sexta-feira, 16 de fevereiro de 2018

Intervenção no RJ e a sábia desistência do Huck


Edição Atualizada do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

Luciano Huck voltou a desistir, finalmente, da insana disputa pela Presidência da República. O apresentador da Rede Globo tomou uma sapientíssima decisão. Embora algumas pesquisas qualificadas indicassem que ele teria alguma competitividade, até com chance de vitória, o custo benefício não valeria a pena. Aliás, poderia lhe render prejuízos milionários – no faturamento publicitário e por ter sua imagem desgastada pela convivência (e conivência) com políticos desqualificados.

Não dá para ter certeza se Luciano Huck ligou o desconfiômetro. O mais importante é que ele perceba que tem plenas condições de dar uma fundamental contribuição para a cidadania e a construção da verdadeira democracia no Brasil. Luciano pode usar sua liderança e o espírito empreendedor de juventude para promover uma discussão séria em favor de mudanças estruturais no País. Para isto, nem precisa se filiar aos desqualificados partidos políticos – que funcionam como cartórios organizadores e promotores do Crime Institucionalizado.

Luciano Huck, com certeza, conversou e se consultou com gente realmente de peso intelectual que tem propostas para transformar o Brasil em uma República de verdade. Luciano ouviu que só vamos avançar com a adoção do Federalismo Pleno. Também deve ter ficado cansado de escutar que são imprescindíveis investimentos em ensino de qualidade. Aliás, Luciano deve ter aprendido isso no trabalho do próprio instituto que mantém. Como deve ter se preparado, como esperto empresário que é, para ser “Presidente”, que seja sábio e empregue tudo que reuniu de conhecimentos para investir na mobilização social pelas mudanças.

Luciano também precisa tomar cuidado com muita coisa errada que aprendeu. Personagens ilustres do mundo televisivo são cuidadosamente preparados para atuar como “formadores de opinião”, replicando conceitos equivocados. Geralmente, famosos como Huck são moldados, de modo consciente ou inconsciente, pelas Teorias de Engenharia Social, quase todas concebidas diretamente ou por centros de inteligência ligados ao Instituto Tavistock, de Londres. É difícil que Luciano não saiba que muitos formatos usados em seus programas da Globo são concebidos pelos engenheiros sociais a serviço da Nova Ordem Mundial.

O incrível Huck também deu o azar danado de ter se deixado cair no “canto da sereia”. A mosca azul o mordeu, porém foi salvo pelo gongo do bom-senso e do pragmatismo. Há muito tempo, Luciano já fora inoculado pelo vírus do socialismo Fabiano. Também se deixou envolver com políticos e personagens envolvidos até a medula com a mais canalha corrupção, como Sérgio Cabral, Eike Batista e muitos tucanos prestes a acertar as contas com o Judiciário – como Aécio Neves. Luciano se queimou com as histórias sobre liberação de licenças ambientais em sua ilha em Angra e sobre a compra de um jatinho com financiamento facilitado do BNDES.

Luciano saiu da disputa presidencial, bem antes de entrar, para valer, no que seria uma “loucura, loucura”. Bom que tenha optado pela carreira milionária. Melhor se partir para atividade política pela via do movimento, sem se “institucionalizar” com partidos criminosos, que apenas querem “usá-lo”. O “Macron” tupiniquim saiu de cena. Pode retornar no futuro, em melhores condições políticas.

Quem pira com a desistência oficial de Huck é o “sistema”. Parece missão quase impossível encontrar o “personagem” com carimbo de “centro-esquerda” para encarar a sucessão do cada vez mais desmoralizado e impopular Michel Temer. O “sistema” já descartou o retorno de Lula, porém não encontra um substituto à altura dele. Geraldo Alckmin sabota João Dória até para ser candidato a Governador – que dirá Presidente... É assim que o destino político cospe para o alto no Brasil. E Jair Bolsonaro segue na dele, correndo por fora, turbinado pelas idéias liberais-democráticas do economista Paulo Guedes.

Não tem jeito... Estaremos irremediavelmente perdidos não partirmos para a formulação de um Projeto Estratégico de Nação, promovendo a Intervenção Institucional que vai viabilizar as mudanças estruturais. A eleição presidencial de 2018 tende a ser o mais do mesmo, com grandes chances de ficar pior, dependendo do resultado.


Intervenção a la Temer

O efeito “Tuiuti com a Mangueira entrando”, nas duras críticas carnavalescas aos políticos, começa a surtir efeito.

O Presidente Michel Temer decretou “Intervenção Federal” temporária e emergencial na Segurança Pública do Rio de Janeiro.

O General de Exército Valter Braga Netto, Comandante Militar do Leste, agora vai comandar a Polícia Civil, Polícia Militar e os Bombeiros no Estado que Garotinho, Sérgio Cabral, Pezão desgovernaram.

Será o maior teste para as Forças Armadas aplicarem sua doutrina da Garantia da Lei e da Ordem (GLO), dirigindo uma área que faliu moral e operacionalmente no RJ.

Os militares receberão mais recursos para tocar a intervenção, porém terão a nada fácil missão de promover uma guerra contra narcotraficantes e milicianos que aterrorizam o Rio de Janeiro.

A tendência é que muitos fujam do RJ, migrando para outros estados.

O Congresso Nacional deve ser convocado, no sábado, para votar o decreto.

A polêmica já começou ontem, com o faniquito do presidente da Câmara, Rodrigo Maia, que foi “contra a intervenção”, porque simplesmente não o convidaram para a reunião que decidiu a medida.

Rodrigo acabou baixando a bola, depois que o governador Luiz Fernando Pezão apelou que não dava mais para suportar o estado de calamidade na segurança.

A Intervenção acontece no momento em que o Rio sente os reflexos de um megatemporal que causou muitos estragos na quinta-feira.

O grande temor da maioria dos políticos é que tal “Intervenção” represente uma espécie de “Guerra do Paraguai” que devolva aos militares o gostinho por ocupar o poder – perdido no regime pós-1964.

Para alguns, no entanto, se o Exército falhar na missão, a “solução militar” pode ficar desmoralizada.

A “Onça” terá de comprovar sua competência na hora em que foi convocada para beber uma água nada potável – aliás, muito podre – no comando da insegurança no Rio de Janeiro.    







Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!


O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 16 de Fevereiro de 2018.

2 comentários:

Anônimo disse...

O sistema continua procurando um fantoche, com a desistência do marido da Angelica, para ocupar a pres. da república, qualquer um serve desde que não seja o Bolsonaro, que já prometeu a intervenção militar mesmo porque só assim poderá governar se eleito o que consideramos uma missão impossível com essas urnas eletrônicas fraudáveis que darão a vitoria a quem o sistema aprovar O povão continuará alienado e omisso, depois de quatro dias de orgias e o brasil precisa perder essa copa do mundo de futebol, caso contrario a vaca vai pro brejo definitivamente. O resto é conversa fiada pra boi dormir.

Anônimo disse...

Existe uma fonte altamente confiável que desmonta o tal “déficit da Previdência”.
Aqui:
http://www.tribunadainternet.com.br/existe-uma-fonte-altamente-confiavel-que-desmonta-o-tal-deficit-da-previdencia/