segunda-feira, 18 de junho de 2018

Patriotismo, Educação e Disciplina


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Augusto Fernandes dos Santos

Em tempos de Copa do Mundo , no Brasil , o “patriotismo “ ressuscita.  Insuflados pelos índices de audiência esportiva , narradores de estações de rádio e  televisão exaltam as virtudes dos craques  da seleção de futebol, tocando fundo na autoestima dos nossos compatriotas . Parece que na Copa somos mais brasileiros  e através do futebol o orgulho  nos remete à  obra do imortal  poeta e historiador mineiro AFONSO CELSO – “ Porque me ufano do meu país.”

Fora desse período de interesse especial e notadamente depois de 1985, quando voltaram  a governar o país presidentes civis, nefasto discurso ideológico passou a vigorar  em instituições de ensino , nos diferentes níveis da educação formal , com especial destaque no  meio universitário, desprezando  valores substantivos  associando-os  ao segmento militar.

Tudo que pudesse , de alguma forma, lembrar ou parecer obra do regime militar, deveria ser esquecido e descartado: a liturgia de solenidades cívicas, a exaltação dos símbolos nacionais  e de heróis de nossa história,  a retirada de OSPB dos currículos escolares, o abandono dos  práticos  uniformes estudantis e a demonização da autoridade , valores fundamentais para o desenvolvimento educacional  de  qualquer nação civilizada, passaram a ser considerados atitudes ultrapassadas , “caretas “ e conservadoras, coisa de gente antiquada e autoritária.

Se observarmos as consequências provocadas pelo proselitismo ideológico de intelectuais engajados e  educadores no ensino Universitário,  em   parcela expressiva de nossa juventude, constatamos que muitos passaram a insurgir-se e a relegar    a plano secundário valores fundamentais para qualquer sociedade , como  DISCIPLINA e AUTORIDADE. As agressões e o patrulhamento contra  professores avessos  a essa prática   e o desprezo por autoridades  constituídas tornaram-se corriqueiros em nossos estabelecimentos de ensino.

Diferentemente  das famosas instituições de ensino superior estrangeiras,  onde mestres e alunos orgulham-se de frequentá-las, nossas universidades, com raras exceções, vivem atmosfera bem diferente.

E o que dizer, então, das escolas públicas ? Da qualidade do ensino ministrado nos  primeiro e segundo graus, em comparação com os tradicionais e  excelentes educandários  particulares laicos ou ligados a congregações religiosas ? Não fosse a dedicação de professores mal pagos, obrigados a ministrar aulas  em mais de uma escola  a fim de  manter o sustento familiar, o resultado  seria  mais desastroso.

Entristece constatar, ainda,  o desleixo da vestimenta de alguns alunos e mestres  no quotidiano escolar.  Como desenvolver um saudável  “espírito-de-corpo”  e incutir valores  em docentes e discentes que se julgam “modernos”, trajando essa estranha  moda? Por que abandonamos os uniformes nas escolas públicas? Com que intenção isso foi programado?

Em contraste  com essa vergonhosa  situação,  jornalistas das redes de emissoras de TV que transmitem as partidas da Copa, nos dão exemplos distintos , apresentando-se impecavelmente UNIFORMIZADOS  e com invejável  “ESPÍRITO-DE-CORPO” e DISCIPLINA. Mostram a seus conterrâneos a importância da adoção permanente  dos mencionados valores.

Sem ranços ideológicos ,  eivados de preconceitos , torna-se  um dever de mestres e educadores   e uma obrigação de todos os   governantes e autoridades do país dar significado às  palavras que intitulam esse modesto texto.

Carlos Augusto Fernandes dos Santos é General Reformado.

Um comentário:

Anônimo disse...

O patriotismo do brasileiro dura no máximo 30 dias e acontece de quatro em quatro anos.