sábado, 27 de outubro de 2018

Estranhas reuniões em prol do candidato Luladdad



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

As questões que envolvem a eleição são levadas ao TSE (Tribunal Superior Eleitoral) por meio burocrático e fundamentadas nas normas legais que a regem.

Como foi exaustivamente divulgado, a campanha de Haddad à Presidência entrou com uma ação no TSE contra a campanha de Bolsonaro por abuso de poder econômico e uso indevido dos meios de comunicação. E que as empresas acusadas de envolvimento em suposto esquema ilegal de propaganda no WhatsApp sejam investigadas.

Até aí tudo bem, mesmo baseado em reportagem de jornal meramente acusatória sem qualquer prova documental, aspecto exaustivamente debatido pelas redes sociais, mas omitido nas redes de televisão.

O que se estranha é a presidente do TSE, ministra Rosa Weber, receber um grupo da coligação petista para tratar do assunto e proporcionar ampla publicidade que por certo repercutiria, com ares de seriedade à denúncia vazia de provas. Fotos, vídeos e comentaristas nos vários telejornais a guisa de críticas ao outro candidato. Uma composição imprópria para o tanto que se propaga sobre lisura, isenção, estado democrático, etc.

Repete-se durante a campanha eleitoral em andamento o que foi antes, durante e após o julgamento e condenação por corrupção de Lula da Silva, o líder de maior expoente do petismo, envolvendo organismos internacionais a recriminar as decisões da Justiça brasileira.

Eis que pela primeira vez se trouxe uma Comissão da OEA (Organização dos Estados Americanos) para acompanhar e dar aval às urnas eletrônicas e ao processo eletivo interno. E, parece, o fez superficialmente, pois laudos técnicos acompanhados por especialistas brasileiros não foram divulgados com a amplitude que o caso requer.

De surpreender que essa equipe da OEA presidida por Laura Chinchilla se reuniu, nas vésperas da votação no segunto turno, com Haddad, Manuela Dávila, Gleisi Hoffman e mais o ex-ministro de Lula, Celso Amorim.

Daí dos comentários de Laura Chinchilla, a destacar “que o Brasil enfrenta um fenômeno sem precedentes em relação a difusão de notícias falsas”. Que o fato preocupa o grupo de especialistas que deu o alerta já no primeiro turno.

Tudo muito afinado com a pauta do Luladdad.

Pelas expectativas das pesquisas de intenção de voto, ainda com expressiva vantagem para Bolsonaro, se não houver surpresa, depreende-se um terceiro turno como plano B. Uma guerra no tapetão. Que não se estenda para o campo.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

2 comentários:

Anônimo disse...

Quero ver como farão para que os bocós aceitem o que o TSE vai decidir como presidente, pois tudo indica que será o mesmo que aconteceu com o Alkimin, o Serra e o Aécio, sendo que a diferença agora é que não combinaram com o Bolsonaro e, então, resolveram eliminá-lo.

Anônimo disse...

Laura Chinchilla....Ela fica melhor na foto que tirou entre Raul Castro e Hugo Chaves!
Será mesmo que a OEA é imparcial?????