sexta-feira, 23 de março de 2018

Sem perder a compaixão, criticar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Por que seguiríamos maus exemplos? A morte do jornalista Sandro Vaia foi alvo do deboche, no Twitter, do ator Zé de Abreu (da Globo) só porque fazia críticas ao lulopetismo. Quando faleceu o filho de Geraldo Alckmin num acidente de helicóptero, a ex-deputada Luciana Genro usou o Facebook para relativizar a dor da família enlutada, exigindo maior destaque da imprensa à dor da mãe de um menino vitimado por bala perdida no Rio. É o "modus faciendi" da turminha que, em Porto Alegre, comemorou com champanhe o ataque às Torres Gêmeas em 2001.

Mas não devemos retribuir o mal com mal. Não há de ser o Jornal Nacional, brandindo o cadáver de Marielle Franco em nossa cara todos os dias, que nos vai envenenar o coração. Não sentir compaixão é estar desumanizado. Só goza o sofrimento alheio quem perdeu a "noção do sagrado" (o que nada tem a ver com religião).

Todo crime é repudiável, independentemente da vítima. Por mais antidemocrática que fosse a militância de Marielle, nada justifica o ato covarde que a vitimou, assim como não há justificativa para as mentiras que dizem dela - o que é tão desonesto quanto a mistificação que quer transformá-la em heroína. Acaso uma pessoa vira santa só porque foi vítima de um crime? A compaixão é incompatível com a reflexão crítica? Não, há que separar as coisas. O crime abjeto de que ela foi vítima não valida seus erros.

Por tradição, fazemos respeitoso silêncio diante da morte, rememorando as virtudes de quem partiu e relevando seus defeitos. Assim seria com ela. E só não é porque a facção política de Marielle, auxiliada por um jornalismo ordinário, não tem qualquer decoro diante da morte, utilizando-a para fins partidários. É só por isso que se impõe evocar a figura política e suas contradições, sendo pertinente criticar suas posições.

Marielle, por exemplo, cantava no coro que diaboliza a instituição policial: nunca se solidarizou com as famílias dos 134 policiais que, só em 2017, foram assassinados no Rio de Janeiro. E não dá para dizer que ela lutava pela democracia! Basta saber que, alinhada com o Foro de S. Paulo, ela era do movimento que transformou a Venezuela de país mais rico da América Latina no cenário da maior crise humanitária do continente.

Sim, há impressões digitais de Marielle e seus "companheiros" na tragédia venezuelana - 87% da população na miséria, mais de 70% das crianças em estado de desnutrição, falta de comida e remédios, imprensa amordaçada, torturados, presos políticos. E ela nunca escondeu que desejava o mesmo para o Brasil.

Boas intenções? Só é analisável a práxis. Conscientemente ou não, ela, como qualquer militante do Psol, fomentava a guerra de negros contra brancos, pobres contra ricos, mulheres contra homens! E ninguém, se esclarecido e honesto, acredita que assim se dá o progresso ético, econômico e social da humanidade.

A tentativa de canonizá-la visa a manipular o que pode haver de melhor no ser humano: compaixão, solidariedade e desejo de ser justo. Mas não cabe reagir com ódio. Tratar Marielle como reencarnação do Mahatma Gandhi é uma aberração, claro. Mas mistificações só se combatem com verdade.

Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Um comentário:

Anônimo disse...

" Sem perder a compaixão, criticar

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana


Renato Sant’Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Postado por Jorge Serrão às 06:58:00 "


Fonte: http://www.alertatotal.net/2018/03/sem-perder-compaixao-criticar.html


Esse humilde comentário é para o Jornalista Senhor Jorge Serrão ( Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. ), sinceramente, como pessoa comum, simples, e, sem nada de especial, "eu", gostaria de dizer que, pensei que esse texto fosse seu...
Mas, não é...
Eu (pessoalmente), não gosto da maioria das "coisas", que esse autor escreve, mas esse (texto) diz muito, muito de "coisas" que não são ditas, provavelmente não terá muita divulgação, como deveria, mas, repetindo, deveria ter sido escrito por um jornalista, o jornalismo, não apenas no Brasil, não apenas na américa latina, mas nos EUA e na europa como um todo, "funcionam" como um corpo único, ditatorial, sem moral, sem dignidade, dizendo-se, formadores de opnião, na verdade são publicitários de "uma nova ordem mundial", não estou dizendo isso como alguém, que sabe tudo, mas como alguém, que na miséria do meu conhecimento, "vejo tudo errado", sei que o Senhor com conhecimento das "letras" saberá separar os meus erros de escrita, das minhas intenções daquilo que estou tentando dizer, falar dos políticos, da política, dos juízes, da justiça, dos militares, do exército, mas, e dos jornalistas, ninguém fala nada... são inocentes, não fazem parte da sujeira...


Veja isso:

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"Blogger XXXXX disse...

COMENTAR O QUE DE VOCÊS IMPRENSA, VOCÊS SÃO UM BANDO DE COVARDES FOFOQUEIROS QUE NÃO SERVE PRA PORRA NENHUMA, UM BANDO DE MERDAS, ASSIM COMO NOSSOS 3 PODERES BANDIDOS. VOCÊS SÃO IGUAIS!!!!!

12:41 AM"

Fonte:
http://www.alertatotal.net/2018/03/supremo-suspense-deixa-lula-livre-por.html
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Em breve, em um futuro não muito distante, a palavra de um jornalista valerá tanto quanto a de um criminoso ( que acaba de ser preso, e "diz qualquer coisa pra se safar" ).


PS: As pessoas estão ficando "sem chão pra pisar"...