quinta-feira, 3 de maio de 2018

Velhos Tangos


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

No país dos sem vergonhas, sem terras e sem mangos, recorramos ao escapismo de ouvir os velhos tangos.

Em 1919, meus avós estavam no auge de seu vigor físico. Cheios de esperança, em um país prestes a comemorar os cem anos de sua independência.

Ambos não sabiam que continuávamos colônia das monarquias européias e dos banqueiros da City de Londres.

Talvez ninguém soubesse. Nem os militares, nem os governantes da República Velha; penso que todos honrados, mas ingênuos.

A Gripe Espanhola dizimou nossas famílias, nossa economia e nossos sonhos.

São Paulo transformava-se da pequena vila colonial em metrópole. O Teatro Municipal, os palacetes Prates e outros edifícios magníficos surgiam na Paulicéia Desvairada, ainda provinciana e burguesa, pronta para ser escandalizada pela Semana de Arte Moderna de 1922 e aterrorizada pela Revolução de 1924.

A Liga Nacionalista prestou voluntariamente socorro à população sitiada no conflito em que morreram cerca de quinhentas pessoas. Depois foi hostilizada pelo governo e proscrita.

O seu intelectual maior Olavo Bilac, campeão do serviço militar obrigatório, tornou-se o inimigo número um dos Globalistas que abominavam a ideia de o Brasil vir a ter forças armadas poderosas para defender nossa soberania.

Mandou-se demolir o monumento em sua homenagem erguido no canteiro central da Avenida Paulista, no último quarteirão, olhando para o Pacaembu. (na altura da rua Minas Gerais).


Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

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