sexta-feira, 2 de março de 2018

O que 2018 tem a ver com 1968?



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Luiz Eduardo da Rocha Paiva

Em 1968, o governo do presidente Costa e Silva buscava recolocar o Brasil no rumo democrático, após a completa desarticulação da tentativa de revolução comunista, em 1964, que unira Jango, Brizola e o Partido Comunista Brasileiro (PCB), liderado por Luiz Carlos Prestes e submisso a Moscou. Porém, desde 1966, a dissidência do movimento comunista, cuja maior expressão era o Partido Comunista do Brasil (PCdoB), tentava implantar a luta armada violenta de linha maoísta. Além do PCdoB, outros grupos se organizavam, seguindo a mesma linha e outras afins, como a cubana, todas adeptas da tomada do poder pela força e implantação do regime socialista. A via pacífica preconizada pelo PCB estava desacreditada com a derrota em 1964.

Na Guerra Fria, o mundo estava repleto de guerrilhas que, ao se estabelecerem em determinadas áreas, se fortaleciam e acabavam controlando territórios e populações que, voluntariamente ou sob ameaça, a elas se aliavam. Angola, Vietnam, Moçambique e Argélia são exemplos do triunfo desses movimentos no campo político, que não dispensava o campo militar como reforço e fator crítico de êxito. 

A guerra revolucionária dividiu e ainda divide nações, tendo causado, onde foi implantada, dezenas ou centenas de milhares de mortos, mutilados, desabrigados e refugiados. A Colômbia é um exemplo bem atual das consequências de não se cortar esse mal na raiz, mas poderiam ser citados, também, vários países das Américas Central e do Sul, exceto o Brasil. Por quê? 

Aqui, a escalada do terrorismo, sequestros, execuções, assaltos a bancos, quarteis e hospitais vinha superando a capacidade dos órgãos de segurança pública (OSP), despreparados e mal equipados para lidar com grupos liderados ou constituídos, também, por militantes treinados na China, Cuba, Albânia e outras matrizes comunistas. Por outro lado, a legislação não tinha recursos para lidar com a nova ameaça de então – a guerra revolucionária. Militantes presos eram libertados em troca da vida de sequestrados e refugiavam-se no estrangeiro, enquanto outros recebiam habeas corpus, logo após a captura, desapareciam e voltavam a operar. 

Os focos de atuação eram São Paulo, Rio de Janeiro, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Bahia e Pernambuco. A situação fugira ao controle e ameaçava se alastrar por todo o país, inclusive em áreas rurais como Caparaó (ES), Registro (SP) e, desde meados dos anos 1960, com o PCdoB preparando a guerrilha do Araguaia no Pará, Goiás (hoje Tocantins) e Maranhão.

Havia setores do governo defendendo endurecer as ações, de modo a impedir que a luta armada se alastrasse, daí a implantação do draconiano Ato Institucional Nr 5 (AI5), em dezembro de 1968. Até então, a situação era de normalidade democrática e as Forças Armadas (FA) cumpriam as missões constitucionais de “defender da Pátria e garantir os Poderes constituídos, a lei e a ordem” (Constituição de 1967). Tinham participações em momentos de grave perturbação da ordem, mas não atuavam diretamente na segurança pública.

Tanto em 1968, quanto em 2018, houve intervenção federal com emprego das FA, para enfrentar uma ameaça ao Estado e à sociedade, e com apoio popular, exceto da esquerda socialista, sempre na contramão da paz social e coesão nacional.

No final dos anos 1960, o governo era forte, tinha amplo apoio nacional e os níveis de emprego e desenvolvimento eram bem altos. O governo agiu oportunamente, no início da escalada da luta armada, ao implantar o AI5, auferindo poderes extraordinários para deter a expansão e a violência da esquerda revolucionária. Esta era composta por pequenos grupos, sem unidade de comando, não possuía armamento pesado e de ponta, nem grandes recursos financeiros, nunca teve o controle de territórios e de populações e sua infiltração nas instituições não era profunda, embora fosse ampla na mídia e nos meios acadêmico e cultural. 

As FA foram empregadas na luta urbana, via de regra, com pessoal qualificado e no meio rural com grandes efetivos, no início, e depois com pequenas frações de tropas especiais, que atuaram após os órgãos de inteligência cortarem o apoio logístico e as ligações de comando das incipientes guerrilhas.

Foram necessários dez anos para a plena neutralização da luta armada, que nunca teve, no nível das atuais organizações criminosas (ORCRIM), efetivos, estrutura, recursos financeiros, armamentos e equipamentos. Jamais controlou territórios e populações, não tinha ampla infiltração nos OSP e nos meios político, jurídico e empresarial, nem atuava no seio de uma sociedade como a de hoje, moralmente corrompida, seu grande mercado.

Para agravar, a criminalidade é protegida, indiretamente, por ONGs, pela OAB e artistas, todos em campanha cerrada para monitorar as operações contra as ORCRIM, de modo a desgastar e a desacreditar as FA. Não são ideais nobres a mover tais setores, mas sim a nefasta ideologia socialista (não são socialistas?), para quem os fins justificam os meios e as FA são o inimigo odiado que sempre a venceu.

Decretar intervenção no Rio de Janeiro por apenas dez meses, sem amparo legal efetivo às FA, que não precisaria nem deveria ser um novo AI5, e com o patrulhamento de formadores de opinião ávidos por desacreditá-las, é lançá-las numa armadilha. Uma jogada de marketing de um governo moralmente desacreditado, que já esgotou sua cota de irresponsabilidades. A intervenção era necessária, mas não assim!

Os grandes e difíceis desafios para as FA são, em dez meses: mostrar que conseguiram reduzir a violência a um nível bem inferior ao atual, encaminhar com rigor o saneamento dos OSP, recuperar o controle de territórios relevantes e iniciar, de forma visível, a recuperação do sistema prisional. Só assim elas não sairão desgastadas.

Luiz Eduardo da Rocha Paiva é General de Divisão, na reserva.


4 comentários:

Loumari disse...

OBS: Moçambique: Faz mais de quarenta (40) anos que a FRELIMO mente, rouba e mata.
Esta casa chamada FRELIMO É GUARIDA DE DEMÓNIOS.

JESUS CRISTO DISSE:

JOÃO 10:10 O ladrão não vem senão a roubar, a matar, e a destruir;


OBS: Falando da Frelimo (Frente de Libertação de Moç.) e do relacionamento interno entre os membros a coisa está muito tensa lá no COVIL. Lá de dentro entre eles um espia outro para se assegurar que não haja alguém que estale dos nervos e pôr-se a ladrar como perro e divulgar todos os malfeitos do grupo e causar a DEFLAGRAÇÃO da ordem.
Houve um membro da Frelimo, destes tenores no partido que confessou-me o seguinte: Lourdes, se eu tivesse escutado os teus conselhos, eu já estaria morto.
Pois leram bem. Leram bem mesmo. O homem tem medo de revelar-se no seu potencial intelectual e se rebelar contra sua hierarquia. Tem medo de ser morto. E como ele muitos se curvam e baixam as calças e se contentam com ser escravos dos mais fortes e determinados a dar-se a qualquer prática contar com manter os membros todos sob controle e dominados e totalmente submissos a política opressora e assassina.
A Frelimo é uma organização criminosa que se fixou como objectivo de produzir pedintes para depois se fazer o Guro (pessoa grave) com seus subservientes (homens servis e partidários que juram morrer pelo seu líder).
E os chefes do COVIL controlam os seus subservientes com ameaças de morte caso for desleal a ordem.

Mas já estamos a assistir alguns do seus membros já a andarem bastante nervosos e podem estalar em qualquer momento. E entre eles lá no COVIL vão começar a se comerem entre si.

Como disse Abraham Lincoln:

"Podeis enganar toda a gente durante um certo tempo; podeis mesmo enganar algumas pessoas todo o tempo; mas não vos será possível enganar sempre toda a gente."

"Pecar pelo silêncio, quando se deveria protestar, transforma homens em cobardes."


O filósofo, teórico político, escritor e compositor autodidata suíço Jean-Jacques Rousseau escreveu:

“Uma sociedade só é democrática quando ninguém for tão rico que possa comprar alguém e ninguém seja tão pobre que tenha de se vender a alguém”

“A melhor maneira de pedir a Deus é tornarmo-nos merecedores do que desejamos.”


Sinceramente, não sei como os homens que são membros e partidários da Frelimo conseguem olhar-se ao espelho, sabendo pertinazmente no fundo de si, que não passa de tapete?

Anônimo disse...

TUDO A VER O COMUNISMO NO BRASIL COM A CNBB, MESMO GRANDES SEITAS PROTESTANTES, COMO A IURD.
https://www.youtube.com/watch?time_continue=832&v=fsPy6erjHE8

Jose Carlos de Campos Soares disse...

Tenho 72 anos e presenciei toda a operação das FA (Graças a Deus) que foi precisa e necessária, pois senão estaríamos hoje sob o jugo dos comunistas efetivamente.
Tive amigos que eram comunistas de carteirinha e seus ideais eram absurdos para um Brasil que teria e tem a possibilidade de ser uma nação crescente em todos os aspectos e democrática e capitalista, pois é a partir do capital que todo o povo evolui. O comunismo só interessa aos que estão no poder, pois eles e somente eles serão os beneficiados.
As FA foram a salvação do Brasil em todos os sentidos.
Foram duros com os comunistas, com certeza e não poderiam agir diferente, pois quem viveu no Rio de Janeiro, naquela época, acompanhou toda a tragédia que existia, com constantes greves, depredações, mortes de inocentes e etc.
Os Brasileiros devem as FA poderem viver hoje e usufruir de tudo o que existe, pois foram eles - os militares - que construíram, implantaram tudo o que hoje o Brasil tem, como rodovias, empresas, hidrelétricas e etc.
Eu andava no Rio a pé sem medo de ser assaltado, sem temor, sem dificuldade.
E hoje? Nem precisa enumerar a infinidade de dificuldades, de temor, diria de HORROR pelo qual os brasileiros passam e a Cidade Maravilhosa (Maravilhosa?) passa.
Quem são os nossos Governantes hoje?
Na sua quase totalidade os mesmos comunistas, filhos deles ou simpatizantes.
Qual o caminho que eles querem tomar?
O mesmo daquela época.
Sou a favor das FA retomarem o comando? Com toda a certeza e sem medo de errar.
Hoje analise cada um dos parlamentares e me digam qual deles honesto? Que nunca se aproveitou da situação? Que não se aproveita? Quantos são dos Deputados Federais, dos Senadores, dos Ministros, dos Vereadores, dos Deputados Estaduais, dos Prefeitos, dos Governadores, do Presidente da República, dos Ministros do STF, do STJ, do STE e por aí vai.
Desculpem, porém só conheço um que até hoje não teve qualquer mancha em sua carreira política, ou seja, Jair Bolsonaro.
É neste que eu vou votar com os meus 73 anos de idade se eu viver até lá.
Que Deus abençoe a todos os Brasileiros honestos, que sofrem dia a dia para sustentar a sua família.

José Carlos de Campos Soares

Jose Carlos de Campos Soares disse...

Só mais um detalhe da minha postagem:
O Temer, ao convocar as FA para o Rio, da forma como o fez, a está colocando numa situação difícil, pois não lhe deu o poder de Polícia e, isso irá desmoraliza-la, pois ao entrar numa comunidade serão provocados e nada poderão fazer.