quinta-feira, 25 de outubro de 2018

Intolerância Zero



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

O momento delicado e de reflexos diretos para o futuro da democracia demonstra que a intolerância zero é fator decisivo para a construção do novo Estado brasileiro. Os erros do passado, as circunstâncias do presente e o apagão do futuro nos preparam para uma das eleições mais complicadas do período pós redemocratização. Não fujamos do tema já que as burrices da esquerda e também da direita não nos permitiram criar um sereno ambiente de prosperidade e avanços em todos os campos.

O homem econômico acima de qualquer valor ou princípio é a metástase da globalização e a riqueza material sem distribuição o que torna o Brasil amplamente injusto. O que toca fundo são os discursos contra as instituições e os rebuliços de eventuais perigos sobre os próximos passos. Há temores fundados no sentido de que vivemos definitivamente no campo político a era da incerteza.

A imprensa internacional traz luzes para o debate, mas não nos anima nem um pouco saber que o fracasso do socialismo trouxe de volta a assombração de regime nada democrático. A sociedade necessita estar vigilante, alerta e atenta para as consequências, porém é o jogo da democracia, o inchamento dos partidos, a falta de representatividade e a ausência do voto distrital misto.

Cremos que um semi presidencialismo viria ao alcance do País e com isso o presidente eleito teria condições de governabilidade mediante um primeiro ministro com maioria, se ela fosse perdida nada de impedimento presidencial, mas a simples troca de comando ministerial.

Vivemos um dilema sem tréguas pontos cruciais que nos impedem de dialogar e a violência que mancha de sangue uma Nação que sempre foi vista pela alegria e sorriso estampado nos rostos de milhões de brasileiros ávidos pelo bom futebol, carnaval e a cerveja.

A meritocracia é o caminho, o fim dos monopólios e oligopólios a mudança das agências reguladoras e a menor intervenção do Estado no domínio econômico, exceto para impor regras preventivas ou repressivas. Fomos paulatinamente levados ao desfiladeiro pela falta de contato entre sociedade e seus representantes.

As eleições não nos deixam opção, e votaremos, a grande maioria, pela absoluta falta de escolha em candidatos que sincera e democraticamente possam nos representar. O abalo poderá causar um terremoto imprevisível na democracia com rachaduras e fendas muito angustiantes, mas o material humano é esse e a fadiga se constata pelo tempo no poder e o non sense da reeleição.

Que no dia 28 de outubro, Dia do Funcionalismo, São Judas nos proteja e ajude a escolher um caminho de intolerância zero, de pacificação e de proteção maior ao regime democrático. Nos EUA quando a prefeitura de Nova Iorque adotou o regime de tolerância zero, os crimes pequenos sumiram e os maiores foram sendo erradicados.

Que os princípios nos levem à repaginação do nosso deplorável estado de corrupção e completo abandono do Estado que somente locupleta seus dirigentes incompetentes e ciosos de seus próprios umbigos.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Polícia Federal tomou estelionato da CESPE.

A resposta oficial do gabarito da Redação consta as formas de ARMAZENAMENTO, mas a pergunta foi sobre os 3 tipos de GERENCIAMENTO.


Tem que criar a Lei de Leniência da Educação.