sábado, 18 de agosto de 2018

Fadiga do Material Político



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Velhas raposas, mediante uma maquiagem, pretendem dizer ao povo brasileiro que mudaram e agora vão fazer o melhor pela sociedade civil e a democracia. Tudo balela eleitoral que nos consome com falsa propaganda e ideologia do retrocesso. Explica-se a radicalização e a falta de tolerância por causa da fadiga do material político.

Enquanto não pusermos para fora os caciques chefes dos partidos e seus asseclas e mudarmos a composição política reduzindo-o para, no máximo, 6 partidos, teremos a farra do dinheiro público invadindo o horário e campanha eleitorais. Mais de um bilhão e trezentos milhões em circulação e quando  pretendemos um reajuste inflacionário dos salários de juízes e promotores vem a mídia infame atacar e dizer que é irracional e contrário a crise nacional.

Nem sequer o Presidente remeterá o texto para o parlamento, donde se presume que a mídia faz o trabalho em prol da corrupção, em boa parte,e da desinformação. Qual o motivo do nosso eleitor não saber votar?  Basicamente três razões explicam o baixo nível de aculturamento, a falta de opção e o cansaço de uma democracia que, na realidade, se apresenta como uma ditadura política.

Os mais fortes esmagam os mais hipossuficientes e a vida que segue: cada um se defende, e não formamos sociedade ou entidade que possa levar adiante o sonho de uma Nação. Somos ainda seres em busca da própria sobrevivencia, ao contrário das Nações desenvolvidas nas quais voto é facultativo, horário mesma coisa, sem o luxo de milhares de verbas de gabinete,carro,auxilios que os parlamentares sugam da população sem retorno.

E a mídia se aquieta somente por ter interesse político e econômico de preservar seu status quo. Nenhuma mudança haverá sem o aprisionamento da sociedade dos maus políticos. O cenário é tão dantesco e surrealista que as pesquisas verdadeiras ou falsas nos indicam que o primeiro colocado na lista das preferências seria um preso segregado no sul do Brasil.

Não, o Brasil não é e jamais será um País sério. A justiça tarda por decidir e com isso gera indefinição e deixa o eleitor perplexo. Essa jovem democracia de 30 anos não foi capaz de mudar, reoxigenar, ter novas idéias e passar o bastão para os mais jovens: resultado disso uma fadiga extrema que poderá levar à radicalização e dias de incerteza se a sociedade não souber conquistar seu espaço, deixar de confiar em falsas promessas e dizer veementemente nas urnas: basta do velho, dos políticos profissionais, daqueles que passaram por mecanismos de transformação, mas não souberam dialogar com a sociedade.

E a prova disso é a militarização da eleição, com diversos inscritos além de candidatas a vice e até ao cargo de vice presidente da república. Definitivamente o que se conclui é que os civis foram servis ao capital externo e ao jogo da corrupção,donde o clamor da limpeza e de até uma certa confiança na farda.

Que a saída ao menos seja digna e não implique na volta aos tempos de extremismos, já que tanto a direita como também a esquerda jogaram o Brasil nas contingências do subdesenvolvimento, endividamento e nuvens pesadas sobre o amanhã.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

2 comentários:

Anônimo disse...

Não seria falsidade ideológica colocar o nome diferente do documento oficial de identificação?
Sendo um nome "fantasia", o certo não seria Gleisi PINÓQUIA Lula e CIA? Será que vão fazer photoshop para disfarçar a cara dela?

Anônimo disse...

Não seria falsidade ideológica colocar o nome diferente do documento oficial de identificação?
Sendo um nome "fantasia", o certo não seria Gleisi PINÓQUIA Lula e CIA? Será que vão fazer photoshop para disfarçar a cara dela? Para mim, isso mostra o quanto esses outros políticos do PT são ralés, nada, fracos. Precisam anexar o nome de um presidiário para conseguirem votos.