segunda-feira, 30 de abril de 2018

De palavras amenas...



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Que palavra de estadista terá Marina Silva a pronunciar? Talvez nenhuma. Ela é uma boa pessoa com genuína preocupação pela degradação do meio ambiente. Quase nada mais. Quando questionada sobre "reformas" ou "um projeto para o Brasil", ela é só "lugares-comuns".

Agora ela vem com um mea culpa por apoiar Aécio Neves no 2º turno de 2014. É seu direito. Diz que não o apoiaria se fosse hoje. Poderia encerrar aí. Mas não. Ela acrescenta: "(...) acho que a maioria dos que votaram no Aécio e na Dilma não votariam [neles hoje], porque os dois praticaram a mesmíssima coisa."

Ela nunca menciona os crimes pelos quais é investigada Dilma, que, "por dentro" do governo, aprofundou a inédita institucionalização da corrupção para executar um projeto macabro. Aliás, as pedaladas que a levaram ao impeachment acabarão parecendo bobagem quando, por exemplo, vier à luz a sua responsabilidade na superfaturada compra da sucata de Pasadena. 

Por seu lado, Aécio é hoje réu acusado de muitos crimes, mas não estava sentadinho na cadeira de presidente, o que estabelece uma diferença substancial (que o não isenta de coisa alguma, frise-se, mas é elementar numa análise política séria).

Porém, o ponto mais obscuro na manifestação de Marina é achar que a maioria dos que votaram naqueles dois não o fariam de novo. Por sinal, imaginar um novo 2º turno com eles já é um pesadelo. Apesar disso, entretanto, se acontecesse, hoje mais que nunca os adultos esclarecidos acabariam votando no estrabulega mineiro por uma forte razão: ele não está a serviço daquela organização criminosa denominada Foro de S. Paulo. Dilma, sim, está ! É uma diferença enorme!

Que estragos ele faria no governo não há como dimensionar, ao passo que não há como ignorar o animus de "lesa-pátria" de Dilma Rousseff. O Foro de S. Paulo (que a mídia finge desconhecer), articulado inclusive com grupos terroristas e com o narcotráfico, tem um projeto secreto de tomada do poder que, iniciado em vários países, inclusive no Brasil pelo PT, foi consumado na Venezuela (com o conhecido desastre político, econômico e social). Dilma tocou esse projeto, principiado por Lula. Só não consumou por causa da Lava Jato e porque a população reagiu.

Hoje está mais claro. Em 2014, restou ao eleitor escolher entre, por um lado, alguém que poderia querer locupletar-se no governo e, por outro, uma figura de poucas luzes que tinha a missão de transformar o Brasil numa ditadura bolivariana. Adultos esclarecidos, se honestos, votaram no perigo menor.

Marina parece alheia aos fatos. Mas suas palavras meigas podem confundir. Para ofuscar-nos a visão não precisa um farol: basta uma lanterninha. Quantos, por exemplo, já se perguntaram "o que é um estadista"? O Brasil avançará, ficará estagnado ou irá para trás conforme a percepção (lúcida ou alienada) prevalente entre os brasileiros. É necessário, pois, formular conceitos e qualificar escolhas. 

Sem compreender bem a falta que faz contar com gente com postura de estadista a tocar a política, neste 2018 o brasileiro poderá fazer a bobagem de acreditar no golpe do voto nulo ou, ainda, prestigiar quem tem a malandragem de dizer só o que o eleitor quer ouvir.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

4 comentários:

léo guedes disse...

Fico a me perguntar o porquê a despirocada Márcia Tiburi ganha espaço na mídia. Há uma resposta plausível. Como se sabe a esquerda insiste em desconstruir valores ocidentais tradicionais. Estão na ordem do dia os tais intelectuais orgânicos, força tarefa da desmobiliação da cultura. Acreditam que, no lugar desse lixo tradicional, virão os tempos do novo homem, aquele livre de impurezas. Socialistas se unem para concretizar esse propósito. Não estão contando, no caso, com o Chapolim Colorado, isto é, a realidade. Esta sim opositora natural de todo despirocado utópico.

Anônimo disse...

Por que o Suplicy não vai para esse acampamento cantar na alvorada e durante o resto do dia fazer show do bobo da corte?

jomabastos disse...

Eu não apoio comunista, não apoio corrupto, nem apoio fala-barato que simplesmente quer assumir o poder pelo poder. Restam-nos dois ou três candidatos liberais, mas que o STF não os liberta para serem candidatos oficiais. Porquê? Porque vivemos em uma ditadura pró-comunista, uma ditadura do STF ou em uma falsa democracia?!?!

rolusanro disse...

Que opções temos? O cenário político está ocupado por nulidades e corruptos!