terça-feira, 30 de outubro de 2018

Bolsonaro e o ranking mundial da idiocracia política



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Bolsonaro classificará melhor o Brasil no ranking mundial da Idiocracia Política?

É lógico que estarão excluídos dessa avaliação, tanto o Governo Jair Bolsonaro, quanto o Congresso Nacional, recém eleitos, e que tomarão posse nos seus  cargos em 1º de janeiro de 2019.  Só o tempo dirá se haverá alguma novidade positiva no desempenho desses novos políticos e administradores públicos, se comparados com a “tragédia” que marcou o desempenho dos anteriores que,  por esse motivo, já estão em condições de serem  avaliados e julgados pelo que fizeram ,com certeza ,mais de “mal”, do que de “bem”.

Mas tudo indica  que estaria havendo uma promessa de  rompimento com o passado político, especialmente pelas declarações  do novo Presidente da República, logo  após a sua eleição. Vontade não lhe falta . Resta saber se terá condições e capacitação para fazê-lo.                                                                                                    

Mas teria o  Presidente Bolsonaro  e sua equipe  instrumentos para  romper com a estrutura política do passado ,construída por uma classe política oriunda da pior escória da sociedade? A constituição e as leis que os “antigos” deixaram escritas e os novos “herdaram”, não estariam constituindo verdadeiras barreiras para efetivas mudanças para melhor?

Alguém poderia conceber a boa atuação de um governo, preso a todas essas “amarras” do passado? Diminuir ou acabar com a corrupção  na política ,e combater a criminalidade nas ruas, seria o suficiente para o novo governo ter um bom desempenho? Será que não seria necessário afastar de uma só vez  todos os empecilhos para um bom governo, mesmo que por meio de medidas mais drásticas , como aquelas “excepcionalidades” previstas no artigo 142 da Constituição?

Tornou-se célebre uma frase escrita por Nelson Rodrigues: “a maior desgraça da democracia é que ela traz à tona a força numérica dos idiotas que são a maioria da humanidade”.         

Com essa frase, ele  certamente estava se referindo à IDIOTOCRACIA POLÍTICA  PLENA de um país ,que fica consolidada pela prática “democrática” de um determinado eleitorado, cuja maioria, decisiva no futuro de qualquer  país, sempre é composta por  “idiotas ”, beneficiando  espertalhões, corruptos,  oportunistas,  e gente não muito “chegada” ao trabalho, que se infiltram na política  e dela fazem uma profissão, não querendo  mais sair.

E se um país é caracterizado, ou não, pela idiotocracia política plena, pode ser desvendado  pela simples presença de certos requisitos que normalmente se fazem presentes  nessas situações.                                                                                                       

E são 10 (dez) os principais passos para caracterizar a IDIOTOCRACIA POLÍTICA PLENA. Ei-los: (1) Acabar com a educação de boa qualidade; (2) Dar oportunidade a poucos;(3) Criar uma mídia absolutamente inútil; (4) Garantir um sistema de saúde de péssima  qualidade; (5) Cobrar altos impostos do povo; (6) Tudo deve não funcionar  direito na área pública ; (7) Garantir a impunidade ;(8) Não investir em novas tecnologias e incentivar somente a produção primária e commodities;(9) Empregar “mágicos” no Governo; e (10)Promover o desemprego o máximo possível.
As respostas a esses quesitos é que definirão  se o respectivo país se enquadra nessa categoria, ou seja, se nesse  povo a maioria  “democrática” é de idiotas políticos, ou não.

Em termos de “país”, portanto, a idiotia só pode se manifestar claro  mediante as eleições gerais para o comando político central do país como um todo, não  em relação às políticas e governos regionais, que já seria outra “história”. Por outro lado essa realidade também  tem o significado de apontar que o regime da idiotocracia  pode se “alternar” no país, de tempos em tempos. Num certo período ela pode ser “vitoriosa”; em outro “derrotada”. Portanto, a idiotocracia também pode sofrer “alternância no poder”.

Tenho para mim que muitos indicativos apontam  na direção de  que o Brasil esteve até agora mergulhado profundamente  no regime da idiotocracia política plena. Sem exceção, todos os 10 passos que a definem ,como antes  exposto , estiveram presentes no Brasil, pelo menos nos últimos anos da chamada “redemocratização”, a partir do término do Regime Militar, que durou de 1964 até  1985,passando,portanto pelos Governos Sarney, Collor/Itamar, FHC (2 mandatos),Lula (2 mandatos), Dilma (1,5 mandatos) e Temer (1/2 mandato).

Mas agora com as eleições de outubro de 2018, parece  que se abriu uma luzinha lá no fim do túnel, indicando que o  povo teria acordado do  pesadelo em que viveu  e pelo qual “optou”, desde 1985,mais acentuadamente ,de janeiro de 2003 em diante. Mas só o tempo dirá se os novos governantes  e políticos conseguirão tirar, ou não, o Brasil do regime da idiotocracia política plena que vigorou até agora. E certamente  vai ser preciso muita capacitação e coragem para fazê-lo.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

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