segunda-feira, 2 de julho de 2018

Galo Missioneiro, um documentário controverso


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Acaba de ser lançado um pretenso documentário sobre Olívio Dutra: Galo Missioneiro. Alguém acredita que vão mostrar tudo sem maquiagem, como convém a um documentário? Por exemplo...

1. Em 1989, no primeiro ano como prefeito, Olívio Dutra fez a presepada de encampar as empresas de ônibus de Porto Alegre, ensaio socialista que terminou em completa rendição do município à abusiva Associação dos Transportadores de Passageiros (ATP). Sim, dez anos depois, perdendo o município na Justiça, o então prefeito Raul Pont (PT), sem autorização legislativa, fez um acordo judicial lesivo ao interesse público, pagando indenização milionária, aceitando a imposição de uma política tarifária irregular (o plus tarifário), além da prorrogação dos termos de permissão para que as empresas de ônibus continuassem operando. Óbvio, foi a população que pagou, aos transportadores, uma bolada milionária e muito compensadora.

Jamais ficou claro por que a administração petista foi tão boazinha com a ATP. Mas o fato mais inusitado é Olívio ter sido precursor daquilo que hoje vemos como "venezuelização" do Brasil.

2. Como prefeito, Olívio instituiu o "orçamento participativo", cópia muito piorada do que o prefeito Bernardo Olavo de Souza implantou em Pelotas em 1983. Um pingo de gente da comunidade (comandado por militantes bem pagos pelo contribuinte) fazia reuniões "deliberativas", que, úteis a dar um verniz de legitimidade às decisões do prefeito, visavam a criar comitês de bairro, no modelo cubano: é a diabólica armadilha da "democracia direta", etapa da implantação de um regime totalitário.

Em 2017, o prefeito Marchezan Júnior (PSDB) revelou: um total de R$ 1,6 bilhão em obras e serviços aprovados no orçamento participativo jamais saiu do papel. Aliás, a farsa toda é desmascarada no livro "Herança Maldita: os 16 anos do PT em Porto Alegre", do Jornalista Políbio Braga.

3. Assumindo o governo do Estado, Olívio cuidou de arruinar a economia. O governador Antônio Brito já havia trazido a GM (montadora de veículos) e encaminhado tudo para a instalação da Ford no Rio Grande do Sul. Mas Olívio Dutra, eleito em 1998, rasgou os contratos firmados por seu antecessor. E a Ford foi para a Bahia alavancar a economia da região.

Hoje, no RS há cerca de quatrocentas empresas (micro e pequenas) como sistemistas da GM, gerando empregos (aos MILHARES), recolhendo impostos, movimentando a economia. A Ford faria igual! GM e Ford juntas seriam duas grandes locomotivas a puxar a economia rio-grandense. Mas Olívio...
Ganhou o apelido de Exterminador do Futuro!

4. Seu maior talento é falar o que o eleitor quer ouvir. Olívio jamais dirá que defende a implantação do totalitarismo: ele nunca se declara comunista, embora o seja. No entanto, em sua cerimônia de posse, como governador, uma imensa bandeira de Cuba foi desfraldada na sacada do Palácio Piratini. Precisa dizer mais?

O documentário, engendrado pelo gabinete do Dep. Edgar Pretto (PT) – vá saber o que custou ao contribuinte! -, obviamente será uma "narrativa" panfletária, para justificar essas e outras patacoadas de Olívio Dutra.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

Anônimo disse...

Mesmo em reuniões com maior número de participantes, a esquerda domina a técnica de delimitar os termos de um debate, aprisionando os adversários na esfera que lhe convém, dirigindo a solução a seu favor, como as discussões que têm por premissa o politicamente correto. É a ferramenta da esquerda globalista quando pauta através da mídia os assuntos que serão discutidos pela sociedade. Como ensina Olavo de Carvalho, é preciso denunciar esse mecanismo, não se enredar em suas engrenagens.

Anônimo disse...

Mesmo em reuniões com maior número de participantes, a esquerda domina a técnica de delimitar os termos de um debate, aprisionando os adversários na esfera que lhe convém, dirigindo a solução a seu favor, como as discussões que têm por premissa o politicamente correto. É a ferramenta da esquerda globalista quando pauta através da mídia os assuntos que serão discutidos pela sociedade. Como ensina Olavo de Carvalho, é preciso denunciar esse mecanismo, não se enredar em suas engrenagens.