domingo, 4 de fevereiro de 2018

Tocando sanfona de cara para a perede


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Em um de meus livros, mas especificamente, “Vidas” Diversão Mortal, o personagem principal, se refere em uma conversa com seu secretário particular, a uma história verídica de uma família de sanfoneiros em Erechim no Rio Grande do Sul, lá pelos anos cinquenta do século passado.
O único emprego disponível na cidade para a família de sanfoneiros era em uma casa da zona do meretrício, onde havia bailes todas as noites.

Zé Gaiteiro, assim era conhecido o chefe da família, com duas garotinhas, uma de oito anos outra de dez, casado com uma polaca bonita, eram todos exímios na sanfona.  Como bom gaúcho, Zé não podia deixar faltar a comida em casa, então aceitou o trabalho.

Em um pequeno estrado que servia como palco, estavam em quatro cadeiras de madeira, ele de “frente para o crime” e o resto da família tocando, como de castigo de cara para a parede.

Animava desta forma todas as noites os bailes na maior casa da Zona até a hora que fosse.

De certa maneira, penso  que  nós pais de família, nos sentimos  como o ele,  estamos  vendo  toda  sujeira que se estabeleceu   no nosso  país  nos últimos  trinta  anos   e por  falta   de meios  de sobrevivência   noutro  lugar,  aos milhões somos obrigados a manter o resto da família  de cara  para  a parede  até que as coisas mudem e possamos   ter  um  STF   independente,  com pessoas de qualidade intelectual,  ética e moral comprovadas,  um   senado  e uma câmara dos deputados idem.
Fazer de conta que a política desse país não é uma putaria (perdoem de novo) não resolve nada.

Temos de acreditar que nosso exército virá pôr um fim na grande (mais uma vez perdão pelo palavreado) “suruba” em que transformaram nossas instituições.

Festinha essa na qual, nós o povo, (vou tentar ser cavalheiro pelo menos uma vez) somos os “passivos” e o governo os “ativos”.

Está na hora de pôr ordem na “suruba”.

Nossas Forças Armadas, parece que como virgens pudicas estão olhando para a parede. Já são bem crescidinhos para encarar a verdade frente e de fazê-los (os representantes desse desgoverno) experimentarem um pouco da nossa posição.

A propósito a Zona de Erechim foi batizada (se é que tais redutos de permissividade o podem ser) de Brasília, na época pretendia ser uma homenagem que o novo bairro nos arredores da cidade prestava à nova capital. Que ironia! Hoje, se é que ainda existe, já que a internet entre outras coisas veio a acabar com os (me perdoem o termo vulgar) puteiros, seu nome é mais apropriado que nunca.

Na atualidade, a antiga Brasília da cidade de Erechim, se pareceria um convento, perto da do planalto central.


H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

Um comentário:

Anônimo disse...

Os gaúchos elegem e reelegem esquerdistas (porque afirmam votar em pessoas e não em partidos, garantindo essa "tradição" desde Getúlio e Brizola) e depois reclamam que as FFAA não providenciam o término do caos que aqueles propositalmente provocam.