terça-feira, 25 de setembro de 2018

Ativismo Ideológico na Mídia




Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

O modo mais sórdido de mentir é torcer a verdade com o intuito de suscitar crenças. É um padrão no embate ideológico. E é o que faz sem constrangimento Juremir Machado - jornalista e, pior, professor da PUC - em sua militância lulopetista na rádio, no jornal e na universidade.

Sua coluna de 20/09/18, no Correio do Povo, é um primor. Para combater a maior ameaça ao lulopetismo, ele não critica (o que seria adequado), mas ataca com virulência a imagem de Bolsonaro.

A tarefa, claro, é facilitada pelo candidato. O capitão não tem dicção de estadista: impulsivo, linguagem tosca, fala sem rodeios o que pensa, às vezes com impertinência. E se, por um lado, a virtude de falar às claras e não mentir (raro entre políticos) fê-lo granjear a confiança de muitos, por outro a sua inabilidade retórica (para dizer o mínimo) deixa a bola picando para os adversários.

E Juremir chutou. Omitindo que Maria do Rosário (PT-RS) chamou Bolsonaro de estuprador, baseou-se na reação furiosa do ofendido à infamação para forjar uma lenda: a de que Bolsonaro repele o estupro das mulheres feias, mas aceita o das bonitas. É mentira!

O mote da coluna, cheia de mistificações, é apontar o candidato como síntese de uma conduta a ser ridicularizada: "(...) é [Bolsonaro] um imaginário, uma mentalidade, uma visão de mundo obscurantista." Como se a ampla base eleitoral de Bolsonaro não abarcasse (da universidade à favela) desde uma galera muito irracional até gente preparada em todos os sentidos: moral, cultural e politicamente.

Depois, aponta um "eleitor padrão" do candidato. E diz que é alguém que "sonha com uma sociedade de homens armados nas ruas, sem legislação trabalhista, sem greves, sem sindicatos, sem liberdade de imprensa." Não é um retrato do eleitor, mas uma completa distorção da verdade.

A propósito, quem planeja acabar com a liberdade de imprensa é o Foro de S. Paulo (FSP), que reúne as esquerdas da América Latina. Conseguiu na Venezuela. E tentou sem sucesso no Brasil, com o "Plano Nacional de Direitos Humanos" (Lula, 2009) e com o Decreto 8243 (Dilma, 2014).

Mas Juremir põe na conta de Bolsonaro exatamente aquilo que o FSP consumou na Venezuela e iniciou no Brasil. Diz ele: "O projeto de (...) é o retorno a um regime de força por meio de voto. Aparelhamento da democracia para fins autoritários." É o que, às ocultas, petistas chamam de "fazer a revolução por dentro".

Ora, o PT (ponta de lança das esquerdas) tem expressa determinação de rasgar a Constituição. Mas o leitor médio não sabe. E ao não saber, lendo Juremir poderá engolir a falsa ideia de que é Bolsonaro que atropela a lei. O capitão paga alto preço por não modular a linguagem.

Mas é inegável que, simpático ou não, por formação ele é um legalista.

Em muitos casos, o voto em Bolsonaro é resultante de um conflito. Por um lado, baseada na doutrina de Antonio Gramsci, a esquerda (hoje pontificada pelo PT) segue uma diretriz de descristianizar o Brasil. Por outro, é uma prioridade para muitos brasileiros, preservar valores essenciais que o lulopetismo deliberadamente quer eliminar.

Com efeito, a maioria dos brasileiros, com clareza ou não, deseja afirmar os valores tradicionais. E Bolsonaro, com sua peculiar indignação, foi o mais combativo defensor desses valores na Câmara Federal nos últimos 27 anos, jamais faltando-lhe a coragem para denunciar a degradação moral programada como estratégia do lulopetismo.

Só restou a Juremir satanizar o candidato.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

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