segunda-feira, 17 de setembro de 2018

Os militares candidatos e o preço de ser minoria


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Esse início  é para chocar mesmo: “quem não sabe caminhar na merda, quando nela caminha ,escorrega”.

Certamente no “embalo” e  “empolgação” das candidaturas de dois militares na disputa pela Presidência e vice-Presidência  da República, respectivamente ,o Capitão Jair Bolsonaro e o General Hamillton Mourão, nessa mesma  esteira de turbulência estabeleceu-se uma verdadeira “correria”  de grande parte população militar na disputa eleitoral, buscando mandatos  no Legislativo e no Executivo.

Ocorre, meus amigos, que a democracia deturpada que se pratica no Brasil desde que implantada a “tal” República, jamais deu certo. Ela sempre  foi dominada por elementos retirados da pior escória da sociedade. Aí está origem da OCLOCRACIA, que tomou indevidamente  o lugar da democracia, corrompendo-a, e que tem como uma das suas principais características a “cleptocracia”,ou seja ,o regime da ladroagem infinita de políticos e administradores públicos contra o erário.

Ao se examinar a retrospectiva histórica das eleições, em todos os tempos, verifica-se que normalmente as reeleições favorecem  mais de 80% das candidaturas. Sempre foi assim. E não seria agora que iria mudar. Se assistirmos o horário gratuito da propaganda eleitoral no rádio e na TV, verificaremos que tudo está igualzinho às eleições anteriores.

Os mesmos “papos” ,as mesmas promessas, os mesmos propósitos ,os mesmos “blás-blás”,as mesmas mentiras  e  os mesmos “avais” dados pela  Justiça Eleitoral para uma democracia absolutamente corrompida que ela gerencia. Quando assisto a TV ,me dá um desespero e até dá vontade de vomitar. Não quero deixar  essa herança de podridão política  para minha descendência biológica e social.

Mesmo considerando a provável vitória dos candidatos militares à Presidência da República, certamente as “mudanças” na política oriundas da eleição de gente nova terão repercussão quase  “zero”. E desses 20% da “renovação”, qual será o participação  de “militares”?

Trocando em miúdos, o “sacrifício” que farão os militares imaginando que poderiam competir nas urnas com o bando de canalhas que sempre mandou na política, será em vão. E o pior de tudo é que essa participação nas eleições significará o mesmo que dar o “aval” militar a uma democracia completamente degenerada.

Mesmo considerando a improvável hipótese de TODOS os militares optarem nas urnas por seus colegas de profissão nas eleições de 7 de outubro ,o “peso” dessa população eleitoral  ainda seria insignificante ,a talvez se resumisse ,no máximo ,em 5% a 10%,do total dos novos eleitos (20% ,talvez?).

Na verdade não podemos “misturar” o “fenômeno” Bolsonaro/Mourão, ”lá em cima”, com a situação aqui na “planície”. A eventual reviravolta no plano da disputa presidencial certamente não teria nenhuma influência nas instâncias inferiores das disputas eleitorais, favorecendo os candidatos “fardados”.

Não podemos, portanto, ficar preocupados tão somente com a “eleição” de Bolsonaro/Mourão, porém com a “governabilidade” do país. A simples “purificação” do Poder Executivo, com as novas cabeças, não teria qualquer influência nos Dois Outros Poderes (Legislativo e Judiciário). Medidas absolutamente “excepcionais” teriam que ser tomadas já no primeiro dia de governo.

E teriam que ser medidas de FORÇA, não as “democráticas” ou “jurídicas”com as quais a canalhada da política e do Poder Judiciário estão acostumados.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

Um comentário:

Loumari disse...

A tal purificação que está sendo planificada e que será executada com o poder de canhões de fogo, bombardeios aéreos e com o aço das metralhadoras, o que risca de condenar o Brasil e todas as suas cidades em montes de ruínas? Satanás já armou seu exército e fará tudo o que lhe apraz com este povo inimigo de Deus de Israel.
Pranto, terror pela opressão dos militares, fome, enfermidades, e o povo vai desmaiar por falta de tudo. E os riquinhos arrogantes e prepotentes vão aprender a limpar o rabo com folha das árvores.