domingo, 9 de setembro de 2018

Um resposta a um editorial do Estadão



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Aléssio Ribeiro Souto

Analisando-se o editorial “O atentado contra Bolsonaro” (A3,  8 de setembro), constata-se que o Estadão perdeu a chance se ser mais veraz diante da história e transmitir para o leitor informações e juízo de valor que correspondam ao que está disponível para qualquer um ao longo das últimas horas.

Primeiro, asseverou que “parece comprovado que ele [o autor da facada covarde] é um desequilibrado que agiu de forma isolada”. Ora, há a certeza de que o autor da matéria não examinou com a argúcia requerida os dados já disponíveis sobre a covardia extrema. Se tivesse examinado o vídeo do crime, teria visto a interação de uma mulher com um homem com o objetivo inequívoco de tirar a atenção do agente de segurança que estava entre Bolsonaro e o criminoso; teria visto também um outro cidadão dando soco no baço de Bolsonaro, no momento em que o candidato ferido estava sendo colocado no veículo.

Outros indícios de que o celerado não agiu de forma isolada: a existência de material eletrônico dentre os pertences do criminoso, especialmente 4 celulares; a movimentação do criminoso por vários locais do país, sendo que a última movimentação foi a 15 dias, quando alugou a pensão onde estava hospedado (qual a origem dos recursos?); a militância em favor do PSOL, da liberdade do Lula e a oposição declarada contra o Bolsonaro; a troca de mensagens entre militantes dos partidos de esquerda anunciando a possibilidade do assassinato do Bolsonaro; e a pouco explicável existência de quatro advogados em defesa do autor do crime em menos de 24 horas do evento.

São fatos ignorados pela imprensa em geral — que insiste em antecipar, de forma irresponsável, uma solução para o crime. Só se espera que a Polícia Federal não repita o que interessa para uma parcela de brasileiros cujos interesses estão sendo fortemente ameaçados por uma administração honesta, patriota e transformadora, a ser implantada no Planalto por Bolsonaro.

Em seguida, o editorialista afirma que “o próprio Bolsonaro chegou a dizer, há poucos dias, que pretendia ‘fuzilar a petralhada’, numa infeliz figura de linguagem”. Com essa afirmação, o autor da matéria chega ao paroxismo, associando-se aos interesses do criminoso e de seu crime, tentando atribuir à vítima a responsabilidade pelo atentado. A asserção deixa de ser apenas infeliz; mostra dúvida em relação à capacidade de análise dos leitores; desrespeita quem ainda não se livrou totalmente do risco de vida; e entra para o terreno da desqualificação parcial, nojenta e abjeta.

Ao referir-se ao General Mourão, infere-se que o sábio editorialista não assistiu à entrevista do candidato a vice-presidente em Porto Alegre no dia do atentado; não assistiu à sua declaração prestada ao Jornal Nacional ontem; e não assistiu à entrevista prestada ontem durante uma hora a jornalistas de alto calibre da Globo News. Se tivesse assistido e tivesse a intenção de valorizar a verdade, teria afirmado que o parceiro da chapa Bolsonaro teve atuação impecável — aquela que só os estadistas são capazes —, ao enfatizar os interesses nacionais, a imperiosa conveniência de calma e tranquilidade para que o processo político-eleitoral atenda às demandas nacionais de busca de valores, bem como da paz e harmonia social; sempre com foco na prevalência da democracia, uma objetivo permanente e que jamais pode ser abandonado. Tudo indica que o sábio editorialista não ouviu o áudio divulgado em âmbito nacional pelo General Heleno, respeitado conselheiro da campanha, onde o mesmo tom de necessidade da prevalência da calma e tranquilidade foram afirmados e reafirmados com veemência.

Enfim, surpreendentemente, um jornal que poderia ser considerado um dos melhores dentre os que dispomos, traz-nos opinião de seus proprietários perfeitamente assentada em miopia, em fé duvidosa e que parece destinada a agradar aqueles que durante os últimos 20 anos contribuíram para que um País com o potencial do Brasil mergulhasse em uma das maiores crises da História — enfatize-se, crise moral, ética, social, política e econômica, onde a liberdade tem sido conspurcada para macular a verdade e, como corolário inevitável, a democracia. Lamentável!

Aléssio Ribeiro Souto estudou no IME (Instituto Militar de Engenharia).

3 comentários:

aeffp2011 disse...

O senhor Raul Jungmann, Ministro Extraordinário da Segurança Pública do Brasil, já se apressou em afirma que o autor do atentado ao deputado Jair Bolsonaro, candidato a Presidente da República, trata-se de um lobo solitário que agiu por conta própria.
Pelo que entendi nas declarações do senhor Jungmann ele comanda uma unidade de investigação que sozinha é mais eficiente que a somatória de Mossad (israelense), MI6 (inglês), CIA (americana), MSS (chinês), NRO (americana), NGA (americana), DPSD (francesa), FSB (Rússia), SVR (Rússia), GRU (Rússia), CNI (espanhola), entre outras todas juntas. Pois, ao iniciar as investigações, já se chegou a conclusões em curto espaço de tempo. Será que o senhor Jungmann acredita mesmo que se trata de um lobo solitário ou é um disfarce para não atrapalhar as investigações? Pode ser uma hipótese. Se realmente as investigações apontam que o autor do atentado ao candidato Bolsonaro é um lobo solitário que agiu por conta própria, o senhor Jungmann poderia informar para a população (uma boa parte dela tem interesse em saber), se as investigações também confirmam se são verdadeiras as informações de que o senhor Adélio Bispo (lobo solitário), é ajudante de pedreiro desempregado? Viajou de Santa Catarina para juiz de Fora? Se estava hospedado em hotel na cidade há 10 dias? Se as diárias foram pagas por ele? Se já conta com equipe de advogados para defendê-lo? Estando o autor do atentado desempregado, se os honorários advocatícios são pagos por ele mesmo? Acredito que se as investigações já apontaram que o autor do atentado trata-se de um lobo solitário que agiu por conta própria, não é difícil confirmar se as questões formuladas são verdadeiras, e que tem alguma relevância para avaliarmos e entendermos o que esta ocorrendo.

Anônimo disse...

Senhor colunista,
A impressão é de que o editorialista do jornal apostava em duas consequências daquele ataque:
1º a renúncia da candidatura da chapa Bolsonaro/Mourão.
2º respostas violentas do candidato e de sua equipe contra os demais candidatos e contra os supstos(?!?) mandantes do ataque.
Como nada disso ocorreu, lher restou o tradicional mimimi.
Abraço.
Paulo Onofre

Almanakut Notícias - São Paulo - SP - Brasil disse...

Bolsonaro 30% - 10/09/2018

78% de seus eleitores dizem que a escolha é definitiva.

https://www.oantagonista.com/brasil/bolsonaro-30


Se o povo quer o Bolsonaro, qual é o problema?

Jota - 21/08/2018

https://www.youtube.com/watch?v=QfHZqLbxpLQ