terça-feira, 27 de fevereiro de 2018

27 de fevereiro de 2018 pode ser o começo da vitória da paz contra a guerra no Rio de Janeiro


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Béja

Os brasileiros são hospitaleiros, festeiros e pacíficos. A Guerra do Paraguai, que Julio José Chiavenato em "Genocídio Americano: a Guerra do Paraguai" classifica como uma tremenda covardia do Exército Brasileiro contra o povo paraguaio (o que é discutível), foi uma exceção para nunca mais ser repetida.

O interventor que o presidente Temer nomeou para comandar as polícias militar e civil do Estado do Rio de Janeiro, general Braga Netto, anunciou que no dia de hoje, terça-feira, 27 de fevereiro de 2018, vai tornar público o plano de ação da interventoria contra a violência.

É possível que o sentimento pacifista leve o general a oferecer, primeiro, e em curto espaço de tempo, a possibilidade da rendição e entrega das armas por parte dos meliantes. Se tanto acontecer será medida sensata, ainda que não venha ser atendida, ou que venha ser minimamente correspondida. No mais, fora a indicação de nomes para estes e aqueles postos de comando, é certo que o general não vai revelar o plano estratégico de ação.

A violência que tem como sede-central a Cidade do Rio de Janeiro é tamanha e tão gigantesca e incontrolável, que os agentes públicos que estarão à frente do combate e das investigações (Forças Armadas e Polícias, Civil e Militar), salvo a ocorrência de fato inexplicável, injustificável e  de anormalidade gritante, todos entram nesta batalha protegidos, desde logo, com as excludentes de criminalidade da legitima defesa, própria e de terceiros(a); estado de necessidade(b); estrito cumprimento do dever legal(c) e da garantia do exercício regular de um direito(d).

Já foi dito em artigo aqui publicado, que em caso de confronto, serão fuzis de um lado e fuzis de outro. Tudo marcado por ferocidade, portanto. E quem atirar primeiro fere de morte o outro. Pois é justamente essa situação de indiscutível perigo que cobre, prévia e antecipadamente, os agentes da lei com aquelas excludentes de criminalidade previstas na legislação penal.

Mas é preciso reiterar e dar a necessária ênfase: falida é a segurança pública. A intervenção é na segurança pública. E segurança pública não é segurança particular ou privada. Ela é pública. É de toda a população, de todo o povo, e todos estão sem a indispensável segurança pública que faliu. E por segurança pública se entende, primordialmente, policiamento ostensivo, visível, fardado e armado, ininterrupto, permanente, 24 horas por dia, em todos os cantos públicos na Cidade do Rio de Janeiro e adjacências.

Cidade policialesca?, como reclamam os que acham a medida midiática?. Que seja. O que ninguém aguenta mais é conviver com o pavor, ver policiais e o povo sendo massacrado e assassinado todos os dias, num crescendo inimaginável de dor e sofrimento. Com o policiamento nas ruas --- e isso é segurança pública --- a criminalidade reduz mais de 50%.

Os meliantes não ousarão atacar pedestres e transeuntes, porque sabem e enxergam o olhar-vigia protetivo do policiamento garantidor da segurança pública. E se tentarem, serão presos. A almejada paz no Rio pode estar começando no dia de hoje. 


Jorge Béja é Advogado.

Um comentário:

Loumari disse...

Os brasileiros são tão hospitaleiros que a cada nove (9) minutos assassinam uma pessoa. São tão hospitaleiros que assaltam estrangeiros, roubam seus pertences e com sorte se for dos protegidos de Deus, lhe deixam vida salva.
Senhor Jorge Béja, a quem você está a vender a sua mentira? a sociedade brasileira é mais perversa do planeta. Sua gente a mais prevaricadora do planeta.
A quem você está a vender a sua porca mentira?
Sai pela ruas das cidades para ver quantas crianças pequeninas abandonadas a mendigar pão para saciar a sua fome?
Abre seus olhos seu desavergonhado para ver a quantidade de jovens adolescentes que se drogam devido a miséria em que se encontram?
Quantas crianças pelas ruas de suas cidades são vítimas de estupre de parte de adultos desta mesma sociedade que você está a pintar de hospitaleiros, festeiros e pacíficos?
Facilmente posso deduzir que o autor deste artigo aqui intitulado "27 de Fevereiro de 2018 pode ser o começo da vitória da paz contra a guerra no Rio de Janeiro" esta pessoa até a mais minúscula célula que compõe o seu ser, está podre. E ele fala do que lhe é próprio. No seu mundo dos podres é claro que são hospitaleiros, festeiros e pacíficos. Mas no mundo real, a luz do dia, a coisa não é assim. MINTO?