terça-feira, 23 de outubro de 2018

Como o governo Bolsponaro poderia calar a boca da esquerda para sempre



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Apesar dos seus discursos inflamados, repetitivos e, sobretudo, mentirosos, em nenhum lugar do mundo onde a esquerda se instalou no poder a qualidade de vida da grande massa de  trabalhadores melhorou, exceto, é claro, em relação àquela  minoria de privilegiados, pertencentes aos seus quadros de “cupinchas”.

Duvido que alguém consiga apontar um só país no mundo sob comando da esquerda onde a ascensão na pirâmide social dos trabalhadores de fato tenha ocorrido. E também lanço um desafio para que me mostrem um só  lugar desse mesmo mundo  onde a esquerda desbancou  a“direita” e tenha melhorado a qualidade de vida do respectivo povo. Essa conversa da esquerda é “conversa fiada”.

Então não é por mera “coincidência” o fato de que nos países onde a esquerda passou a dominar residam  os maiores níveis de pobreza e atraso do mundo. Em grande parte, a explicação dessa realidade está no fato da verdadeira aversão que a esquerda tem pelo trabalho. E onde não há trabalho, também não se produz  riquezas. A pouca riqueza existente, construída no passado, fica concentrada numa minoria, na “Nomenklatura”, e sobra somente muita  pobreza para distribuir para a grande massa humana.

Particularmente o Brasil pode ser apontado como o grande exemplo do fracasso social  da esquerda. Exceto o regime de esmolas  assistencialistas  exacerbadas que foram distribuídas  durante os 15 (quinze) anos de mando político da esquerda, desde 2003, e o acesso a certas “perfumarias” que facilitou aos mais pobres, na verdade a pobreza não diminuiu absolutamente nada nesse período. Pelo contrário, ela só aumentou.                           

Os índices sociais apresentados pelos órgãos do Governo sempre foram falsos e manipulados. Por essa razão, o que a esquerda conseguiu fazer em todo esse tempo foram meras  “tapeações sociais”. No “papel”, tiveram “nota 10”. Na vida real,  “nota 0”.

Os únicos que “prosperaram” sob os Governos do PT foram os próprios “cumpanheros” de partido, muitos dos quais tornando-se os novos milionários e bilionários da sociedade ,com recursos  ilícitos provindos da  corrupção sistêmica implantada durante essa período.

O Governo do Presidente Jair Bolsonaro, que assume no dia 1º de janeiro de 2019, pegará um país totalmente destroçado pela esquerda, desde 1985, com  forte “aceleração”  a partir de 2003. Essa situação é inédita. Nunca ocorreu antes numa mudança de governo. Os quadros político, econômico, moral e social “herdados” são os piores em toda a história do país.

Por esse motivo, o Governo de Bolsonaro não poderá ser considerado somente “mais um governo”. Ele terá que ser quase “milagroso”. Terá que tomar iniciativas de grande impacto, principalmente de ordem “moral”, no combate preventivo e repressivo à corrupção, e “econômica”, tirando o país do estado pré-falimentar em que está. Também o aspecto “social” terá que ser atacado de frente, melhorando a qualidade de vida do povo, principalmente nas classes sociais mais baixas.

É evidente que qualquer  progresso econômico e social não será obtido pelas rotinas políticas e governamentais hoje existentes. Medidas radicais deverão ser tomadas desde  o primeiro dia de governo.

A sugestão que teria esse “qualquer do povo” que vos escreve , para que o Governo Bolsonaro provocasse um  “salto” para valer na economia do país, com aumento expressivo do PIB, poderia ser  uma medida bastante simples, que eu ousaria chamar de implantação do SOCIAL-CAPITALISMO, que de modo algum pode ser confundido com a “social-democracia”, uma das variantes do comunismo/socialismo.

O “Social-Capitalismo” que tenho em mente  poderia ser erguido mediante aproveitamento de um só dispositivo constitucional, “perdido” no meio de tantos outros.

O inciso XI do artigo 7º da Constituição define que são DIREITOS DOS TRABALHADORES, dentre outros, ”participação nos lucros ou resultados (das empresas),desvinculada da remuneração...”.

Por seu turno, a lei Nº 10.101/2000, pretensamente dispondo sobre   a  “integração entre o capital e o trabalho”, passa a regular “a participação dos trabalhadores  nos lucros ou resultados da empresa”.

Mas todas as leis infraconstitucionais em vigor, inclusive a Lei 10.101/2000, que tratam da participação dos empregados nos lucros ou resultados das empresas, têm centenas de artigos cujo objetivo não passa de burlar o mandamento constitucional. O que essas leis asseguram aos trabalhadores são meras “migalhas”, pequenas “esmolas”, tendo os legisladores que as escreveram a “cara-de-pau” de dizerem que o recebimento dessas esmolas, desses “trocadinhos”, seria “participação dos trabalhadores nos lucros ou resultados das empresas”.

Para mim essa afirmação é até um desaforo e menosprezo com a inteligência alheia. Posso garantir que esse “incentivo” dado ao trabalhador não funciona. Duvido que os trabalhadores levantem um só dedo para aumentar a produção com base nesse “incentivo”.

Mas se esse incentivo fosse para “valer”, e não meramente para enganar trouxa, não há nenhuma dúvida que os trabalhadores dariam o melhor empenho de si para aumentar a produção econômica. Desde o momento em que colocassem mais dinheiro no bolso, correspondente  ao maior empenho que dessem para  aumentar a produção, com certeza o próprio PIB subitamente iria “às nuvens”.

Beneficiaria os dois polos da produção econômica: o empresário e os trabalhador. Eles se tornariam sócios da produção econômica, com interesses convergentes. Os investimentos financeiros necessários para essa confraternização de interesses  entre o capital e o trabalho seriam iguais a “zero”. Bastaria INTELIGÊNCIA e alguma PSICOLOGIA (estímulos).

Dá para imaginar que uma fórmula desse tipo poderia acabar de vez com (1) a exploração do trabalho pelo capital; (2) com a “mais-valia”, de Marx; (3) com a compra e venda de trabalho?

A verdade é que no sistema vigente de conflitos entre o capital e o trabalho, o dono do capital sempre é levado a buscar a manutenção ou mesmo o aumento da “mais-valia” (parcela do resultado do trabalho e da produção não remunerada pelo empresário ), enquanto o trabalhador faz exatamente o inverso, buscando a “menos-valia”, pretendendo  ganhar com isso  uma remuneração maior do que vale o resultado do seu trabalho.

Mas a “JUSTA-VALIA” poderia pôr fim a essa guerra. Essa modalidade  seria a “socialização” do resultado de uma parcela do capital, e não mexeria numa só vírgula do direito de propriedade privada dos bens de produção. Seria a “paz” definitiva entre o capital e o trabalho.

Será que esse  pessoal da esquerda finalmente se prontificaria a trabalhar e produzir  nesse novo sistema? Parece que essa seria a única alternativa dessa gente. Não teriam mais palanque, nem plateia, para quem discursar. O “papo” da esquerda passaria a valer “zero”.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

Antenado. disse...

Para calar a boca dos corruptos, basta a Comissão da Verdade sobre a Corrupção, com poderes investiga tipos e punitivos, visando recuperar o dinheiro roubado.

jomabastos disse...

Não existem medidas radicais a fazer. Existem sim, medidas estruturais a fazer.

Medidas radicais nunca resultaram positivamente, quer fossem de extrema-esquerda(comunistas) como com o Lula e seus postes ao longo de 16 anos, quer venham a ser de extrema-direita como os brasileiros estão "loucos" para implementar através do Bolsonaro. Portanto, nada de posições radicais, porque se forem impostas, elas nunca levarão este país para um liberalismo democrático.

O Bolsonaro irá assumir um país economicamente destroçado economicamente pela ditadura, pela corrupção e pelo comunismo. Socialmente também aconteceu pouco de positivo para a maioria do país.

A pobreza chegou ao extremo depois dos últimos 16 anos de comunismo. Mas o verdadeiro desenvolvimento socioeconômico, tem muitas décadas que não é conhecido neste país potencialmente milionário.

O Estado brasileiro é tão mentiroso, que até os desempregados do Bolsa Família nem constam das estatísticas de desemprego oficiais. E não existe alguém que se preocupe com esses números totais de desemprego.

Há a necessidade de uma nova Constituição para reconstituir a Nação.

Neste Brasil, se não conseguirmos distinguir a extrema-esquerda(comunismo e associados) do liberalismo de esquerda, nunca estaremos prontos para vivermos uma democracia.