quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Botocudos Embasbacados



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Drausio Moraes de Oliveira Pinho

Os brasileiros formam um exótico grupo dentro da Humanidade.
Se por um lado são ardentes defensores da nacionalidade e da bandeira das cores verde e amarela (aquela que jamais será vermelha...), por outro mostram-se confusos e acanhados com opiniões e advertências que chegam do mundo exterior.

Isto nos remete ao episódio, histórico ou lendário, proporcionado logo após o descobrimento das Terras de Santa Cruz por náufrago Diogo Alvares Correia, o Caramuru, que, ao disparar para o alto um tiro de seu ruidoso bacamarte, aturdiu e colocou em respeito os ameaçadores indígenas que o cercavam: estava inaugurado o Botocudo Embasbacado, o atemorizado nativo colocado diante do alienígena ao mesmo tempo estranho e poderoso.

O Botocudo Embasbacado é o antepassado remoto e a metáfora que representa um grande contingente de brasileiros modernos, desinformados, intencionalmente deseducados e, por isto mesmo, condenados a reagir com surpresa, e até com um certo temor reverente, ao distante e indiscernível estrangeiro.

Nos últimos dias, vimos, reproduzidas pela chamada grande imprensa nacional e repercutidas nas redes sociais, diversas e variadas matérias publicadas na imprensa estrangeira que colocaram o Brasil, contrariando seu habitual desinteresse, em um patamar relativamente elevado de atenção.

New York Times, Washington Post, The Times, The Guardian, The Economist, Corriere della Sera, Le Monde, El País e Diário de Notícias entre outros de menor ressonância. O New York Times demonstrou, em artigo de fundo, preocupação com uma má escolha em vias de ser feita politicamente no Brasil, um cronista do Diário de Notícias afirma, em tom sinistro de velório, que se prepara para escrever a respeito de um lamentável fato que, ao que tudo indica, deverá acontecer no Brasil já no próximo domingo, 28 de outubro, o El País antecipa, como favas contadas, a próxima chegada do fascismo ao Brasil e o Financial Times, no dia que escrevo, hoje (24 de outubro), sentencia que Bolsonaro colocará em risco a democracia no Brasil.

Somados aos inusitados editoriais da imprensa mundial, as manifestações do sempre bajulado beautiful people internacional e das celebridades engajadas que demonstram suas agonizantes preocupações com os caminhos misóginos, racistas, homofóbicos, preconceituosos, antidemocráticos, autoritários, fascistas e nazistas a serem tomados pelo Brasil.

Aí encontramos artistas, políticos e intelectuais como Madona, Francis Fukuyama, Roger Waters, Noam Chomsky, Bernie Sanders e mais uma alentada lista que se soma aos engajados nacionais, que vão dos veteranos Chico Buarque, Gilberto Gil, Caetano Veloso, Daniela Mercury e Fernanda Montenegro e chega a outros tantos aliados e aliadas como alguns dos já desgastados e decadentes protagonistas de telenovelas e a grande maioria de seus pretensos sucessores.

Todos eles formam como sempre, um coral de desafinados e enfadonhos realejos domesticados e obedientes à sua deusa maior, a “Vênus Platinada” (apelido chique da sede da Rede Globo de Televisão), à mídia engajada, papel representado à perfeição pela Folha de São Paulo, pelo Estado de São Paulo, pela Revista Veja e quejandos, todos eles, sem exceção, gulosos candidatos às fartas e superfaturadas verbas públicas de conveniente e incobrável fundo perdido.

À margem, um outro significativo e expressivo exemplo é fornecido pelo site Avaaz de “militância eletrônica” que oferece publicamente um prêmio de 100 mil dólares a quem apontar ilegalidades acontecidas nas eleições brasileiras. George Soros, um de seus financiadores, e Barack Hussein Obama, um de seus incentivadores, devem estar muito preocupados com a transparência nas eleições brasileiras.

Conclusão: o mundo está muito preocupado conosco: muito mesmo.
O Botocudo Embasbacado, envolto por esse dilúvio de informações, está aturdido e pasmo. Por mais que tente, não consegue entender tantas, tamanhas e tão altruísticas preocupações.

O que há de comum, qual o elo que une, todas essas emergenciais preocupações?

A resposta é extremamente simples. O fator que tem o poder agregador capaz de reuni-las e expô-las é a muito bem articulada esquerda globalista que congrega e expõe visualmente os políticos, celebridades, jornalistas, seus agregados e comensais, todos suportados por um universal, caro e amplamente bem financiado acesso aos meios de comunicação.

Suas atenções voltam-se, hoje, para o Brasil pois, aqui e agora, desenrola-se uma importantíssima e fundamental batalha entre as poderosas forças esquerdistas globais que desejam, a qualquer custo, implantar uma tirânica Nova Ordem Mundial materializada pela imposição geral e irrestrita de uma ditadura socialista e as recém-renascidas, ainda mal estruturadas e quase improvisadas, forças conservadoras que a isto se opõe.

A muito velha e já bicentenária Revolução continua, no entanto, viva, ativa e operante.

A batalha que se trava hoje no Brasil tem fundamental importância nesse contexto geopolítico e seu resultado final, aquele por nós conservadores desejado, acumulará globalmente um amplo e diversificado potencial para interferir, obstruir e retardar os futuros movimentos desse processo revolucionário de muito longo curso histórico, já que não será tarefa intelectual demasiado complexa perceber que a eterna Nação Brasileira tem - teve no passado e terá no futuro - o poder de agregar em torno de si a solidariedade e o apoio das Américas, do Sul e Central, por ser o seu ente mais forte e sua liderança mais clara, atraindo, também, para sua área de influência uma boa parte dos povos do continente africano que esperam, ansiosos e há séculos, que o Brasil erga a sua voz.

Isto tem um potencial geopolítico e estratégico de caráter explosivo.

A vitória de Bolsonaro, suas sinalizações conservadoras, e as naturais, esperadas e também imaginadas alianças em formação, projetam uma nova realidade que apavora as esquerdas, seus doutrinadores, planejadores e líderes.

Daí sua mentirosa, raivosa, histérica, venenosa, até e comprovadamente, assassina reação.

Aqui se decide se elas avançarão ou recuarão muitos passos em seu caminho rumo à ditadura universal. Já perderam com Trump nos EUA, acumulam progressivas perdas na União Europeia e correm o risco iminente de perder o Brasil e arcar com as penosas consequências.

O futuro de nossa Civilização está em risco e a Revolução não estará morta a curto prazo já que os monumentais assaltos praticados lhes garantem a sobrevivência.

Armemo-nos de perseverança e mantenhamos a vigilância, nossas maiores armas contra esse inimigo e firmemos o compromisso que nos une: Brasil acima de tudo, Deus acima de todos.

Drausio Moraes de Oliveira Pinho é Cidadão brasileiro, paulistano do Brás, 71 anos de idade, corintiano, conservador e monarquista, aposentado, viúvo e safenado.

Um comentário:

CaioB disse...

Muito Bom!
Uma abrangência de marcante Espiritualidade, orientadora de caminhos para o nosso futuro de Coração do Mundo e das nações que a nós olham com amor e Esperança.