sexta-feira, 26 de outubro de 2018

Arte de Governar



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Felizmente ou Infelizmente chegamos ao final de uma campanha política de um zero a esquerda a qual não sabe o que significa a arte de governar. Os candidatos vocacionados para o parlamento são, na sua maioria, uma lástima, pouco tempo e sem experiência e com vários velhos coronéis não reeleitos,mas os pretendentes aos cargos do executivo falam de forma abstrata em temas batidos e não querem traduzir o que é melhor e essencial à população. Vamos detalhar mais e melhor.

A arte de governar não é dar esmolas ou migalhas à população, muito menos retirar o nome do devedor do cadastro negativo. O governante deve propiciar mudanças, transformações e querer o bem estar da sociedade. O que pretendemos dizer é que a maioria dos candidatos tencionam as consequências e não levam em conta a causa do fundamental.

Bons governos nos asseguram sem respingar ótima qualidade de vida, com menor procura pela saúde, normalidade do emprego, com baixa criminalidade e além disso o transporte sempre funcionaria de forma exemplar. No entanto, o que é obrigação do governo se transforma a cada quatro anos numa lamúria numa percepção que a população carente poderia confiar em promessas e em verdadeiros projetos sem pé nem cabeça.

Estamos involuindo há décadas, no aspecto econômico,social e sobretudo em atenção ao alargamento da miséria e da falta de padrão de vida atingindo a classe média e colocando as extremidades ricos e pobres em disputa. Os planos de saúde são abusivos, a justiça é lenta, o atendimento médico demorado, o trânsito caótico, os pedágios elevados e muito caros, além do que temos total ausência de ferrovias no Brasil.

Esses pontos essenciais e fundamentais não são resvalados pelos que intencionam os cargos de direção, falam de forma genérica e não são confiáveis, teremos eleições de falta de opções, pois que segundo a população destaca a forma de eleição de cima para baixo não nos permite maiores elasticidades muito menos com 35 partidos políticos a quase totalidade chefiada por caciques há mais de 20 anos que não largam o poder e se lançam candidatos para um horror político total e irrestrito.

A arte de governar é saber avaliar os maiores problemas,diagnosticar a razão pela qual temos uma pobreza exponencial e preços salgados em todas as áreas. Nossa mão de obra é cara e de pouca qualidade, não há concorrência, falta competição e o consumidor final acaba pagando o preço. A cultura está abandonada, a arte esquecida, livrarias de peso em estado de insolvência, editoras sem recursos financeiros, enfim um cenário que vem sendo projetado por décadas mediante maldade, malícia e falta sobre a visão da arte de governar.

O que acontece é que sem um discernimento maior e melhor caímos nas mentiras e nos desgovernos que nos aborrecem e nos sepultam de uma vez por todas. A população que pode deixa o Brasil, já são mais de 5 milhões vivendo no exterior e a tendência é de alta, se não formos capazes o suficiente para reduzir as distâncias sociais, criarmos empregos e termos competição entre empresas e preços equilibrados livres da espiral inflacionária.

Em tudo que se cogita a arte de governar é mil vezes diferente do que ouvimos na propaganda eleitoral obrigatória. Por isso somos não um pobre País, mas um País de pobres governantes.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

jomabastos disse...

Ótimo texto!

A arte de governar é ter como objetivo desenvolver e enriquecer a população e o país, de modo a que o Brasil entre na senda nacional e internacional da prosperidade e do desenvolvimento.