segunda-feira, 13 de agosto de 2018

Classe Média



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O sustentáculo de qualquer economia de uma sociedade desenvolvida se hospeda na chamada classe média, em extinção no Brasil em razão da estéril discussão entre os extremos da direita e esquerda, provocando radicalização.

O poder aquisitivo corroído, o nosso real valendo nada, o dólar batendo 4 reais, e o euro chegando a quase 5 reais. Além da pesada carga tributária em torno de 35% do produto interno bruto, o cidadão honesto tem que pagar médico, plano de saúde, dentista, segurança, seguro de todo o tipo. Para se viver no Brasil virou um inferno com a insegurança que obriga a blindar veículos e termos separações por muros e cerca elétricas.

Mostra a tua cara Brasil, saia a elite dos medos e vamos por o dedo na ferida da esquerda a qual de radical livre não comunga de alternativas, exceto pensamento maquiavélico e destrutivo do patrimônio e do bem comum.
O que fazer quando a classe média vai sendo empurrada e depauperada e a pobre se torna miserável com milhares de pessoas dormindo pelas ruas? vejam o centro velho de São Paulo, mas alguns políticos ainda insistem no jargão de cidade linda, mas é a mais suja talvez do planeta.

Precisamos de um choque de gestão de uma democracia séria e sem risco e proposta factíveis, pois que nos últimos dez anos fomos enganados e a mídia em geral somente se preocupa em polvilhar desgraças e notícias da ala trágica e com isso transforma os que não estão animados a saírem do Brasil.

Cerca de um milhão de brasileiros deixou o País na última década e a tendência é de crescimento se não arrumarem a bagunça e porem um freio na casa de tolerância chamada Brasília, na qual se gasta nababescamente aquilo que não se tem e joga para a sociedade a conta a pagar.

O povo ludibriado, enganado e iludido já cansou. Os preços são estratosféricos e a qualidade de vida péssima, com riscos à saúde e planos que se aproveitam de carteiras coletivas administradas pelos amigos do rei para subirem seus preços na lua e não darem satisfação ou pedirem quaisquer rubor de vergonha pelos mais de 3 milhões de brasileiros sem plano algum e que tem trânsito perante o SUS.

A constituição cidadão deu péssimos exemplos e se transformou numa colcha de retalhos, praticamente revogada com mais de cem emendas constitucionais e somente encerra direitos e garantias, sem deveres e contragarantias à cidadania.

O debate feito demonstrou quão longe estamos de um padrão minimamente democrático, competente e capaz para levar adiante os sonhos da juventude, a experiência da terceira idade e os primeiros passos das crianças, rompendo com os cartéis, abusos de preços e oligopólios que dominam impiedosamente a Nação.

O caminho, a partir de 2019, será longo e pavimentado de grande pedras se não soubermos trazer conquistas à classe média. O comércio desmorona, a indústria perde fôlego e competitividade e os serviços arrefecem.

Eis uma proposta de governo: tornar a classe média uma realidade e que nela possam ficar ou ingressar ao menos 50 milhões de brasileiros, um quarto da população.

Assim se acaba com a miséria e a pouca vergonha de uma exclusão social cruel em pleno século XXI, de tecnologia, avanço e concentração de renda e multiplicação das incertezas e de miserabilidade generalizada.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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