quinta-feira, 27 de setembro de 2018

Resta um



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Rodrigo Constantino

Todo liberal é cético com o poder e muito raramente se empolga com um político. Claro, há exceções, e podemos pensar em Reagan e Thatcher despertando grandes esperanças. Mas, via de regra, o liberal vota descrente, no menos pior. É como naquele jogo “resta um”, em que vamos eliminando todas as peças até sobrar apenas uma.

Façamos, então, esse “concurso de feiura” no caso das próximas eleições. Qual a prioridade aqui? A resposta, do ponto de vista liberal, parece evidente: impedir a volta da esquerda ao poder. Seria simplesmente catastrófico seguir na rota venezuelana. A esquerda pariu a desgraça em que o Brasil se encontra hoje.

Portanto, eis a meta: derrotar o esquerdismo. A pergunta que surge é quem tem mais chances disso. Alguns tentam pregar o voto útil no Alckmin, pois teria menos rejeição num segundo turno. Há dois problemas básicos aqui: um, ele é parte dessa esquerda, ainda que menos radical; dois, ele é um besouro incapaz de alçar voo, estagnado perto dos 10% das intenções de voto.

Os demais nomes, como Álvaro Dias, Meirelles e João Amoedo, podem ser melhores do que Alckmin em ideologia, mas possuem ainda menos chances. O candidato do Novo, do ponto de vista técnico, seria o mais alinhado. Mas tem circulado pelas redes sociais uma frase ácida, porém verdadeira: “Votar em Amoedo hoje é como parar para ajeitar o cabelo com o prédio em chamas”. 

A analogia que faço é diferente, não só por conta da falta de chances do novato, como por seu perfil: Amoedo é um bom arquiteto, mas no momento a casa está pegando fogo, com risco de desabar. É hora de chamar o bombeiro. Precisamos de alguém que vá combater com firmeza o esquerdismo.

E aí vem a questão da qual os liberais não podem mais fugir: Jair Bolsonaro está praticamente garantido no segundo turno, se houver um. E, ao que tudo indica, seu concorrente será Lula, disfarçado de Haddad. A eleição, então, caminha para uma espécie de plebiscito do lulopetismo, e só há uma postura aceitável no caso: derrotar a quadrilha que destruiu o Brasil de vez e pretende nos transformar numa Venezuela. 

Entendo as várias ressalvas dos liberais com Bolsonaro. Seu passado o condena, apesar de Paulo Guedes como selo de qualidade da mudança confessada. Há uma ala partidária um tanto bizarra também, com atitudes intolerantes que remetem ao próprio petismo. Mas a escolha, pelo visto, afunilou para essa: a volta do PT ou uma aventura à direita, com um ministro liberal cuidando da área econômica. Não parece tão difícil assim, parece?

Eu votaria até no Capeta contra Lula. Votar num ex-capitão honesto, ao que tudo indica, que tem coragem de comprar brigas necessárias contra o esquerdismo, que adotou uma pauta liberal na economia e conservadora nos costumes, parece moleza.”

Rodrigo Constantino é Economista.

Um comentário:

jomabastos disse...

A extrema-esquerda(PT e outros comunistas em geral) e a corrupção, pariram a desgraça em que o Brasil se encontra hoje.

No Brasil existem os políticos apoiantes do PT(comunistas) e os restantes de partidos vários. O grande e grave problema, além do comunismo, são os corruptos(direita e esquerda política em geral) que estão na política para enriquecerem ilegalmente destruindo o Brasil.

Há que acabar com o comunismo, com a corrupção e com a violência que vêm desmoronado o Brasil e já destruíram totalmente a Venezuela.

Derrotar o esquerdismo em geral é inviável e desnecessário. Derrotar a extrema-esquerda(comunismo e outros extremistas) é perfeitamente viável e necessário.

Não existem países democráticos sem esquerda e sem direita. Há que criar condições socioeconômicas para que a democracia do Brasil seja liberal e circule entre o centro-direita e o centro-esquerda.

O candidato João Amoêdo, do ponto de vista técnico e político, é o mais liberal e correto.

Neste momento, o Bolsonaro é a solução mais viável para a atual situação de escalabro em que o país vive. Mas que não aventure muito pelo Ultraliberalismo, porque pode não conseguir os votos que necessita para ser Presidente.