terça-feira, 26 de junho de 2018

Supremo Tribunal de Injustiça


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Alguém aí, em sã consciência, poderia acreditar em justiça, quando escravos são colocados como juízes de seus senhores?
Não, nem precisa se preocupar em responder, é apenas uma pergunta retórica para quebrar o gelo, já que o nosso STJ se comporta, como se a afirmação acima, fosse uma analogia perfeita para a realidade em que vivemos.

Talvez as pessoas, obnubiladas pela Copa, não estejam por assim dizer ligando: “o nome à pessoa” ou a palavra justiça a seu real sentido. Então para os desavisados, aí vai uma explicação arroz com feijão da palavra, em uma sociedade democrática, onde todo poder emana do povo, não de apenas alguns privilegiados:

“Justiça é a busca da igualdade de tratamento para todos visando o bem comum”. Simples assim.

Deveria ser exercida em um supremo tribunal por pessoas de notório saber, de ilibada conduta social, moral e ética, não por Presidentes da República a seu bel prazer e conveniência.

Já sua contraparte, a injustiça, para usar uma palavra muito em moda nos últimos trinta anos, é a “corrupção” dos valores acima.
Também, assim de simples.

Exemplo:  Quando um grupo de magistrados alegando não existirem provais palpáveis, inocentam a Barbie tupiniquim e seu marido, do recebimento de propinas, constantes de vários depoimentos, provindos de delações premiadas ou voluntárias.

Imagino então, que para condená-los, precisariam ter em mãos um recibo assinado pela dita cuja senadora ou seu consorte, com firma reconhecida. Com um texto mais ou menos assim:  Acuso o recebimento (data) da importância de X  milhões em excelente estado, como propina para facilitar aprovação de artigos de interesse da empreiteira “tal” no senado. 

Como esse documento não existia, a pressuposta inocência   da “vítima” da acusação, se sobrepõe a qualquer outro veredito, pelo menos, segundo as excelências que julgaram o caso.

Caso esse, mero balão de ensaio para o julgamento do recurso interposto pela defesa do “muar de São Bernardo” alegando demora no julgamento do mesmo pelo TRF 4 de Porto Alegre, dessa maneira buscando levar o recurso do patrão, para o julgamento dos escravos.

A grita geral pela mídia social, (já que a tradicional está toda aparelhada), resultante do descarado julgamento do casal, foi de tal expressão, que o STJ viu com inusitado alívio: o TRF 4 nesta sexta-feira negar, o recurso ao Muar.   

Caso contrário, seus rabos, (sem preferência de sexo) seriam todos   colocados na reta, perante esse povo invisível, de saco cheio com a corrupção e impunidade, que agora graças à internet, tem voz, e pode devolver a justiça a este país.

Prosecution requiescit (A acusação descansa).

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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