domingo, 30 de setembro de 2018

Quem merece seu voto útil?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

Quem ainda é petista, a despeito de toda comprovação de corrupção, condenação e prisão de vários correligionários da cúpula do partido, de Vaccari Neto a Lula da Silva, vota em Haddad e na Manuela do PCdoB.

Quem ainda é petista, por concordar com a roubalheira, desmonte e prejuízo (R$ 42 bilhões) ao patrimônio da Petrobrás que o povo brasileiro está repondo fruto de suor e lágrima ao abastecer os seus veículos próprios, do transporte público e de carga e, pagando extorsivos reajustes nos preços dos combustíveis, vota em Haddad e na Manuela do partido comunista.

Quem ainda é petista apesar dos bilhões de dólares sugados através o BNDES, envolvendo empreiteiras para obras e criação de empregos em países dos comparsas corruptos em detrimento do povo brasileiro que tem 14 milhões de desempregados, vota na aliança PT/PCdoB.

Quem ainda é petista por admiração à primorosa administração da “presidenta” Dilma, responsável por uma das maiores recessões do país e devoto do Lula Livre, vota na aliança PT/PCdoB.

Quem ainda é petista e torce para Lula ser indultado, vota da dupla vermelha.

Quem ainda é petista por apoiar o kit gay distribuído às crianças nas escolas, a ideologia de gênero, que homem gay possa frequentar banheiro feminino, vota no programa vermelho.

Na pesquisa divulgada no dia 18/09, Haddad vem de abocanhar a segunda colocação na corrida presidencial, com votos dos ainda petistas lembrados acima. Bolsonaro liderando e bem à frente dos demais.

Próximo à aliança PT/PCdoB, na intenção de voto, está o candidato Ciro do PDT de Carlos Lupi. Ciro em vídeo recente declara que devotou fidelidade ao PT por 16 anos. Ou seja, Ciro e Haddad têm a mesma identidade. Votar em um ou outro é o retorno do PT ao poder.

Depreende-se que a manutenção consentida do Lula como candidato e, presente nas pesquisas, sem possibilidade de participar do pleito, com índice inflado ao que parece de forma exagerada não transferiu para Haddad a totalidade dos votos de possíveis eleitores do Lula. Mas, com a ameaça do retorno petista ao governo, tem servido de argumento para o voto útil no candidato Alckmin (PSDB-FHC-Aécio).

Embora, as pesquisas sejam desacreditadas pelos desencontros havidos em pleitos anteriores, são bem exploradas pelos órgãos de imprensa, de um modo geral, de acordo com pauta única que a todos orienta.

Na pesquisa acima citada, Bolsonaro cresceu 2%, atingindo 28%, Haddad está com 19%, Ciro 11%; Alckmin e Marina decresceram, empatados tecnicamente em torno de 7%, bem como Álvaro Dias, Amoedo e Meirelles em torno de 2%.   

Dois aspectos conflitantes nas candidaturas de Bolsonaro e Alckmin, primeiro, devido à expressiva diferença de tempo disponível na televisão; Alckmin dispõe de 332 segundos e 434 inserções e Bolsonaro, com 8 segundos e 11 inserções; segundo, Bolsonaro mantém ascensão, Alckmin se mantém mais ou menos estagnado (queda de 9 para 7%).

A demonstrar que a propaganda agressivamente feita contra Bolsonaro nas várias inserções com partes dos pronunciamentos do oponente não estão surtindo efeito. Talvez pela maneira como as expressões são expostas (truncadas) e o conhecimento na íntegra das pendengas fartamente publicadas nas redes sociais favoráveis à credibilidade em Bolsonaro. Claro, que o cidadão está atento e não perdoa o artifício empregado na propaganda do Centrão. Alckmin não tem atraído o voto útil.

A pesquisa IBOPE (19/09) reforça que a candidatura Alckmin em São Paulo não vai bem. Isso no Estado onde foi governador por quatro vezes, que com ufanismo exclama na sua propaganda farta em minutos. E diz que tem experiência e que está pronto. Mas, o eleitor não lhe credita esse reconhecimento.

Alckmin tem 13% na intenção de votos, empatado com Haddad, que perdeu na tentativa de se reeleger prefeito no primeiro turno. Ambos não estão bem, pois que Bolsonaro está no patamar de 30% na intenção de votos do mesmo eleitor paulista.

No Rio de Janeiro, Bolsonaro lidera com 30,4% enquanto Alckmin tem 4,1%.

Os demais, Amoedo, Álvaro e Meirelles em termos nacionais permanecem no entorno de 2%.

O eleitor de Bolsonaro está mais próximo de Alckmin, Amoedo e Álvaro que rejeitam Lula e o petismo pelos desastres sobejamente conhecidos nas suas administrações.

Ao que parece, o perfil dos eleitores de Alckmin, Amoedo e Álvaro está mais próximo da candidatura Bolsonaro do que de Ciro e Haddad/Lula.

Assim, o eleitor vai analisar os dados expostos pelas pesquisas e despejar o voto útil naquele que tem a vantagem de sacramentar a vitória no primeiro turno e não arriscar a disputa no segundo turno com a possibilidade de retorno do PT/PCdoB.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior reformado.

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