sexta-feira, 31 de agosto de 2018

TSE vai barrar Lula ou vai embromar?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

31 de agosto decisivo para Lula. A partir das 14h 30min, o Tribunal Superior Eleitoral começa a julgar se o Presodentro pode participar ou não da propaganda eleitoral gratuita, mesmo sendo um ilustre preso. Também existe a chance de o ministro Luís Roberto Barroso botar no plenário a discussão sobre o mérito do registro da candidatura. A Presidente do TSE, Rosa Weber, não quer que o caso Lula seja resolvido tão depressa. Barroso quer pressa. Edson Fachin atua de bombeiro na divergência.

A tendência no TSE é votar contra Lula. O petista condenado e preso por corrupção e lavagem de dinheiro é alvo de 16 questionamentos sobre seu registro de candidatura. Ontem, o PSL de Jair Bolsonaro  pediu para suspender o acesso da chapa do petista a qualquer valor público disponível aos partidos da coligação, seja do fundo eleitoral ou do Fundo Partidário. Independentemente do resultado, Lula ajuda a alimentar a insegurança jurídica em uma eleição sem impressão de voto para recontar a dedada eletrônica na urna. O risco de fraude é concreto e objetivo

Se o registro de Lula for indeferido pelo TSE, a defesa do petista, por orientação do próprio ex-presidente, vai apresentar um Recurso Extraordinário com pedido de liminar ao Supremo Tribunal Federal. O PT ainda não sabe o que fazer se Lula for impedido de aparecer, previamente, na propaganda gratuita de rádio e tv para presidenciáveis. Os programas começam a ser veiculados a partir de sábado. Na primeira inserção de 30 segundos do PT, Lula solta uma frase emblemática: “O povo brasileiro não é bobo”...

A indefinição sobre Lula vai tumultuar a eleição até o final de setembro. E Lula ainda pode ficar livre, depois que José Dias Toffoli assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, no próximo dia 13. Diante de tal ameaça à Segurança Jurídica, o ministro Luís Barroso quer celeridade na decisão final sobre a candidatura do Presodentro que avacalha e desmoraliza o processo eleitoral.








Três Neurônios


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 31 de Agosto de 2018.

Rir é o melhor remédio



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

O título acima era o nome de uma seção de revista Seleções do Readers' Digest que lia desde o fim da década de 50 do século passado.

Quase sessenta anos depois, serve como uma luva (ou válvula de escape) para os incrédulos compatriotas diante de absurdos tais e tantos que ora presenciamos.

Valha-nos São Miguel!

A coisa não está sopa. Por uma de lentilhas vemos perjuros vendendo a Pátria.

A única certeza é de que não temos mais segurança alguma.

Nem pessoal, nem jurídica, nem religiosa.

Quem expulsará do templo os modernos vendilhões?

Disse um sábio: “Mais vale uma vela na escuridão do que mil clamores contra as trevas”.

Pela primeira vez em minha vida penso que está em risco nossa integridade territorial.

A primeira providência que um verdadeiro patriota terá que tomar é desligar o Brasil da ONU, do Mercosul, da OEA e de outros valhacoutos de vagabundos globalistas.

Que se cumpra o Código Penal Militar e se fuzilem os traidores.

A palavra comove, mas o exemplo arrasta.

Enquanto o Crime Organizado ousa enfrentar o glorioso Exército de Caxias, nossa Soberania está em risco.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Bolsonaro é ameaça à Democracia ou à Oclocracia?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Depois das infundadas e fortes acusações contra JAIR BOLSONARO, candidato à Presidente da República, de que ele seria uma “ameaça à democracia”, partidas de políticos, jornalistas, formadores de opinião, grandes jornais, partidos políticos, candidatos, Universidades, e uma infinidade de “outros” desinformados e trapaceiros da política, é preciso que se coloque essa questão no seu devido lugar.

Para começo de conversa, com absoluta certeza, todos esses “acusadores” não fazem a mínima ideia do que seja uma verdadeira democracia. Esse modelo político que eles chamam de “democracia” não é nem nunca foi uma democracia. É pura corrupção da democracia. E na verdade não  poderia haver visão mais “caolha” que essa sobre  a verdadeira democracia.

Em “Política”, Aristóteles classificava as formas de governo em duas grandes vertentes:  as formas  PURAS e as  IMPURAS. As formas “puras”, seriam a MONARQUIA (governo de um só),a ARISTOCRACIA (governo dos mais capacitados), e a DEMOCRACIA (governo do povo). Já as formas “impuras” corresponderiam à TIRANIA, à OLIGARQUIA e à DEMAGOGIA, cada uma das quais representando, na ordem citada, a corrupção das formas puras antes enunciadas.

Mas Aristóteles somente deu o “pontapé” inicial nessa discussão, abrindo caminho para outros pensadores de primeira grandeza aperfeiçoarem os seus estudos e conclusões.

Decorreu quase dois séculos após Aristóteles  e surgiu também na Antiga Grécia o   geógrafo  e historiador POLÍBIO (203 a.C-120 a.C).  Políbio substituiu a “demagogia”, que Aristóteles classificara como a forma “impura”, a corrupção, da democracia, pelo que ele chamou de OCLOCRACIA, que apesar de abranger  a demagogia, ampliava significativamente os vícios da democracia, que não são poucos. Mas tanto a “demagogia”, de Aristóteles, quanto a “oclocracia”, de Políbio, tinham em comum a degeneração da democracia.

Desse modo a “oclocracia” seria uma democracia meramente FORMAL, desprovida de qualquer substância, ou essência. Num dos seus polos estaria a massa ignara, ingênua, carente  de consciência política, democraticamente desqualificada, portanto, presa fácil  dos trapaceiros que vivem da política;  e no outro polo, como “beneficiários” da oclocracia, a classe política constituída pela pior escória da sociedade, que faz  da política uma profissão bem remunerada e muitas vezes corrupta, absolutamente incapaz de sobreviver por outros meios como os demais trabalhadores da sociedade. O perfil desonesto dessa “gente” pode ser encontrado em boa amostragem  nas diversas operações  de combate à corrupção feitas pela Polícia Federal, como o “Mensalão” e a Operação” Lava Jato”, por exemplo.

Jamais uma democracia verdadeira poderia gerar uma “máquina” pública tão corrupta, mentirosa, ineficiente e “cara”, como a do Brasil. Prova disso, por exemplo, está num estudo da Organização “Transparência Brasil” (apresentado no Programa Bom Dia Brasil, da Globo), com detalhes sobre o custo do Congresso Nacional, infinitamente superior ao de  qualquer outro país muito mais rico e de Primeiro Mundo. Mas o mesmo se dá nos Poderes Executivo e Judiciário, onde os custos de manutenção superam os de qualquer outro país.

Não seria esse um dos principais motivos pelos quais a cobrança de tributos no Brasil é “campeã” mundial, considerando o volume da arrecadação  e o efetivo  retorno à sociedade? E de onde viria o dinheiro da corrupção sistêmica? Não seria também dos escorchantes  tributos exigidos da sociedade?

Mas concordo integralmente que Bolsonaro pode estar representando  uma “ameaça à democracia”. Mas não à democracia verdadeira, porém à democracia deturpada, degenerada, corrompida, ”às avessas”, ou seja, à OCLOCRACIA, tão bem representada  pelos delinquentes da política  que o acusam.

E se de fato Jair Bolsonaro representar uma “ameaça” contra essa “democracia”, certamente  esse será o maior mérito da sua candidatura. Essa “democracia” não merece outro destino que não o de ser jogada ao “lixo” , com todos os seus “pertences” e defensores.

E se me fosse dado o direito de aconselhar o candidato Bolsonaro, creio que ele deveria avançar muito mais nas suas atitudes contra essa “democracia” deturpada. Parece que ele tem uma certa dificuldade de enxergar que, mesmo saindo vitorioso e tomando posse, jamais conseguiria governar como deveria se ficasse dependente  da “democracia” do  Congresso Nacional e da “justiça” do  Supremo Tribunal Federal.

Se quisesse fugir do fracasso, Bolsonaro teria que encontrar outros caminhos que não os das “vias normais”, de submissão à essa “democracia” e “Estado-de-Direito” corrompidos.

Por tais razões, Jair Bolsonaro não é nenhuma “ameaça à democracia” . Mas é uma ameaça, sim, à “oclocracia”.                                                                                                                                        
Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

quinta-feira, 30 de agosto de 2018

A ONU tem poder para salvar Lula?



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Brasil abriu mão de sua plena soberania ao colocar na Constituição de 1988 que o País se submete às decisões e tratados sobre direitos humanos emanados pela Organização das Nações Unidas. Por isso, é altíssimo o risco de o Supremo Tribunal Federal confirmar que Lula da Silva pode ter sua candidatura presidencial confirmada por pedido da ONU, até o completo trânsito em julgado do processo que o condenou a 12 anos e um mês de prisão por corrupção passiva e lavagem de dinheiro.

Também é concreta a chance de Lula acabar soltinho da silva (ou ter o direito a uma prisão domiciliar, sem tornozeleira eletrônica), assim que o ex-petista José Dias Toffoli assumir a presidência do Supremo Tribunal Federal, no próximo dia 13 de setembro. Lula ainda é um fator concreto de insegurança jurídica na eleitoragem de 2018. A Lei da Ficha Limpa tem grande chance de acabar desmoralizada pelo poder da vaidade togada, combinada com cínica interpretação globalitária que detona a plena soberania brasileira.

Dúvidas persistem: Será que o até agora candidato-fake Lula ficará de fora do palanque eletrônico do horário gratuito de Rádio e Televisão – que começa no sábado para os presidenciáveis? O golpe propagandístico de Lula pode ser interrompido por decisão judicial. O Tribunal Superior Eleitoral marcou para esta sexta-feira uma sessão extraordinária para resolver o impasse. Se Lula perder – e a possibilidade é enorme na Corte eleitoral -, o PT tende a acelerar a substituição do candidato-falso (perdão pela redundância). Fernando Haddad já está no aquecimento.

O PT já trabalha com a hipótese de que o ministro Luís Roberto Barroso leve o plenário do TSE a apreciar os 16 pedidos de impugnação da candidatura de Lula, com base na claríssima Lei da Ficha Limpa. A presidente do TSE, Rosa Weber, definirá se o caso Lula vai ou não para a pauta. A tendência é que vá e Lula perca. A defesa dele já está pronta para recorrer ao Superior Tribunal de Justiça e, depois, ao Supremo Tribunal Federal. 

A Lei Eleitoral obriga os institutos de pesquisa a testarem um cenário com os 13 candidatos registrados na disputa ao Palácio do Planalto. Por isso, a recente pesquisa DataPoder360 - feita de 24 a 27 de agosto, por telefone, com 5.500 entrevistas em 329 cidades nas 27 unidades da Federação – mostra o Presodentro Lula liderando com 30%. Bolsonaro tem 21%. Ciro, Alckmin e Marina pontuam 7%, 7% e 6%, respectivamente –e estão empatados na margem de erro do levantamento. Alvaro está com 3%. Henrique Meirelles e Cabo Daciolo empatam com 2% das intenções de voto.

Se Lula seguir na disputa, o Brasil vai rachar ao meio – mais ainda. A candidatura dele tem força no Norte-Nordeste. O risco de um Presidente-presidiário (ou Presodentro) ainda é real. A safadeza tem apoio dos militantes do escroto Jornazismo tupiniquim... E os grandes bandidos, organizados, continuam ditando suas ordens superiores... Existe uma "lógica" que não pode ser igorada. O Sistema não quer Lula, porém o Mecanismo rejeita mais ainda Jair Bolsonaro. Nesta bola dividida, os controladores preferem o companheiro $talinácio...

A ONU tem poder constitucional para salvar Lula, sim! O certo é que a combinação entre incerteza e esperteza pode não acabar bem... Aguentemos a Cracia do Demo...





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Agosto de 2018.

Para não dizer que não falei de Florez


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Juan Diego Florez é um tenor peruano. Uma das mais belas vozes que já ouvi. https://www.juandiegoflorez.com/media

Em nossa terra vemos murchar a última flor do Lácio.

Ainda bem que Guilherme de Almeida traduziu as “Flores do Mal” de Baudelaire e fez uma linda dedicatória ao idioma português.

Vejam o que publiquei no passado:

Flores das flores do Mal” tradução de Guilherme de Almeida, de versos de Charles Baudelaire. 

A dedicatória do tradutor à lingua portuguesa é uma das coisas mais lindas que já li. ISBN 978-85-7326-444-9 . Leiam:

“À minha senhora e escrava, senhora que amo e escrava que castigo, à doce e rude Língua Portuguesa dedico estas doentias flores alheias que tentei fazer suas"...

Enquanto assistimos a prevaricação geral, vagabundos de todo jaez procuram subverter nossas tradições, nossas famílias e nossas leis.

Rosa púrpura e outras rosas correm o risco de escarnecer de todos os brasileiros de bem, em prol de um alcoólatra analfabeto (ou quase).

Não custa lembrar que a rosa é o símbolo da perfeição. A maior condecoração dada pelo Vaticano é a Rosa de Ouro. Nossa princesa regente, Isabel, recebeu-a após ter libertado os escravos.

D.Pedro I, Pai da Pátria, criou a Ordem da Rosa para enaltecer os que contribuiram para a grandeza do Brasil, do qual era Defensor Perpétuo.

Já a eglantina é a insígnia da Academia Paulista de Letras, venerável templo de nossas mais caras tradições. (Revista, março de 1.977,nº89)

Já é hora de liquidar as plantas carnívoras que desgraçam nosso povo.

Pela graça de Deus, nosso Exército não esquece de seus heróis; de ontem e de hoje. A condecoração Sangue do Brasil é o exemplo para todos nós.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

quarta-feira, 29 de agosto de 2018

Kit Gay e Roberto Marinho ajudam Bolsonaro


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

“Livrinho” era o apelido político da Constituição Federal de 1988. Mas existe um outro livrinho, na realidade uma cartilha, que também precisa ser revisto ou até abolido: o famoso kit gay para crianças. O material didático elaborado pelo governo federal em 2011, pregando a ideologia de gênero a partir da escola, ajudou Bolsonaro a desnortear William Bonner e Renata Vasconcellos, na entrevista ao Jornal Nacional.

Bolsonaro aloprou o casal do JN, ao expor a tal “Cartilha Gay”. O candidato soltou o verbo: "Um pai não quer chegar em casa e ver filho brincando com boneca por influência da escola". Bonner e Renata censuraram Bolsonaro por mostrar o escroto livrinho. A manobra global falhou. Ao vivo, o programa ajudou Jair Bolsonaro a consolidar a posição de favoritismo na disputa presidencial.

Sem querer, a Globo ajudou Bolsonaro. Foi fatal para o casal do JN a pergunta idiota sobre a defesa que o General Hamilton Mourão fez, ano passado, da Intervenção Militar em caso de caos no Brasil. Quando Bonner citou que “Historiadores sérios” defendem que em 1964 ocorreu um golpe, Bolsonaro apelou para o fundador da Globo. Repetindo o que já tinha feito na Globonews, Bolsonaro lembrou o apoio dado por Roberto Marinho ao movimento militar que durou até 1985.

No final do JN, a Globo passou recibo da derrota na entrevista. Repetiu o editorial do Grupo Globo considerando que foi um erro ter apoiado o regime de 1964. Bonner só esqueceu de ressalvar que o revisionismo histórico não foi praticado por Roberto Marinho. Ele já estava morto quando seus filhos decidiram negar o passado político do pai. No fim, Bolsonaro se deu bem.

Além do JN, Bolsonaro teve uma grande vitória ontem. A Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal suspendeu o julgamento do recebimento de uma denúncia da Procuradoria-Geral da República contra o deputado. O presidenciável é absurdamente acusado de racismo em relação a quilombolas, refugiados e outros grupos. O placar está empatado em 2 a 2.  O ministro Alexandre de Moraes pediu vista.O caso volta a ser apreciado na terça-feira que vem...    





Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Agosto de 2018.

De Mágicos e Cartolas


“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um homem inteligente pode tudo, com exceção a menosprezar um adversário (por vezes, inimigo).

Alguma vez, pessoas brilhantes confundem inteligência com esperteza.

Os dois tipos de gente podem obter sucesso. A curto prazo é favorecido a segundo, mas a longo termo, vencerá o primeiro.

Usemos como exemplo o jogo de xadrez.

A capacidade intelectual de prever as próximas jogadas, torna um dos competidores vencedor de uma sequência de partidas.

Talvez, por descuido, perca uma ou algumas, mas no decorrer do tempo ficará evidente sua superioridade.

Quando algum idiota tenta argumentar que as “pesquisas” apontam para a vitória de alguém preso a suas estratégias do passado, procuro não ouvir, não reagir e não criticar. O sentimento cristão da piedade ensina: “bem aventurados os pobres de espírito...”

É verdade que o estado geral de nossa moribunda república, permite, no momento, qualquer conjectura.

Exemplos : soltura de molusco, chantagem contra supremos urubus e ameaças de danielização de um ex-celso pretório. Bem poderíamos escrever no brasão da capital planaltina o que se lia sobre África em mapas antigos :” Hic sunt leones”.

À falta de lebre, os prestidigitadores pós-modernos tirarão das cartolas o que houver: santo, tartaruga, asno, etc. A classe política, aos soluços, perguntará: “Não combinaram com os ruços ? (por russos)”.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

terça-feira, 28 de agosto de 2018

Dicas para Bolsonaro no Jornal Nacional



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O “mito” Jair Bolsonaro deve proporcionar uma das maiores audiências deste ano ao Jornal Nacional da Rede Globo. A previsão óbvia é que o candidato do nanico PSL seja massacrado pelos entrevistadores. Ontem, Ciro Gomes experimentou a língua afiada e tepeêmica de William Bonner e Renata Vasconcellos. Ciro conseguiu manter o controle. Bolsonaro terá de fazer o mesmo. Serão 20 minutos de pressão intensa logo no começo do programa que – gostem ou não – é assistido em 40 milhões de lares.

Aparentemente, Bolsonaro já está bem treinado em massacres midiáticos. Sobreviveu e tirou vantagem das participações no Roda Viva e na Globonews. Tem tudo para sair bem na Globo. Deve focar no assunto Segurança. Bolsonaro se transformou em um fenômeno eleitoral porque consegue unificar e centralizar a revolta da maioria da população em torno de três problemas: a impunidade contra o crime organizado, a corrupção sistêmica e a violência descontrolada.

Já que a TV Globo certamente insistirá em evocar o passado do candidato, seria interessante Bolsonaro lembrar a campanha sórdida que a então “organizações Globo” e o PT promoveram contra as escolas de horário integral mal gerenciadas por Leonel Brizola e Dardy Ribeiro, na década de 80. Se os “Cieps” (Centros Integrados de Educação Pública) tivessem funcionado, sem sabotagem midiática global e petralha, certamente o Rio de Janeiro teria uma quantidade infinitamente menor de bandidos do que ostenta hoje em dia.

Bolsonaro não pode cair na armadilha de ficar na defensiva, refém de um tom agressivo para responder pegadinhas sobre seu passado. O candidato deve ser mais propositivo. Aliás, Bolsonaro tem o dever de apresentar e debater seu próprio programa de governo. Até agora, o candidato não apresentou soluções práticas para resolver a mais assustadora crise econômica da nossa História. O presidenciável precisa indicar os caminhos para soluções, em vez de só ficar chovendo no molhado de problemas que todos nós conhecemos – e estamos de saco cheio deles.

Bolsonaro também deve destacar a reconhecida competência de seu candidato a vice, Hamilton Mourão, um General de Exército, na reserva desde fevereiro deste ano. Mourão não conhece apenas a Arte da Guerra. È, também, um conhecedor das Finanças Públicas e do Orçamento Federal. No eleitorado jovem, interconectado via redes sociais, o General é tão ou mais popular que o próprio Bolsonaro. O candidato também deve expor, mais claramente, seu compromisso com um modelo estatal mais liberal e menos interventor – contradição que o casal global do JN vai explorar. Bolsonaro precisa ir além do seu “Posto Ipiranga” – o economista Paulo Guedes – que agora é atacado, porém, até outro dia, era um dos queridinhos dos Irmãos Marinho, donos do Grupo Globo...  

Na campanha via Internet e nas grandes manifestações de rua, Bolsonaro insiste no messianismo de que dá para desbancar o sistema que nos afunda. No discurso, a crença-promessa é bonitinha. Na prática, vai depender de muita estratégia e definição de qual Brasil queremos para o futuro. A Globo soltou a pergunta para as pessoas comuns produzirem vídeos. Algumas pessoas deram respostas simples, porém realistas. O próximo governo terá de promover um inédito e amplo diálogo nacional.

A entrevista desta terça-feira à noite, ao vivo, na Rede Globo, pode ser decisiva. Se Bolsonaro se sair bem, tem tudo para consolidar a posição de favoritismo para chegar na frente neste primeiro turno eleitoral. Logicamente, a pauta da Globo fará de tudo para que Bolsonaro seja pressionado, ridicularizado, e provocado, a fim de terminar na lona. Bolsonaro precisa manter a calma (difícil...) e a sinceridade combinada com bom humor (mais fácil para ele...).  

Bolsonaro está bem cotado para sentar no trono autoritário do Palácio do Planalto. Até pode vencer no primeiro turno, em função dos votos válidos. Bolsonaro pode atingir até 30% da votação. Nulos, brancos e abstenção podem atingir outros 30% (ou mais). Os 40% restantes tendem a se dispersar entre os outros 12 candidatos a Presidente.

Todos só precisam levar em conta o detalhe fundamental. O próximo Presidente (não importa que sem seja) terá de se preparar mais conversar do que para sair na porrada contra bandidos, inclusive e principalmente os que infestam a política. O desafio é arriscado e gigantesco porque a oposição promete ser intensa e irracional.




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 28 de Agosto de 2018.

Jornalismo de Coalizão (ou Colisão)




“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

No Brasil temos além de um presidencialismo de coalizão, um jornalismo do mesmo tipo.

A grande mídia, moribunda como a república, está com seus dias contados.

Não critico os funcionários dos grandes veículos e sim os seus patrões.

Premido pela mais brutal crise das últimas décadas, o profissional de imprensa lê, escreve e pergunta apenas o que lhe é ordenado pelos chefes.

É verdade que a internet hoje possibilita o jornalismo independente, mas nem todos tem condições financeiras para se sustentar durante o período de maturação de seu blog ou canal.

Assim, fazem das tripas coração para divulgar mentiras ou meia-verdades favoráveis ao projeto de poder do Crime Organizado, da Classe Política corrupta e dos traidores da Pátria.

Não há bem que sempre dure nem mal que não se acabe.

A burrice e a arrogância dos donos dos jornais impressos já liquidou vários deles.

A televisão aberta será dizimada pelo YouTube e similares.

Hoje não lemos mais notícias; só más notícias. Em seus portais na internet conseguimos ler apenas manchetes. O inteiro teor do texto é bloqueado aos não assinantes.

A assinatura virtual também é burra. Deveria ser por segmento do interesse do leitor. Por exemplo, eu só assinaria o Necrológico para ver os inimigos que morreram.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Agências Desregulamentadoras




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Ao tempo da privatização foram criadas as chamadas agências reguladoras que nada mais nada menos estão sucateadas, formam feudos nos interesses das empresas amigas da globalização, e o único papel visível é desregulamentar o mercado e praticar aumentos abusivos. O consumidor fica estarrecido quantos aumentos foram dados para os planos de saúde ao longo dos últimos anos, e ainda os reajustes praticados pela agência de energia.

Apenas invoco um exemplo que chegou ao meu conhecimento: um consumidor com o apartamento vazio e consumo zero de energia elétrica absurdamente recebeu a fatura de mais de 70 reais. Ao olhar percebi que são cobradas tarifas de energia, tarifa de uso do sistema, pis, pasep, cofins ,ou seja,um verdadeiro estelionato já que não havendo qualquer iniciativa para acender ao consumo, não se justifica essa política tarifária canhestra e inimiga do usuário.

Em Países desenvolvidos, o consumidor tem várias opções: pode comprar o seu consumo e quando não estiver à altura de sua previsão renova e não experimenta rapinagem de empresas que se locupletam animadas pelas agencias desregulamentadoras. Um dos candidatos à Presidência na sua fala disse que, se eleito for, fechará todas as agências para impor novo modelo que não seja aberrante ou favorável às empresas.

Referidas agências sem interface prestam um verdadeiro desserviço,
a maioria sucateada e sem compromisso algum com a eficiência e a continuidade do serviço público. Ao invés de termos boas ferrovias como a maior parte das Nações de primeiro mundo, ficamos no retrocesso de caminhões que estouram a estradas, mas continuamos com as mentes e bitolas estreitas. Não há razão para se aumentar tanto os pedágios afugentando turistas, fechando comércio e muitos hotéis que passam às moscas nos finais de semana.

Temos hoje um serviço de protocolo entre o cliente e a empresa, cujos serviços apresentam péssima qualidade,e são caros, além do que em São Paulo há escancarado sistema de rodízio de água diuturnamente, em bairros da periferia o problema é mais grave e delicado. Inexiste um trabalho racional, lógico e transparente das agências para reduzir custos e aprimorar serviços, com a maior cara de pau anunciam para o setor elétrico aumentos de cem por cento nos últimos anos, além daqueles impraticáveis de operadoras de plano de saúde que faturam milhões e sonegam informações.

Infelizmente a justiça brasileira está despreparada para enfrentar esse tipo
de problema, e sempre encontra um meio termo de manter o status quo para em detrimento do consumidor lavar as mãos e preservar a inexistente pacta sunt servanda. Milhões de consumidores sem emprego ou serviços essenciais, os quais são pessimamente prestados e de valor elevado, assim o remédio se não for fechar as agências, é ao menos repaginar e mudar o critério de nomeação para o concurso e mérito, como faz comumente a CVM que tem nos seus quadros bons profissionais.

Em lugar algum do planeta existe cobrança de tarifas se não há o consumo mínimo, mas isso é feito para sustentáculo do estado paquidérmico e as concessões, privatizações levaram nos ao caos cotidiano de pagarmos o preço mais caro do mundo e termos o pior serviço prestado por empresas irresponsáveis, sem interlocução com o consumidor.

Tais empresas são avidas pelo lucro e exploração sem investimentos das mazelas de regras do jogo opacas no propósito de se manterem eternamente na situação exploratório,como em alguns caos, como nos portos tem os serviços por um prazo de 30 anos,o que não se encontra em lugar algum.

O que se espera do próximo presidente eleito é que faça a lição de casa e mude as agências para que não desregulamentem mais os serviços públicos essenciais, em total anomia e calamitosamente nocivos à comunidade consumerista.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Os três tipos de campanha


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Gaudêncio Torquato

A partir de 31 de agosto, estaremos submetidos, durante 35 dias, a uma bateria de mensagens de cunho eleitoral, que se desdobrarão em três vértices: a) a glorificação de candidatos, com ênfase no potencial do “EU” e slogans de arremate: eu fiz, eu faço, eu farei; b) a demonização do ELE, que tentará desconstruir adversários, tendo como linha de argumentação o despreparo, a ameaça ideológica/retrocesso que ele representa; c) a administração de altas taxas de rejeição, quando se verá o esforço quase desesperado de candidatos para reverter posição aferida por pesquisas e garantida pela assertiva: neste fulano não voto de jeito nenhum.
Ao lado da programação eleitoral, que irá ao ar às 13 horas e às 20:30, os eleitores serão submetidos, ao longo do dia, a uma grade de spots publicitários, filmetes rápidos que pegam o eleitor desprevenido, bastando que esteja ouvindo rádio ou defronte a um aparelho de TV. De pronto, a observação: estas breves mensagens, embrulhadas em criatividade e com o celofane da empatia, têm o condão de “laçar” o eleitor e gerar predisposição positiva em relação ao candidato. Isso em tempos normais. Mas o ambiente de paisagem devastada nos campos da política é o antídoto contra qualquer tentativa de melhorar a imagem dos protagonistas.
Analisemos as três correntes. A primeira, a de autoglorificação, integra o cenário do Estado-Espetáculo, tendo atingido o auge sob o bastão de Duda Mendonça, cujas campanhas pelo país e até no exterior (Argentina) entoavam o recorrente refrão: fulano fez, fulano faz, fulano fará. Prometia ação, não discurso, mexendo com o sistema cognitivo de um eleitor saturado de blá-blá-blás. Hoje, teria esse arremedo algum efeito? Ante o fogo que se alastra nas roças da política, com altas fogueiras consumindo os últimos resquícios da boa imagem de governantes, é um tiro no pé insistir com esse bordão.
O desafio é encontrar fontes críveis que se disponham a atestar qualidades de candidatos.
O segundo eixo da programação é o do ataque a adversários. A ideia é desconstruir o perfil, inserindo-o no rol de ameaças. Trata-se de um estilo criado na revolução francesa de 1789, quando os jacobinos insuflados por Robespierre produziram um manual de combate político, recheado de injúrias, calúnias, gracejos e pilhérias que acendiam instintos primitivos das multidões. Os EUA detêm a referência maior da propaganda agressiva, mola da campanha negativa.
Lyndon Johnson, candidato democrata a presidente em 1964, foi o primeiro a pagar anúncios para desmoralizar o rival Barry Goldwater. Uma menina no campo desfolhava pétalas de uma margarida, enquanto as contava uma a uma, até que, chegando ao dez, uma voz masculina começava a rever­ter a contagem. Na hora do zero, sob um ruído ensurdecedor, via-se na tela uma nuvem de cogumelo, simbolizando a bomba atômica, e a voz de Johnson: “Isto é o que está em jogo - construir um mundo em que todas as crianças de Deus possam viver ou, então, mergulhar nas trevas. Cabe a nós amar uns aos outros ou perecer.” O arremate:“Vote em Lyn­don Johnson. O que está em jogo é demais para que você se possa per­mitir ficar em casa.” Em nenhum momento se mencionava Goldwater. O anúncio saiu apenas uma vez, mas as TVs o repetiram. O falcão republicano foi massacrado.
A terceira vertente tem como foco a rejeição. Rejeição a candidato é coisa séria. Não se apaga um índice de re­jeição da noite para o dia. Quando um candidato registra um índice de rejeição maior que a taxa de intenção de voto, urge  providenciar a ambulância para entrar na UTI eleitoral. Caso contrá­rio, morrerá logo nas primeiras semanas do segundo turno.
A rejeição pode ser diminuída, quando o candidato vai fundo nas causas profundas que maltratam a candidatura. Deve enfrentar o problema sem firulas. Não persistir nos velhos hábitos. Mudar na medida do equilíbrio. Sem riscos. Todo cuidado com mudanças cons­tantes e bruscas, de acordo com a sabedoria da velha lição: não ganha força a planta frequentemente transplantada.
Gaudêncio Torquato, jornalista, é professor titular da USP, consultor político e de comunicação Twitter@gaudtorquato