terça-feira, 6 de fevereiro de 2018

Reformar o Estado-Ladrão beneficia quem?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Brasil precisa solucionar o problema estrutural de seu Estado e a deficiência cultural/educacional de seu povo. O País continuará subdesenvolvido e dominado pelo Crime Institucionalizado, caso não ocorrerem mudanças urgentes no modelo político, jurídico, educacional, tributário e econômico. É urgentíssimo redefinir e pensar o Plano Estratégico de Nação, após amplo debate entre eleitores, empreendedores, consumidores e contribuintes. Nada mudará de verdade, par melhor, sem uma imprescindível e inevitável Intervenção Institucional. “Reformas” são enganadoras.

A quem interessa apenas “reformar” o modelo de Estado-Ladrão? Aos bandidos, é claro! Afinal, somos reféns da associação delitiva entre criminosos de toda espécie, a classe política, os agentes econômicos e os barões corruptos nos poderes do serviço público. Eis o conceito correto e descarado de Crime Institucionalizado. A famosa corrupção é uma conseqüência – e não a causa – do modelo estatal. O Crime só se organiza com a conivência culposa ou dolosa de quem comanda e domina o aparato estatal – incluindo suas excessivas regras. 

Por isso, não adianta “combater” os personagens. O único jeito de conter o Crime é mudar o modelo Estatal – que precisa de Democracia (Segurança do Direito) e Liberdade (ação consciente e habitual de cumprir os deveres e exercer os direitos - legal e legitimamente estabelecidos). A Mudança Estrutural e Cultural/Educacional depende de um pacto a ser firmado entre os cidadãos de bem e do bem (eles existem e precisam conquistar a hegemonia no Brasil). Assim se define uma Nova Constituição – enxuta, democrática e liberal. Resumindo: O liberalismo democrático é a saída mais efetiva e segura de mudar o Brasil.  

Os bandidos canalhas (perdão pela redundância) não querem mudanças de verdade. Eles só falam em “reformas”. Alguns idiotas acreditam neles. Como diria o General, “isso é normal” em um País dominado pela “cultura” e “regramento” do Crime Institucionalizado. As Leis em excesso não são cumpridas por serem legítimas. No máximo, são obedecidas de maneira cínica. Os donos do poder “interpretam” a legislação conforme suas vontades e interesses. Para isto, contam com a ajuda do famoso “jeitinho” que tem a mania ou vício autoritário de judicializar tudo. As regras são cumpridas por imposição e desobedecidas por “malandragem”.

Apenas para citar alguns casos recentes de grande repercussão. A Polícia indiciou uma árvore (no bairro Topolândia, em São Sebastião – SP) pelo crime de dano ao patrimônio: “jogar uma manga em cima de um carro parado embaixo dela”... O ator Dado Dolabella foi preso em São Paulo por não ter pagou R$ 197 mil de pensão a um dos filhos... Um ex-Presidente da República (de fato, um grande ator) é condenado, mas dificilmente vai preso... A Procuradora-Geral da República – cuja missão é defender os interesses do povo – não quer que se cumpra a lei que determina a impressão do voto na hora da dedada na urna eletrônica, para posterior conferência e recontagem...

Por isso, o Judiciário brasileiro tem a chance inédita de comprovar que não é Judasciário, nem Podriciário. Magistrados precisam apoiar a Intervenção Institucional. Não podem ficar “interpretando” tudo, de qualquer “jeitinho”. Precisam dar exemplos de reto e legítimo cumprimento da Lei (o problema é saber qual lei: a que pune ou a que perdoa?). Não devem ficar reféns de polêmicas vergonhosas, como a se têm direito ou não a engordar seus salários com os penduricalhos (as tais ajuda isto ou ajuda aquilo). Não podem promover jagunçagens, nem legitimar injustiças, em parceria culposa ou dolosa com o aparelho repressivo estatal...

Deu para entender por que não adianta “reformar” o Estado-Ladrão-Corrupto? Reforminhas são mais do mesmo. A estrutura bandida continua em vigor e exercendo sua ditadura “legal” (porém, ilegítima) sobre os indivíduos e empresas. É fundamental redefinir o tamanho, o papel e os gastos da gigantesca máquina estatal na União, Estados e Municípios. O Brasil precisa de uma Intervenção Institucional para implantar o Federalismo Pleno, de verdade, a partir de uma Constituição Liberal e Democrática.

A eleição de 2018 pouco ou nada mudará o Brasil. Os donos do poder não querem mudanças. Apenas prometem “reformas” que, além de pouco ou nada resolverem, ainda podem piorar (ainda mais) as situações de extremo conflito. Nas atuais regras do jogo, a dedada eletrônica (sem direito a recontagem) apenas escolherá os bandidos-marionetes que fingirão nos representar e governar. Os “atores” não querem debates sobre as mudanças fundamentais e necessárias. Eleger o poste que mijará no cachorro não faz diferença...   

O Brasil precisa de Liberdade, Justiça e Prosperidade (como muito bem propõe o Movimento Avança Brasil). Precisamos trabalhar pela Intervenção Institucional com base Liberal e Democrática. A única saída é defender o Federalismo Pleno como modelo organizativo do Brasil. Temos de lutar pela Educação de verdade (ensino de qualidade + base de formação familiar). Quem for contra isso faz parte do time do inimigo a ser combatido. O resto é conversa fiada para eleger os netos da puta...
O Supremo Tribunal Federal deve soltar um monte de corruptos apanhados na Lava Jato. A coisa vai ficar por isso mesmo? E você ainda vai eleger os bandidos soltos? Fala sério... E para de sacanagem...

Por isso, já peço, preventivamente, meu Habeas Porcus para pular o Carnaval, com pleno direito para rasgar a fantasia dos corruptos e inimigos do Brasil.

E se a Onça não quer beber água, então bebamos nós a melhor aguardente... Prometo não deixar uma gota de Samanaú para o $talinácio... Já que ele não vai em cana, tomemos a cana dele, por legítima vingança...

Difícil andar na rua, né Lindinho?






Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 6 fevereiro de 2018.

4 comentários:

Anônimo disse...

O "Lindinho", sugeriu que seja convocada a militância do PT, para brigar contra a condenação e provável não participação do LULALÁ, nas eleições presidenciais, que segundo ele, já ganharia no primeiro turno "de capote", ou seja deixaria o outro concorrente a "chupar o dedinho".
Assim o Collorido, também pediu, não me deixem só, e terminou fora da presidência.
E as ligações telefônicas entre o presidente Michel Temer e o coronel aposentado da PM João Batista Lima Filho encontradas pela PF, não vão meter o grande "Christopher Lee", brasileiro copiado, em maus lençóis de novo?

Loumari disse...

AFP (Agence-France-Presse) a publié le mardi 06 février 2018

Brasil: O início do ano sangrento, a sociedade desamparada face a violência implacável
Os brasileiros ainda estavam a comemorar o Ano Novo quando um tumulto em uma prisão em Goiás (Centro-Oeste) causou nove mortos, incluindo dois decapitados, dando o tom num país ultrapassado pela violência endémica.

"Nosso sistema de segurança está em falência", afirma o ministro da Defesa, Raul Jungmann.

Estas declarações datam da última quarta-feira (31/01/18), algumas horas depois que uma das principais artérias que conduz ao aeroporto do Rio de Janeiro foi bloqueada por um tiroteio na Cidade de Deus, favela famosa pelo filme do mesmo nome.

Muitos automobilistas em pânico deixaram seu veículo para tentar proteger-se dos ferozes tiros entre policiais e narcotraficantes.

Um ano e meio após as Olimpíadas, cerca de 700 tiroteios foram relatados apenas em Janeiro no estado do Rio, ou quase 22 por dia, na maioria das favelas, bairros pobres e muitas vezes insalubres que vivem sob o jugo de facções criminais.

Situações de violência graves se multiplicam também em diversas outras partes do país foram registadas: duas semanas atrás, 14 pessoas morreram em uma celebração de festa popular em Fortaleza (nordeste).

Um massacre a que a imprensa local atribuído a um assentamento entre bandas rivais que se afrontaram, seguido dois dias depois pela morte de dez detidos em um choque entre membros de facções rivais em uma prisão a 120 km de distância.

- Corrupção -

"Precisamos tomar medidas urgentes antes que seja tarde demais e estamos tomando o mesmo caminho que outros países", disse o ministro Jungmann a Globonews, citando o México.

Mas os problemas de violência no Brasil vão mais além da guerra entre gangues, é um país minado pela corrupção e profundas desigualdades sociais e raciais.

As autoridades parecem ter perdido o controle das favelas, mas também das prisões superlotadas e no estado vetusto, onde os traficantes continuam a dar suas ordens.

No Rio, os barões das drogas no maior dos casos eles dispõem de armas mais sofisticadas do que a polícia, cujos agentes às vezes sofrem o não pagamento dos salários a tempo, devido a uma série de crise financeira que causa problemas ao estado do Sudeste do Brasil levando-o a beira da falência.
A situação é tanto mais preocupante quanto as recentes investigações feitas pelo Ministério Público que mostraram que alguns agentes da própria polícia também estão envolvidos na rede do crime organizado.

"A penetração do crime em todas as forças policiais deve ser combatida", admitiu o ministro da Defesa.

Fonte: Fonte: https://actu.orange.fr/monde/debut-d-annee-sanglant-le-bresil-desempare-face-a-la-violence-CNT000000Xqjxd/photos/la-police-bresilienne-affronte-des-gangs-criminels-dans-le-bidonville-de-la-cite-de-dieu-a-rio-de-janeiro-le-1er-fevtier-2018-6e6f401d2c63219c2b2ad720ae1ab5c8.html

O artigo continua

Loumari disse...

O Vilão...

Essa incapacidade de combater os problemas da violência está parcialmente enraizada na Constituição de 1988, elaborada após vinte anos de ditadura militar.
Este texto atribui praticamente toda a responsabilidade pela segurança aos Estados e exonerando assim o governo federal, da responsabilidade, tanto em termos de orçamento e também quanto na estratégias.

"A segurança era como um tema muito delicado a abordar, pois, estávamos saindo da ditadura e ninguém queria falar sobre isso", disse José Mariano Beltrame, ex-secretário de segurança do Estado no Rio, em uma conferência de imprensa realizada em São Paulo.
"A segurança deve retornar sob a autoridade do poder federal", disse Arthur Trinidade professor universitário e ex-secretário de segurança de Brasília à AFP.
Além de problemas de orçamento, este especialista aponta pela falta de uma lei que estruture de maneira eficaz e coordenada a polícia a nível nacional e sinala também a falta de estatísticas "confiáveis".

As referências sobre a taxa de homicídios no Brasil são dadas por ONGs, como o Fórum de Segurança Pública, que informou ter registado 61.619 homicídios no Brasil em 2016, sete por hora, em média.

A taxa de homicídio, no Brasil é de 29,9 por 100 000 habitantes, é maior que a do México (21) e três vezes superior à dos 10 por 100 mil considerados pela ONU como o limiar pela violência endémica.

"O governo federal está na defensiva e se contenta com declarações grandiloquentes em vez de tomar acções reais, como se estivesse tentar se eximir de suas próprias responsabilidades", disse Ignacio Cano, professor da Universidade Estadual do Rio de Janeiro.

Fonte: https://actu.orange.fr/monde/debut-d-annee-sanglant-le-bresil-desempare-face-a-la-violence-CNT000000Xqjxd/photos/la-police-bresilienne-affronte-des-gangs-criminels-dans-le-bidonville-de-la-cite-de-dieu-a-rio-de-janeiro-le-1er-fevtier-2018-6e6f401d2c63219c2b2ad720ae1ab5c8.html

jomabastos disse...

Ótimo artigo que define claramente o grande défice democrático em atualmente vivemos.