quarta-feira, 25 de abril de 2018

Muito diferente



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Dos meus conhecidos que votaram em Aécio Neves, todos (todos!) ficam indignados diante das notícias envolvendo-o em ilícitos e querem vê-lo processado, respondendo pelo que haja cometido. Já os que votaram em Dilma Rousseff, vendo as graves notícias que a envolvem, contra-atacam dizendo que a mídia, o juiz Moro e toda a Lava Jato estão a serviço dos americanos. É a "esquerda retrô": o blá-blá-blá modelo anos 60.

Alguns eleitores de Aécio estão furiosos com ele. Outros, que nunca tiveram grandes ilusões, confiam que o Ministério Público e a Polícia Federal vão passar tudo a limpo. E aguardam pela justiça, porque nosso processo penal (embora imperfeito) tem regras iguais para todos.

Já os eleitores de Dilma trazem no bolso uma opinião pré-fabricada: se você criticar o esquerdismo e, por extensão, o desastroso governo dela, logo você será tachado de fascista, acusado de ter a cabeça feita pela Globo e de ser co-responsável pelos desvios do Aécio.

São diferenças gritantes. E tem uma coisa que nem todo mundo consegue compreender: se, por um sortilégio absolutamente improvável, tivéssemos de escolher de novo entre os dois, o menos pior para o Brasil seria votar outra vez no Aécio, por mais que ele não seja trigo limpo. Na real, é simples: embora os dois estejam hoje na mira da justiça (ambos com risco de pegar cadeia), há uma diferença decisiva: Aécio Neves não ameaça destruir o setor produtivo de nossa economia. Já Dilma, como ponta de lança do lulopetismo, tentou (quase conseguindo) venezuelizar o Brasil, isto é, aplicar aqui o projeto bolivariano que acabou com o setor produtivo da Venezuela, que era o país mais rico e mais estável da região.

Lá, sem emprego, sem renda, mas também nada encontrando para comprar, a população sofre a mais genocida crise humanitária que já se viu no continente. Aqui, Dilma saiu do governo e deixou para trás 13 milhões de desempregados, o Brasil na maior recessão da história e o setor produtivo a fazer água. Sim, o Brasil escapou arranhando de virar uma Venezuela.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

Um comentário:

jomabastos disse...

Dilma deixou 13 milhões de desempregados segundo as estatísticas falsas do IBGE, mas, existem mais de 15 milhões de desempregados no Bolsa Família de 14 milhões de famílias, o que perfaz um total de 28 milhões de desempregados. Regra geral os jornalistas e escritores de artigos, olvidam-se dos 60 milhões de brasileiros que estão no Bolsa Família. Porquê? Não se esqueçam, são cerca de 28% da população.