quarta-feira, 26 de setembro de 2018

Irracionalidade Eleitoral



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Sabemos votar ou somos analfabetos eleitorais? A irracionalidade nos contagia e a bronca do eleitor reflete seu descontentamento e a chama que faz a radicalização aumentar e a idiotização do pleito eleitoral. Boa parte se imputa ao modelo retrógrado e antidemocrático,cujos dirigentes dos partidos são verdadeiros ditadores e cacifam seus próprios interesses ideológicos, de um lado o incediário, doutro o presidiário, ninguém em qualquer Nação desenvolvida e que se reputa democrática poderia ver um cenário mais agudo de crise e falta de credibilidade de nossos políticos.

Infelizmente não temos ambições ou representatividade. A separação de poderes se confunde com  a divisão, e apesar de nenhum Fernando ter dado certo na política, desde FHC, passando por Fernando Collor, e Fernando Pimentel no governo falido mineiro, agora há expectativa criada em torno de outro que é o porta voz de um condenado e que pode fazer campanha e chamar o povo para seus ideais pouco democráticos.

O desgoverno que nos abalou e fez com que tivesses por cinco longos anos produtos internos bruto negativos é fato inédito em toda a história republicana e o aumento de candidatos militares nos dá a sensação que fracassamos na redemocratização do País. Tudo começou com a ambição e vaidade pessoal de FHC que deveria ficar somente 4 anos,mas empavonado resolveu ficar mais 4 e quebrou literalmente o País tendo sido ajudado pelos americanos e certamente FMI. Donde o sucessor se adianta para pagar a dívida externa e ao longo de uma gestão catastrófica produzir a maior dívida pública de toda a fundação do Brasil.

Esse gasto com arroubos e violador da Lei de Responsabilidade Fiscal provocou o impedimento presidencial,mas aqui no Brasil jabuticaba tudo é diferente, não se pode prender um condenado durante o período eleitoral,exceto em flagrante,condenados podem fazer publicidade, réus podem concorrer e
os mais descrentes se somam aos milhares que pela irracionalidade eleitoral preferem o quanto pior melhor,desde Tiririca uma palhaçada que hoje é sorriso e amanhã se transforma em tragédia.

A nossa ruindade é de chorar,já que temos tudo para dar certo não fossem os
governos e políticos que assaltam a Nação full time. E como se livrar dessas facções e quadrilhas que se movimentam em todos os órgãos públicos e tiram do povo a saúde,transporte e o principal fator que é o saneamento. Apenas o voto consciente e racional poderá enxovalhar a política velha e colocar no anonimato aqueles que fizeram descaso com a cidadania.

Precisamos definitivamente saber que a democracia é um regime muito caro para um povo pobre e desassistido. E se há um raio de esperança que saibamos nas urnas dar as respostas à altura daqueles que nos condenaram à fome,ostracismo e as barbáries das ladravazes quadrilhas e dos assaltos aos cofres públicos,uma rotina que tem seus dias contados se soubermos escolher os que tem mãos limpas.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

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