quarta-feira, 5 de setembro de 2018

Dinastias



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aileda de Mattos Oliveira

Os brasileiros, que defendem o regime republicano, por espelharem-se no partido americano, ou mesmo, por convicção de ser o melhor sistema político, adotam uma teoria de que somente pode existir democracia num processo regular de alternância de poder. Deveriam, então, explicar a perniciosa dinastia republicana.
Uma das críticas que costumam fazer à Monarquia diz respeito, justamente, à direção do país nas mãos de uma mesma família, como se a nação fosse herança particular. E o que ocorre nessa nossa República de ratos? Não temos as perpétuas presenças dos enricados políticos, podres de dinheiro, mais podres, ainda, em moral?

É certo que dirão não haver, no caso, uma dinastia, mas uma oligarquia partidária ou familiar. Coisas de eufemismo.

Compare-se a educação, a cultura, o comportamento, o interesse pelo Brasil dos herdeiros provindos das duas dinastias e, com sinceridade, diga qual delas iria pôr o país na linha do progresso, do desenvolvimento e do respeito internacional? Vide D. Pedro II.

Essa República, negligenciada pela incompetência e ambição pelo poder dos presidentes civis, vive, nesses quase vinte anos, a pior forma de governo que se poderia imaginar, em todos os séculos. Consequência do domínio de agentes antipatriotas, servidores de interesses estranhos ao nosso país, aproveitadores de privilégios que uma legislação capciosa lhes favorece. Sem caráter e sem conhecimento histórico do país, tomaram-na como sua, tornando-a a mais corrupta que se tem notícia na história da civilização.

A dinastia republicana começa a crescer na busca de um lugarzinho ao sol dos favorecimentos, no Congresso, nas Assembleias Legislativas, nas Câmaras de Vereadores, pela enchente de filhotes de notórios políticos, donos de alguns estados e senhores de seu povo, parentes de prefeitos, filhos de governadores que buscam se eleger. É bom salientar as exceções a essa dolorosa regra.

Segundo a Folha de S. Paulo, pelo menos nove filhos de políticos, chamados pelo jornal de “tradicionais”, para mim, contumazes provedores do dinheiro alheio, disputam vagas, eu diria, disputam imunidade e aposentadoria vantajosa, a fim de manterem as marcas do atraso, da arrogância, da corrida ao ouro que seus pais tatuaram no país.

Dirão os republicanos fanáticos: “Mas é o povo que os elegem!”. Certamente, e se eleitos, continuarão a restringi-lo à total ignorância, para que possa mantê-los na direção de um país que tropeça nas próprias pernas, como o Lula, à sua semelhança, o deixou.

Uns filhotes de corruptos deixaram de usar o sobrenome de família, outros deixaram a barba crescer, a fim de não mostrarem a sua relação com os seus degradados pais e representarem uma farsa à população brasileira, sempre caolha, quanto à visão política.

Entre uma dinastia e outra, fico com a monárquica e agradeço a D. Pedro, o Primeiro, ter-nos dado a Independência, que um povo sem autoestima não soube administrar. Quisera os políticos brasileiros terem a mesma instrução e respeito ao país que o monarca português demonstrou ao Brasil.

Estimo que não vingue a dinastia republicana e os filhotes dos corruptos sejam todos derrotados nas urnas, com o sem sobrenome, com ou sem barba! O Brasil precisa descansar para retornar ao trabalho honesto, a refazer a sua economia, a ter seriedade com a educação em todos os níveis de ensino, para a sua própria valorização, e pôr em prática uma ativa participação no cenário internacional.
Há 196 anos, D. Pedro I deu a arrancada, mas o povo inerte e os políticos velhacos puseram o pé no freio.

Ao final deste artigo, venho a saber do incêndio que destruiu o Museu Nacional, na Quinta da Boa Vista, um palácio de D. Pedro I, onde se preservavam documentos da época do Império, múmias e bibliotecas. Próximo ao Dia da Independência, impossível deixar de pensar em ato criminoso.

Isso vem comprovar que se vive num país onde a cultura incomoda e numa República de Cafajestes, para a qual a História, como registro do passado nacional, deve ser apagada. Carpe diem, gentinha braba!

Aileda de Mattos Oliveira Dr.ª em Língua Portuguesa. Acadêmica Fundadora da ABD. Membro do CEBRES).

2 comentários:

Loumari disse...

Esta tal de Aileda de Mattos Oliveira deve estar muito apaixonada pelo Lula e vive obcecada pelo homem. Muitas mulheres exprimem palavras de detestação contra o homem que ela ama perdidamente. E quando não pode possui-lo, porque é inacessível, ou porque o tal homem jamais se fixaria nela, então a mulher vira o sentimento de paixão em ódio.
Esta madame deve estar doentinha pelo Lula. Ela não pensa em outra coisa que não seja o Lula.

jomabastos disse...

Excelente artigo que ilustra a nítida decadência da Nação Brasileira.