segunda-feira, 26 de fevereiro de 2018

Malus Fumus in GOB


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Guilherme C. Ribeiro

Eu posso não estar mais no GOB, mas não mando saber "por quem os sinos dobram".  Nenhum Maçom é uma ilha.  "Somos todos parte do continente", disse o poeta, "o que afeta ao meu vizinho me afeta, também".  Essa sujeira jurídica já era de se esperar, uma surpresa anunciada...
Olhe só o que escreveu um Irmão a respeito dela:
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Boletim-05-2018      
Vejam que interessante, meus IIr.’. !
O Julgamento foi ONTEM (Sábado) e já temos o BOLETIM 05/2018, com a DATA DE ONTEM (dia do julgamento, Sábado), publicando o voto do Relator e a decisão do Colegiado.  Ou seja, publicou-se o resultado ANTES DE JULGAR?  É no mínimo estranho, não acham?  
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Bandalha pura ou estarei sendo "intempestivo"?! O silêncio só vai favorecer o nefasto e seus comparsas.  Por favor, repassem a mensagem a quantos Maçons puderem, GOB ou não GOB.  

Se os Maçons do GOB aceitarem esse insulto, fizeram por merecer a imundície engalanada em que se transformou a Potência Primaz.

Quem ignora a História repete os erros do passado.  
O tribunal do GOB (similar ao STF) adiou as eleições para Grão-Mestre Geral.

A jogada é óbvio que foi intencional.  O tal "tribunal" repete 1973.  Não vou comentar mais – quer dizer, por enquanto! – porque só hipócritas, alienados ou interessados não vão entender o que isto significa.  Corro o risco de passar do comentário inteligente ao destempero.  Já que a ilustração vale mil palavras, fica aí meu primeiro comentário ilustrativo:

Disse o Sr. Relator:  “Em se tratando de medida cautelar há que ser avaliado se encontram presentes os requisitos da cautelar, quais sejam, a fumaça do bom direito (fumus boni iuris) e o perigo da demora (periculum in mora).”

Como está acontecendo com as decisões do STF, o que incomoda é o cheiro da tal "fumaça do bom direito"...  Está meio desagradável, não está?
Parece que o periculum está justamente no iuris...

João Guilherme C. Ribeiro é Escritor e Empreendedor cultural.

Um comentário:

Paulo Robson Ferreira disse...

A maçonaria parece, numa visão superficial, uma organização inocente. Não é. A maçonaria, como qualquer corporação, é sempre uma afronta à sociedade. E porque? Quem conhece os efeitos da sinergia de uma coletividade, sabe que ao se construir uma organização social dentro de outra, visa-se sempre criar um grupo privilegiado que se aproveita da sinergia do grupo maior em benefício do grupo menor. Vale ainda acrescentar, que numa corporação, quem dela não participa é discriminado, e é por isso que até ao se cumprimentar, os maçons o fazem de forma sorrateira para que através do sigilo, o poder do grupo possa ser disfarçado. Assim, quem não participa da corporação contribui para a qualidade de vida dos cooperados mas não usufrui dos benefícios que a corporação produz.
Um dia, um judeu, talvez o mais inteligente entre eles, disse: "minha mãe, quem é minha mãe?, meus irmãos quem são meus irmãos?" Quem tem olhos de ver e ouvidos de ouvir entenderá, que em tom profético, contra o corporativismo do seu próprio povo, esse senhor quis dizer que nem o corporativismo consanguíneo (nepotismo), é legítimo numa sociedade verdadeiramente justa.