sexta-feira, 9 de março de 2018

O Espírito de Missão e a Ingenuidade



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Higino Veiga Macedo

Não sei se o título seria este. Mas... não vindo à mente outro melhor...

Em todas as religiões praticadas no Ocidente, nenhuma delas estimula seus fiéis a chegar só até ao PURGATÓRIO. Os "sofrimentos na terra" já os purgam o suficiente para transpor o purgatório. Todas elas estimulam seus praticantes religiosos a entrar no céu e a  viver eternamente (ócio eterno como dizia Voltaire) no paraíso, no ÉDEN religioso.

Na ideologia dita de esquerda, que grassa nos ditos países em desenvolvimento, na sua parte considerada intelectual, seus praticantes, ideológicos e praticantes, estimulam seus "fiéis" a chegarem até ao PURGATÓRIO, apenas. O sofrimento na "ditadura do proletariado" não é o suficiente para levá-los até ao Éden ideológico: o COMUNISMO. Aí, dizem eles, todos terão segundo a sua necessidade, sem leis, sem estados, sem empregos e sem valores econômicos.

Estimulam a que cheguem apenas ao SOCIALISMO caminho intermediário entre a ditadura do proletariado e o comunismo – a forma superior de socialismo. Todos eles, ideológicos e oportunistas, se sentem ofendidos se forem classificados de COMUNISTAS. Estão sempre usando a dialética quer de forma partidária, quer de forma administrativa quando estão no poder.

Pelo  histórico de atividades comunistas (socialistas), o que se observa é a sua natureza peculiar. É da natureza de comunistas (socialistas) a negação de intenção, a traição de comprometimento e infidelidade de atitude. As três assertivas são tão verdadeiras que se encaixam na fábula de Esopo – A Rã e o Escorpião; e na consideração de Voltaire sobre a natureza do homem e a do falcão. Os comunistas estão sempre  traindo, negando e "infidelizando" porque faz parte de sua natureza. Em qualquer parte do mundo.

Tudo isso para chegar ao uso das Forças Armadas, do Brasil, na intervenção no Rio de Janeiro.

O Espírito de cumprimento de missão, o respeito à ordem e a tentativa de garantir a lei levaram as autoridades militares a cometerem uma ingenuidade. Espero que o "efeito colateral" da intervenção seja o mínimo possível.

O que me leva a tal raciocínio foi a rápida ação de agentes públicos no assunto. Embora o atual Presidente da República se poste de liberal, o seu partido sempre mimetizou comunistas em suas hostes desde o velho MDB. Portanto... as FFAA têm comunista na trincheira.

Há muito, os governos de Lula e Dilma acenaram com a possibilidade de criar o Ministério da Segurança Pública. Por algum motivo ficou engavetado em algum lugar.

Tal Ministério faz lembrar muito a sequência:

– a SA (Sturmabteilung) – "defesa do partido Nazi" no seu início contra exatamente os comunistas alemães (útero que gerava ali o comunismo soviético); depois,

– a SS (Schutzstaffel)... "defesa do governo nazista", com maior antagonismo ainda aos comunistas. E absorveu depois a GESTAPO (Reichssicherheitshaumptamt).

Com este ministério, o Partido do Presidente da República tem mais tropa que as Forças Armadas. Pela motivação – extrema infiltração do crime organizado nas periferias das grandes cidades – os meios militares chegarão com a mesma rapidez da criação do Ministério.

Hoje, para atacar o "crime organizado de narcotraficante" usa-se a tropa federal. Antes, para atacar "crime organizado ideológico" não se podia usar tropa federal porque eram todos "políticos". É a velha dialética.
Mas, para surpresa geral, quem assumiu o tal Ministério da Segurança Publica foi o então Ministro da Defesa. Tanto num como noutro Ministério, o Ministro pertenceu ao Partido Comunista do Brasil que se dissimulou, talvez pelo asco do nome, em Partido Popular Socialista, o 23.

Na intenet, pelo apresentado, ele nem curso superior tem. Começou e não terminou psicologia. E exerceu diferentes funções técnicas onde cada uma exigia uma modalidade de formação intelectual. Foi até "conselheiro da Companhia de Engenharia de Tráfego de São Paulo (CET) e também da Empresa de Tecnologia da Informação e Comunicação de São Paulo (Prodam)".

Mais surpresa ainda: passaram a função de Ministro da Defesa, por interinidade, a um General de Exercito. Não entendi a interinidade se o governo terá menos de nove meses? Ou será destituído? A mídia faz questão de assinalar a INTERINIDDE.

E aqui dorme a grande malícia de comunistas e a ingenuidade das Forças Armadas: se der errado, foi a culpa do Ministro da Defesa,  um General de Exército incompetente. Se der certo foi graças ao Ministro da Defesa "partinte" que orientou as atitudes das Forças Armadas, apoiada agora pelas tropas do Ministério da Segurança Pública. Todas, tropas federais. Pelo menos no emprego. Eles leem o livrinho de Maquiavel todos os dias!

O interventor, outro General de Exército, está o tempo todo fustigado pelos comunistas camuflados: no Ministério Público Federal, na OAB, na Associação dos Magistrados. Todos querendo tratamento humano aos "oprimidos traficantes"; opressão vinda de uma "elite dominante"; pela "contradição provocada" pelo "capitalismo selvagem" sustentado pelo sangue sugado pelas "potências hegemônicas" do Ocidente. Os diferentes "Operadores do Direito", até esquecem que no direito romano estava previsto a intervenção com o nome de DITADOR. Plenos poderes eram dados pelo Senado Romano a um General Ditador que hoje, pela ojeriza da palavra, pode ser traduzida por Interventor.

Qualquer resultado negativo, o ex-ministro comunista negará tudo, trairá o "Ministro da Defesa Interino" e o Interventor.

Na TV, vê-se  oficiais da reserva a empregar metáforas para apoiar a forma de emprego da tropa e a criticar a pouca autoridade concedida aos comandantes e as segundas-intenções partidárias, de pseudo-especialistas e autoridades, de  interferir no emprego da tropa e no uso das armas. A metáfora fica por conta de: Regra de Conduta, ao invés de Doutrina de Emprego; uso de Arma Letal ao invés de emprego de Armas de Dotação; Poder de Polícia ao invés Submissão do Inimigo; Oponentes ao invés de Bandidos Inimigos; Efeitos Colaterais ao invés de Consequência do Combate...

Parece que há um temor, uma timidez, uma insegurança em se dizer a palavra certa, para o emprego certo, na ação certa. Por maior esforço que fazem, não conseguem serem entendidos por autoridades e mídia. Todos estes  com as mesmas intenções de comunistas infiltrados: negar, trair, "infidelizar".

Torço para que meus temores não se concretizem. Que os comunistas não traiam. Que todos sigam para o Éden. E que meus irmãos de armas possam orgulhosamente dizer: Missão Cumprida.

Higino Veiga Macedo é Coronel da Arma de Engenharia, na reserva do EB.

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