sábado, 24 de fevereiro de 2018

Transparência


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Paulo Roberto Gotaç

Apesar de todos os esforços de sociedade brasileira observados nos últimos anos no sentido de rastrear e punir a corrupção sistêmica e endêmica que a aflige desde sempre, o recente resultado divulgado pela ONG Transparência Internacional dá conta de que o País sofreu uma queda de 17 colocações no ranking sobre a percepção do mal, entre  180 analisados, ficando atrás, por exemplo, de Timor Leste e Burkina Fasso. 

A queda anunciada, segundo o responsável pela instituição no País, decorre da interpretação de que as ações da justiça brasileira visando a enfrentar o flagelo encontram-se em risco e que existem forças poderosas agindo no sentido de boicotar o processo de estancamento. 

Lamentavelmente, só o povo, alienado, desinformado e deseducado, ainda não vislumbrou a danosa tendência, sendo talvez necessário um observador externo para despertá-lo.

Paulo Roberto Gotaç é Capitão de mar e guerra reformado.

2 comentários:

Loumari disse...

Senhor Gotaç, a situação do Brasil na sua globalidade, se observamos o conjunto dos factores que compõem as conjunturas (condição das coisas) nas estruturas de base, o balaço do tudo é extremamente preocupante. Brasil se fosse um homem, acho que optaria pelo suicídio. Não se observa perspectiva alguma na posição de arranque em direcção para arriba. Todos os indicativos estão com os ponteiros de cabeça inclinada para baixo.
-Política
-Económica e financeira
-Educação
-Saúde
-Moral do povo e vida social
-Segurança
-Renda
Como um povo pode considerar o futuro numa sociedade no estado assim tão depressivo?
E ainda vêm outros factores por cima que virão pesar ainda mais sobre o que já é grave e estes factores podem de verdade causar a decomposição da sociedade brasileira e para um tempo indefinido. Vai ser a diminuição da renda. Primeiro, a renda vai diminuir consideravelmente devido ao espólio via tributos. O estado vai multiplicar, vai triplicar os impostos, e vai aumentar também os já existentes, por exemplo via facturas de água, de electricidade, imposto predial... E as empresas não serão deixadas de lado não. Serão levadas elas também a contribuir com as despesas do estado, pois surgirão novos impostos e aumento de cotizações sociais e patronais. Neste alvoroço vai gerar baixa de consumo, baixa produtividade industrial. Muitas empresas vão ter que reduzir seus efectivos, demitindo seu pessoal. E lamentavelmente muitas empresas não sobreviverão. Será a bancarrota. O país vai produzir menos e importar mais. Estes factores riscam de levar muita gente a perder suas casas. Muitos já não vão conseguir assumir com o mínimo básico de vivência levando vida decente.
Até os que hoje se dizem ricos e confiantes que nada lhes faltará. São esta categoria de gentes que vão cair de muito alto. E a fractura social vai ser tal que estes para não suportar a vergonha da pobreza, vão simplesmente optar pelo suicídio.
O que lhes parece a minha observação? Ficção ou cenário plausível?

Loumari disse...

PS. Repararam pelo o que aparece discretamente no fundo do écran na imagem aqui em cima do artigo do senhor Gotaç? Não é este professor Satanás?