sábado, 21 de abril de 2018

Tiroteios Institucionais


“O Mártir da Independência, Tiradentes” (filme de 1977)

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Enquanto os poderes da República batem cabeça e se desentendem com enorme desinteligencia, relembramos o herói Tiradentes que fora sacrificado pela luta incessante contra a coroa portuguesa que sugava mediante o quinto dos impostos. A desforra do parlamento está patente:
estão com frenesi fazendo leis as mais estapafúrdias com o espírito corporativo para proteção contra investigações e diminuição do poder fiscalizatório, o executivo adormecido e esperando as eleições de outubro e o judiciário sobrecarregado, com pouco orçamento e estilhaçado
pelas críticas que seguem sem cessar pelos apaniguados e pilhados em flagrante nas operações anticorrupção e para por fim ao chafurdamento que nos distancia do primeiro mundo.

A violência campeia todos os cantos e esparge seus efeitos para todas as cidades do Brasil. Não há mais agencias bancárias em cidades menores do interior, e sim correspondentes bancários. As quadrilhas agem impune e livremente, com explosivos e colocam temor e medo nas populações. A reviravolta precisa ser feita de forma constante e permanente,sem vacilos e muito energicamente. Não é possivel que a marginalidade possa nos entristecer e chega ao pico na velocidade que se encontra com balas perdidas, homicídios, roubos de carros e cargas.

O crime tomou conta do estado brasileiro e espargiu para as empresas e na formação de quadrilhas, do crime organizado e facções que tem setores especializados para roubo de cargas, fabricação de produtos falsificados, lavagem de dinheiro, receptação e tudo que se pode imaginar. Enquanto não for dado um basta e repusermos o estado à legalidade, continuaremos
a remar contra a maré.

Brasileiros patriotas se faziam no passado, contemporaneamente com a globalização e a o efeito midiático do mundo digital passamos a nossa individualização, mesquinhez e preocupação excessiva com o materialismo e excesso de consumo. O Brasil perdeu talvez a maior oportunidade e chance da história de ficar entre as maiores economias do planeta. E sem qualidade rumou para um governo descompromissado e com único interesse de permanecer num plano mergulhado na perpetuação do seu domínio e entrega de migalhas à população.

Temos mais do que 13 candidatos ao cargo de Presidente. Raros são aqueles preparados e minimamente conhecedores dos problemas da Nação. Não podemos dar asas a imaginação e perpetuar o tiroteio institucional,é tempo de dar um basta. Que a data de 21 de abril infunda em todos aqueles que se preparam para o futuro um sentimento patriótico, de lutar pelo bem comum e da coletividade. Que suavizemos a carga tributária, consigamos dar emprego para milhões de brasileiros e romper com o salto de voo de galinha.

É chegado o momento de uma transformação a qual começa na mentalidade de cada um que almeja apagar a violência, destruir a corrupção e desenhar o Brasil do futuro sem qualquer colapso ou sentimento de esquerda ou de direita, mas sim centralizado num só propósito de reverter a maléfica situação que nos consterna e nos deixa desolado pelo flagelo da incipiente democracia, desunião da sociedade e mapeado por uma mídia que sem autonomia e independência somente nos acarreta isolamento e conflitos sem avanços ou projetos para uma
remodelação completa do País

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

A esquerda almeja que se perca a consciência da especificidade de seu ideário para mais facilmente se tornar o imperativo categórico preconizado por Gramsci, e isso representa a tragédia toda em que está imerso o hipnotizado homem contemporâneo.

Anônimo disse...

A esquerda almeja que se perca a consciência da especificidade de seu ideário para mais facilmente se tornar o imperativo categórico preconizado por Gramsci, e isso representa a tragédia toda em que está imerso o hipnotizado homem contemporâneo.