segunda-feira, 30 de abril de 2018

Novo Jogo de Guerra: “O Xadrez Esquisofrênico”



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Quando um policial baleia mortalmente um marginal, os outros companheiros também atiram em áreas do corpo onde se encontram órgãos vitais, que se atingidos levariam à morte do infeliz.

Isso não é segredo para ninguém, apenas uma antiga prática para   que   a polícia técnica não possa dizer com clareza qual foi o tiro fatal. Evitando assim, com essa “tecnicalidade”, que determinado indivíduo pudesse ser culpado pela morte e livrando-o até mesmo de ir para prisão por reagir a um delinquente armado que atirava contra ele.

Convenhamos que não é preciso ser um gênio para inventar tal   artimanha, tão simples e primária.

O que espanta é que uma mesma variação do truque, venha sendo usado por ministros do STF, cujos cérebros acreditam eles (e só eles) habitariam   o Olimpo da suprema inteligência.

Assim,  a cada  votação para  justiçar  ou aliviar a barra de políticos de  suas  relações pessoais,  se revezam  para  escolher quais serão os  canalhas  e quais  os  bonzinhos para  sempre conseguir um empate  e jogar  a decisão  no colo de um ou uma deles, que por um tempo se exporia à execração  pública, até a próxima votação na qual como que por mágica, alguns mudariam de opinião  a respeito  do mesmo tema.

Fico pensando, caros leitores, como seria feita a escolha nos bastidores.  Par ou ímpar, tesoura papel, pedra,  palitinhos, ou algum ritual demoníaco,  onde o próprio satanás, patrocinador  dos urubus, escolheria os times para desnortear  a opinião  pública.

Enquanto isso, nossas Forças Armadas jogam um xadrez esquizofrênico,   com peças verdes e vermelhas, onde cada jogador pode jogar com a peça da cor que quiser, podendo assim sempre  desfazer a jogada do oponente, mantendo o jogo em permanente imobilidade, na esperança de arrastar o caos até as eleições e livrar-se do pepino que diferente da melancia, que é verde por fora e  vermelha por dentro é verde por dentro e por fora. 

Urge separar   as peças verdes das vermelhas, estabelecer regras na atual “suruba” e torcer para que as verdes partam para o ataque, vençam o jogo, acabem com o STF   e julguem os políticos sem privilégios, como a qualquer outro cidadão.

H.  James Kutscka é Escritor e Publicitário.

2 comentários:

Anônimo disse...

Acho que as Forças Armadas foram com "a galera" na empolgação dos governos, federal e estadual do Rio. Depois que iniciaram a intervenção é que foram pedir garantias constitucionais e dinheiro. Infelizmente, acredito nisso, não trará solução duradoura. Vai acontecer o mesmo da primeira intervenção dos militares nos morros.Primeiro, em reunião reservada, deveriam ter pedido a publicação das garantias,liberação de verbas iniciais, tudo junto. O tempo está passando e a confiança da população vai se esvaindo.

jomabastos disse...

Ótimo texto!