segunda-feira, 30 de julho de 2018

BBB – “Brasília Big Bandalheira”



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por H. James Kutscka

Século XVII, no prefácio à comédia humana, Honoré de Balzac, tido como o inventor do realismo na literatura cita: A eleição generalizada a tudo nos dá o governo das massas, o único que não é responsável e no qual a tirania é ilimitada, porque se denomina a lei.

Qualquer similitude com o que estamos vivendo hoje em terras tupiniquins, não é mera coincidência.

O espetáculo de corrupção, conchavos, vulgaridade e traição você pode ver todos os dias na televisão.

O povo, o mesmo povo que elegeu os participantes do espetáculo, assiste em um misto de horror e admiração o desenrolar da farsa.

Como Balzac, poderíamos chamar de “Comédia Humana”, não estivesse o Big Bandalheira Brasília, muito mais para o drama.

Em uma deturpação de toda moral, o povo chega a ter inveja da impunidade com que as celebridades do espetáculo praticam seus crimes, esquecendo que a vítima é ele mesmo, povo.

Nossa pobre democracia existe só no nome, nos foi usurpada com as urnas eletrônicas impostas por governos populistas, no intuito de perpetuar-se no poder. 

Se não tivermos voto distrital e impresso, seguiremos reféns da quadrilha que eleita pela maioria ignorante, disfruta de seus intermináveis dias de fama.

Ministro perambula pelas ruas de Lisboa, gozando de sua liberdade e da cara do povo, é xingado de ladrão por brasileiros que o reconhecem e continua seu passeio, alheio a plebe que o cerca, como se nada o atingisse, desfilando impávido por uma passarela invisível, que só ele vê, acima das tribulações da ralé.

Em sua mente deturpada, ele é a lei.

Senador é chamado de ladrão, criminoso e canalha em um avião,  reage dizendo a ofensora: -canalha é você! e tenta agredi-la. Só se contém, quando um passageiro sentado atrás dele o adverte: - Estou filmando.
Em seu cérebro doentio, ele realmente acredita que, canalha é a vítima de suas canalhices.

Os políticos, não importa de qual partido, estão todos metidos na farsa, em maior ou menor grau e não será com eleições que poderemos interromper essa encenação.

Candidatos independentes não são permitidos, quem quiser se candidatar tem que se filiar a um partido, ficando assim submetido ao cafetão.
Para nos livrarmos desse programa imoral, não basta desligar a televisão ou expor seus atores e seus crimes nas redes sociais, é necessário um “approach” mais radical.

Diria até selvagem. Algo para realmente meter medo.

Na revolução francesa, já que iniciamos este ártico citando a Balzac, a guilhotina representou muito bem esse papel. Depois dela ninguém mais se atreveu a exclamar: “Se não tem pão que comam “brioche”.

Nossas Maria Antônietas, dissociadas da realidade, no planalto central, há tempo fazem por merecer uma visita dos homens de uniforme verde oliva trazendo com eles a justiça militar.

Para o traidor a pena de morte. 

A hora é essa. Com as celebridades condenadas por seus atos, o vencedor será o povo, libertado finalmente desse espetáculo imundo.
O Brasil então, poderá ocupar o lugar de liderança a que faz jus entre as nações.

H. James Kutscka é Escritor e Publicitário.

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