contrário a felina tornar-se-á uma gata transformada em bichana aposentada.

Agora ou vai ou racha; e tem idiota que não acha.

A imprensa mundial pensará que é mero replay do carnaval.

“Unidos da Paura Bruta”, o bloco dos filhos da rima.

Não adianta clamar ao céu. A jaca já foi pro beleléu.




Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Triplec Caro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

O Batráquio roubou bilhões e traiu a Pátria ,impunemente, por mais de dez anos. Caiu sozinho, por causa do apartamento de terceira e do sítio pé-de-chinelo.
     
O cochilo está lhe custando 50 milhões do seu rico dinheirinho, roubado do povo, sob as barbas complacentes dos órgãos, que deveriam fiscalizar os agentes públicos.

Onde estavam a ABIN e o MP enquanto o Molusco fazia a festa???
       
O povo aguarda explicações convincentes.    
       
Fim de festa para os traidores, ladrões e usurpadores. A verdadeira INTERVENÇÃO está chegando!!!



Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

A menina de Canoas


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Ela é como o arbusto que, à fúria da ventania, verga mas não cai, não se quebra, e quando a calma retorna, ergue-se com todo viço.

Porque o padrasto não deixa, ela não mora com a mãe, que não tem energia. O pai, meio hippie, trabalha só de vez em quando e é mais
maturo que a filha. Resta-lhe viver com os avós, que são muito pobres, doentes e atrapalhados. Porém, apesar de tanto desmantelo e de andar quase sempre mal alimentada, Carol encara a vida com entusiasmo: é alegre, delicada, positiva e aplicada aos estudos. E conseguiu terminar o ensino médio aos 17 anos.

Há pessoas que, em vez de acumular amargura, adoçam a alma com o sofrimento. Carol é dessa têmpera. De incoercível bondade, olhar doce, alegria serena, ela é de um tipo raro de ser humano que acredita existir amanhã.

Fez contagem regressiva para o dia da formatura, a singela solenidade de entrega do certificado de conclusão do ensino médio, que haveria de orgulhar seus pais. Ia ser em 2017! Mas... A pobre Carol é da Escola Estadual Tereza Francescucci, em Canoas, RS. E, como em todos os anos, em 2017 houve greve do magistério estadual. Foram mais de três meses sem aula, minguando o sonho da menina.

O vestido comprado com sacrifício, o salão de festa contratado coletivamente por garotas pobres como ela, o passeio que o grupo de colegas faria para selar a amizade antes da natural diáspora de fim de curso, além doutros eventos juvenis para marcar o último ano de escola, foi tudo arruinado. Não teve solenidade. Formatura não houve.

Como sempre, os grevistas prometeram recuperar aulas perdidas. E como sempre... Mais de três meses de greve viraram um mês de recuperação - terminando em janeiro, com dois feriados pelo meio. E, no lugar de dar aula, houve docentes que só "passaram trabalhinhos".

Desde 1979 até hoje não houve ano sem greve dos professores. Nos governos petistas foi só um jogo de cena. Com alunos sem aula, claro. Já nos outros governos... São 38 anos consecutivos de grevismo, um genocídio cultural, condenando o futuro de várias gerações de gaúchos.

Carol está magoada. É natural. Percebe que o ensino médio foi-lhe sofrível. Diz que os professores tomaram os alunos por bobos, quando falaram que o governador estava pagando só R$ 300 por mês. Sabia que isso era só uma parcela, não o salário todo - o que é ruim, mas não é culpa dela. E critica os professores que faziam propaganda do PT em sala de aula. Humilde, ouvia tudo calada.

Ela não quer saber de ideologia. A seu modo, define o jogo do poder como egoísta. Diz não entender de política. Acha que não é hora de se ocupar dessas coisas. Carol deseja formar-se para trabalhar. Acha que, terminando os estudos, supera a pobreza. Carol só quer mudar de vida. Só isso - coisa simples que o sindicato dos professores despreza.

P.S. Óbvio, Carol é nome fictício! Para protegê-la...

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Intervenção no RJ e a sábia desistência do Huck


Edição Atualizada do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Luciano Huck voltou a desistir, finalmente, da insana disputa pela Presidência da República. O apresentador da Rede Globo tomou uma sapientíssima decisão. Embora algumas pesquisas qualificadas indicassem que ele teria alguma competitividade, até com chance de vitória, o custo benefício não valeria a pena. Aliás, poderia lhe render prejuízos milionários – no faturamento publicitário e por ter sua imagem desgastada pela convivência (e conivência) com políticos desqualificados.

Não dá para ter certeza se Luciano Huck ligou o desconfiômetro. O mais importante é que ele perceba que tem plenas condições de dar uma fundamental contribuição para a cidadania e a construção da verdadeira democracia no Brasil. Luciano pode usar sua liderança e o espírito empreendedor de juventude para promover uma discussão séria em favor de mudanças estruturais no País. Para isto, nem precisa se filiar aos desqualificados partidos políticos – que funcionam como cartórios organizadores e promotores do Crime Institucionalizado.

Luciano Huck, com certeza, conversou e se consultou com gente realmente de peso intelectual que tem propostas para transformar o Brasil em uma República de verdade. Luciano ouviu que só vamos avançar com a adoção do Federalismo Pleno. Também deve ter ficado cansado de escutar que são imprescindíveis investimentos em ensino de qualidade. Aliás, Luciano deve ter aprendido isso no trabalho do próprio instituto que mantém. Como deve ter se preparado, como esperto empresário que é, para ser “Presidente”, que seja sábio e empregue tudo que reuniu de conhecimentos para investir na mobilização social pelas mudanças.

Luciano também precisa tomar cuidado com muita coisa errada que aprendeu. Personagens ilustres do mundo televisivo são cuidadosamente preparados para atuar como “formadores de opinião”, replicando conceitos equivocados. Geralmente, famosos como Huck são moldados, de modo consciente ou inconsciente, pelas Teorias de Engenharia Social, quase todas concebidas diretamente ou por centros de inteligência ligados ao Instituto Tavistock, de Londres. É difícil que Luciano não saiba que muitos formatos usados em seus programas da Globo são concebidos pelos engenheiros sociais a serviço da Nova Ordem Mundial.

O incrível Huck também deu o azar danado de ter se deixado cair no “canto da sereia”. A mosca azul o mordeu, porém foi salvo pelo gongo do bom-senso e do pragmatismo. Há muito tempo, Luciano já fora inoculado pelo vírus do socialismo Fabiano. Também se deixou envolver com políticos e personagens envolvidos até a medula com a mais canalha corrupção, como Sérgio Cabral, Eike Batista e muitos tucanos prestes a acertar as contas com o Judiciário – como Aécio Neves. Luciano se queimou com as histórias sobre liberação de licenças ambientais em sua ilha em Angra e sobre a compra de um jatinho com financiamento facilitado do BNDES.

Luciano saiu da disputa presidencial, bem antes de entrar, para valer, no que seria uma “loucura, loucura”. Bom que tenha optado pela carreira milionária. Melhor se partir para atividade política pela via do movimento, sem se “institucionalizar” com partidos criminosos, que apenas querem “usá-lo”. O “Macron” tupiniquim saiu de cena. Pode retornar no futuro, em melhores condições políticas.

Quem pira com a desistência oficial de Huck é o “sistema”. Parece missão quase impossível encontrar o “personagem” com carimbo de “centro-esquerda” para encarar a sucessão do cada vez mais desmoralizado e impopular Michel Temer. O “sistema” já descartou o retorno de Lula, porém não encontra um substituto à altura dele. Geraldo Alckmin sabota João Dória até para ser candidato a Governador – que dirá Presidente... É assim que o destino político cospe para o alto no Brasil. E Jair Bolsonaro segue na dele, correndo por fora, turbinado pelas idéias liberais-democráticas do economista Paulo Guedes.

Não tem jeito... Estaremos irremediavelmente perdidos não partirmos para a formulação de um Projeto Estratégico de Nação, promovendo a Intervenção Institucional que vai viabilizar as mudanças estruturais. A eleição presidencial de 2018 tende a ser o mais do mesmo, com grandes chances de ficar pior, dependendo do resultado.


Intervenção a la Temer

O efeito “Tuiuti com a Mangueira entrando”, nas duras críticas carnavalescas aos políticos, começa a surtir efeito.

O Presidente Michel Temer decretou “Intervenção Federal” temporária e emergencial na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

O General de Exército Valter Braga Netto, Comandante Militar do Leste, agora vai comandar a Polícia Civil, Polícia Militar e os Bombeiros no Estado que Garotinho, Sérgio Cabral, Pezão desgovernaram.

Será o maior teste para as Forças Armadas aplicarem sua doutrina da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dirigindo uma área que faliu moral e operacionalmente no RJ.

Os militares receberão mais recursos para tocar a intervenção, porém terão a nada fácil missão de promover uma guerra contra narcotraficantes e milicianos que aterrorizam o Rio de Janeiro.

A tendência é que muitos fujam do RJ, migrando para outros estados.

O Congresso Nacional deve ser convocado, no sábado, para votar o decreto.

A polêmica já começou ontem, com o faniquito do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que foi “contra a intervenção”, porque simplesmente não o convidaram para a reunião que decidiu a medida.

Rodrigo acabou baixando a bola, depois que o governador Luiz Fernando Pezão apelou que não dava mais para suportar o estado de calamidade na segurança.

A Intervenção acontece no momento em que o Rio sente os reflexos de um megatemporal que causou muitos estragos na quinta-feira.

O grande temor da maioria dos políticos é que tal “Intervenção” represente uma espécie de “Guerra do Paraguai” que devolva aos militares o gostinho por ocupar o poder – perdido no regime pós-1964.

Para alguns, no entanto, se o Exército falhar na missão, a “solução militar” pode ficar desmoralizada.

A “Onça” terá de comprovar sua competência na hora em que foi convocada para beber uma água nada potável – aliás, muito podre – no comando da insegurança no Rio de Janeiro.    







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A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Fevereiro de 2018.

Marchinha de Dona Onça


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

Tradução tabajara:
Andando de mansinho, conhece o seu caminho,
felina astuta, vai caçar filho da rima.
Quem esteve disposto a fazer o mal,
agora reclama do furor que inflama
a nobre ira do animal.
Como no futebol, quem não faz toma,
máxime quando a ira do povo assoma.

Se ficar o bicho pega; se correr o bicho alcança.

Sois vós ó nobre gata (que no momento não ata nem desata)
dente amigo e nobre pata,
que se tão gloriosa não fosse
pensaríamos que fazeis c. doce.

Nós, desvalidos e perplexos,
choramos os caídos
pelo crime do fatal amplexo,

Imploramos de joelhos vossa providência
contra o golpe na previdência
ou abatidos como coelhos seremos,
por lobos famintos e obesos,
ávidos pelo que ainda temos.

Disfarçados em pele de cordeiro,
querem dominar o mundo inteiro.
Não esperavam o divino obstáculo
do primeiro ao último tentáculo.
A celestial milícia em nosso socorro vem;
já ou no mês em que a nuvem
dissipar-se-á. Quem viver, verá.


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quinta-feira, 15 de fevereiro de 2018

Ministério da Segurança, a nova piada de Temer


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

A centralizadora União Federal vai inventar mais uma falsa solução para o problema que mais apavora os brasileiros. Mesmo impedido, judicialmente, de nomear sua Ministra do Trabalho, o Presidente Michel Temer deseja criar seu 29º ministério: o da Segurança. Não será com uma canetada que a violência patológica será reduzida. No Brasil, sem declarar guerra civil, cinco pessoas são assassinadas, por hora – conforme dados do Mapa da Violência de 2017.

Até o polêmico ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, critica a criação do Ministério da Segurança. O argumento dele é que Temer está atraindo para a União uma competência originária dos Estados, claramente definida pela Constituição. Marun adverte que a nova pasta sobrecarregaria o governo com mais um problema que Temer não resolverá nos dez meses que lhe restam de mandato. A proposta tiraria poder do Ministério da Justiça, e ainda pode acabar com o Ministério dos Direitos Humanos.

O Ministério da Segurança Pública passaria a controlar a Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal e o Departamento Nacional Penitenciário (Depen). A nova pasta ajudaria a implantar o Sistema Único de Segurança Pública (Susp), um modelo que integra União, Estados e municípios no combate ao crime organizado. Só falta agora combinar com os bandidos da zelite e com os pés-de-chinelo para que eles aceitem reduzir a violência e a barbárie em função da temerária decisão de criar mais uma repartição pública.

O Alto Comando do Crime Institucionalizado deve estar morrendo de rir com a criação do Ministério da Segurança. Com a qualificação e ficha corrida dos atuais políticos e dirigentes, mais coerente seria instituir o Ministério da Roubalheira. Este sim vai fazer muito sucesso e dar o maior samba... Enredo carnavalesco campeão para a Beija-Flor e outras agremiações carnavalescas.





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 15 de Fevereiro de 2018.

Guerreiro


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

George Frideric Handel : Il trionfo del Tempo e del Disinganno Aria: (Bellezza)


“Tu del Ciel ministro eletto non vedrai più nel mio petto voglia infida, o vano ardor. E se vissi ingrata a Dio tu custode del cor mio a lui porta il nuovo cor”.

Arquétipo de guerreiro, São Miguel Arcanjo defende o Brasil.

Pátria adorada; por ti enfrentamos a própria Morte.

Quem tem cruzes neste solo há mais de quatrocentos não se curvará diante dos demônios da Nova Ordem Mundial.

Alguns amigos patriotas, inteligentes e vividos, estão em pânico diante da inação da dona Onça.

Ansiedade quase infantil.

A nós compete somente estarmos prontos para o combate.

A vitória depende só de Deus.

Quem tem Fé acredita na profecia de São Dom Bosco.

Aqui surgirá o império da Cruz que verterá leite e mel.

Os traidores canalhas são dignos de dó.

Pela glória do Senhor, nascidos da mãe gentil, perderam suas almas, vendidas a Lúcifer, como modernos Faustos.

De clamar por  ajuda, estamos já exaustos.

Se morremos antes de ver a pátria liberta, sua terra mais garrida nos será leve, porque a Arte é longa e a Vida, breve.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Poder Armado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

Em qualquer país, o regime político é mera concessão do Poder armado, seja no Brasil, na Venezuela, nos EUA , na Rússia ou na China.
       
Portanto, basta o Poder Armado cumprir o seu dever de ofício, com ou sem povo nas ruas, para redemocratizar o Brasil!!!

Brasil Acima de Tudo! Intervenção Institucional, já!


Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Fadiga do Material Processual


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

A sociedade,com razão,reclama  e muito da lentidão da justiça e do volume invencível de serviços processuais destinados ao quadro de menos do que 20 mil juízes, espalhados pelo País continente, formando um contingente superior a cem milhões de feitos. Tenhamos em mente,
de início, que a montanha russa que congestiona a justiça, mais de 50% são processos afetos ao Estado, na qualidade de autor de execuções fiscais, ou réu em demandas nas quais é acionado e se vencido se transforma no famigerado precatório - cujo pagamento é de perder de
vista.

Há muito processo para bastante recesso. Seria impensável conferirmos para as instâncias superiores 60 dias, se os casos complexos estão a exigir o próprio rumo da Nação, Uma reforma não paliativa é fundamental, de fôlego, para conhecermos todas as causas que trazem fadiga de material e provocam disruptura do funcionamento em pleno século XXI. Azeitar a máquina significa gerenciar e planejar, evitar litígios, e com o processo eletrônico foram notadas muitas condutas desleais, distribuição de milhares de ações as quais tinham por escopo o caminho da verba honorária.

Um profissional com o processo eletrônico pode disparar em poucos minutos milhares de ações para qualquer tribunal estadual e federal. Não há uma similitude com o modelo americano cuja entrada na justiça existe pesado recolhimento e custos elevados. Adotamos a malsinada regra da justiça gratuita, e aqui se pergunta em qualquer atividade a graciosidade é exceção à regra, no Brasil virou usos e costumes não só de pessoas físicas, mas de jurídicas, notadamente quando em processo de recuperação judicial.

O judiciário brasileiro está anos luzes atrasado e com o compromisso de atender à sociedade, mas executivo e legislativo atrapalham e bastante. Os investimentos são irrisórios. Não há verba. Mais de 95% do orçamento são gastos em folha de ativos e inativos, de tal modo que o leque de opção carece de embasamento. A fadiga de material processual sempre é revista com novos códigos e a inspiração que nos darão luzes. Ledo engano. Foi assim tempos atrás e recentemente com o CPC, apenas notamos uma piora do sistema e o atraso pela contagem de dias úteis e outros princípios que retiram do juiz a condução plena e efetiva do processo.

Não importa, necessitamos estabelecer parcerias com o Banco Mundial, BIRD, e BNDES para que venham recursos e conheçamos profundamente quais as assimetrias e tratemos todas elas até um resultado que equacione parte dos graves problemas. A demora é mais excessiva ainda nos tribunais superiores, e temos quadro estatístico a demonstrar que a maioria das decisões é proferida monocraticamente pelo Relator.

O afogamento é tamanho que o julgamento coletivo se transformou num caso isolado. A repercussão geral, os repetitivos e demais incidentes, por melhores que sejam, causam gargalo e paralisam milhares de feitos na origem e, mais grave, por prazo indeterminado. Não há uma fórmula processual solutória. Todas são paliativas, se não houver um mutirão de transformação veremos em pouco tempo que a fadiga do material poderá gerar consequencias desastrosas, principalmente quando a imprensa só se basta criticar juizes e não apontar caminhos.


E os julgamentos de peso que sorveram o desafiador caminho da corrupção têm seus dias marcados com os próximos julgamentos que se avizinham. O momento é de união, de solução, de transformação, de saída do impasse e não de discórdia e xingamentos que apenas evidenciam forças ocultas interessadas na destruição da justiça e do apequenamento do estado democrático de direito.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores no Tribunal de Justiça de São Paulo.

Selva Corporativa


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por André de Almeida Rodrigues

Lupus est homo homini lúpus, ou “o homem é o lobo do homem” já afirmava o brocardo popularizado por Thomas Hobbes, ao tentar racionalizar a necessidade de um governo (e, portanto, de regras estáveis) para permitir o convívio social, evitando que os indivíduos mutuamente se destruam na busca de seus próprios interesses.
           
A atividade econômica, como qualquer outra atividade humana, depende de cooperação, especialmente quando envolve grandes e complexas estruturas de investimento, razão pela qual a confiança e estabilidade são a base de todo funcionamento do mercado.
           
Entretanto, a despeito da existência de regras claras e a obviedade de tal conceito, os fatos denotam que estamos atravessando um momento de involução do comportamento institucional de diversas companhias brasileiras, alertando-se que corremos o risco de chegarmos ao um verdadeiro estágio de selvageria corporativa, todos contra todos.

As evidências são claras.

O caso da Petrobrás, obrigada a indenizar seus investidores, no exterior, em aproximadamente 3 bilhões de dólares, em virtude de prejuízos derivados de atos de corrupção sistêmica, foi emblemático e denota um desprezo absoluto pelos mais básicos princípios de boa governança corporativa em muitas empresas nacionais, o que se torna ainda mais intolerável é o inverossímil discurso vitimista muitas vezes adotado.

Foi apenas pela atuação de minoritários unidos, em ato de explicito ativismo societário, que se conseguiu fazer justiça, recorrendo-se ao Poder Judiciário norte americano, intransigente com este tipo de atuação (os acionistas que investiram no Brasil ainda esperam uma solução similar).

A mesma necessidade de obtenção de medidas judiciais no exterior para a proteção dos acionistas locais se faz atualmente presente no caso envolvendo a recuperação judicial da Oi S.A. que, embora ocorra no Brasil, tem reflexos em diversos países e jurisdições e que, em paralelo ao episódio da Petrobras, envolve suspeita de irregularidades que podem incluir atos tão diversos como corrupção, favorecimento indevido de Administradores e a diluição indevida da participação dos atuais acionistas por meio da negociação de títulos no exterior, meio a patentes ilegalidades.

O desrespeito patente pelas regras estatutárias, a violação dos dispositivos da Lei das Sociedades por Ações e o verdadeiro descaramento com que certos executivos defendem interesses indefensáveis, denota que estamos em clima de selvageria e descalabro.

Ocorre que não podemos, enquanto país, depender que jurisdições estrangeiras se comportem, de forma indireta, como garantidoras da observância de regras de mercado no Brasil, funcionando, na prática, como um anteparo de proteção nos casos em que as ilegalidades são tão evidentes e relevantes que seus efeitos chegam a afetar as regras básicas de outras jurisdições.

A questão é premente e dela depende o futuro da ética empresarial brasileira.

A solução, que implica em um salto civilizatório, passa pela conscientização dos acionistas em exigirem seus direitos, o desenvolvimento de uma postura mais ética e vinculada à boa gestão corporativa e, principalmente, a uma cultura jurídica (amparada pelo Poder Judiciário), que reconheça a importância da legalidade e da ética empresarial como fundamental para nossa evolução econômica.

O hino a bandeira nacional, com razão, faz alusão ao verde sem par de nossas matas, mas isso não justifica, de maneira nenhuma, que nos comportemos como selvagens.

O Brasil tem que mudar. Não podemos mais esperar.


André de Almeida Rodrigues é advogado e defende os acionistas minoritários da Petrobras e da Oi S.A.

quarta-feira, 14 de fevereiro de 2018

A Vingança carnavalesca de Renan contra Temer


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Depois de Carnaval, os marcianos que não caíram na folia devem estar perguntando como um Michel Temer, tão impopular e denunciado por suspeitas de corrupção, consegue se sustentar na Presidência da República? O marido da bela Marcela foi duramente sacaneado na passarela do samba da Marquês de Sapucaí, em transmissão televisiva para todo o mundo. Foi personalizado, por um destaque em um carro alegórico, como um vampiro demoníaco com a faixa presidencial verde-amarela.

Pior foi nas redes sociais. Em um vídeo com menos de 1 minuto e meio, que viralizou no carnaval, o senador peemedebista Renan Calheiros arrasou com a imagem de seu companheiro de partido. Criticando a reforma da Previdência – no melhor estilo dos tempos em que foi militante radical do PCdoB, o alagoano comparou o Presidente da República ao aposentado cidadão Michel Temer. Foi a melhor contrapropaganda contra uma reforma que dificilmente deve ser aprovada no ano eleitoreiro de 2018.

Renan lembrou que o Michel Cidadão se aposentou precocemente, aos 55 anos de idade, ganhando inicialmente R$ 48 mil de aposentadoria (atualmente ganha R$ 68 mil, “e acha que fez por merecer”. Parecendo um petralha emérito, Renan acusou Temer de não atualizar suas informações cadastrais junto ao Instituto de Previdência do Estado de São Paulo, “para fazer depois de aprovar a reforma no Congresso”. O irônico Renan também bateu em Temer por agora defender a aposentadoria aos 75 anos. E concluiu o ataque: “Michel Presidente faz as coisas, mas não faz as coisas que fala”.



Quem protestou para tirar Dilma, deixando Temer no lugar dela, na aposta ingênua de que tudo iria melhorar, agora deve estar percebendo que cometeu um gigantesco erro de avaliação. Se Michel Temer realmente pensa em reeleição, já deve ter desistido da idéia no carnaval. Pior que Temer só a petelândia que virou uma mera petrolândia. O partido seita de Lula não consegue criticar Temer. Certamente porque falta tempo... Afinal, não é fácil esconder ou gastar toda a grana que roubaram, mas que pode reaparecer, lavadinha, na campanha deste ano...

Ainda bem que a próxima atração carnavalesca é a delação premiada do Antônio Palocci Filho (da..., segundo a cúpula nazipetralha)... Aí sim, fica a quase certeza de que Lula vai sambar...







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 14 de Fevereiro de 2018.

VingOnça


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira                  

O inCãociente coletivo não reage; ele se vinga.

Desistindo de marambaiosa restinga, movido a sustos (e não a pinga) o primeiro desmandatário foi jogar lenha na fogueira da bostífera fronteira.

Terminada a folia, veremos a Brecha na Porta Pia.

A Roma planaltina sucumbirá.

Atolada na lama mais que aiatolá no fanatismo, terá de fogo o batismo?

Prófugos em Lisboa ainda rirão à toa os que hoje de nós escarnecem ou terão o castigo que merecem ?

Não sabem do terremoto, do maremoto e do incêndio porque de História, jamais consultaram um compêndio.

Para outro lugar não podem ir, por monoglotas, o bando de idiotas.

Terão ainda grande dificuldade em aprender o tuteio e deixar o tratamento na terceira pessoa.

Como o Fernando, terão que usar heterônimos. Não por motivos poéticos, mas por desprovidos de princípios éticos.

Surpreender-se-ão com palavras de origem estrangeira, incorporadas ao uso quotidiano.

“Retrete” para o cagatório vaso; “Écran” para singela tela do computador (de barriga ?) ; “Miúda” pela linda rapariga (derivada de “mignonne”).

Esta será nossa maior vingança. O desCãoforto da alfacinha Lisboa ao tripeiro Porto.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.