sábado, 20 de outubro de 2018

Palavras e Sentidos



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

No comício do PT em São Paulo, em 10/10/18, Guilherme Boulos (líder do Psol) incitou a massa de militantes a invadir a casa de Bolsonaro. E, nos dias seguintes, em suas "inserções" em rádio e tv, sem qualquer constrangimento, Fernando Haddad (PT) passou a falar apontando para Bolsonaro: "Vamos acabar com este clima de ódio e violência".

O que Boulos fez está previsto no Código Penal, art. 286: incitação ao crime. Claro, agora ele diz que foi só "ironia". E alega que, no mundo, "falta interpretação de texto". É. A gente entendeu mal.

Já o que faz Haddad é típico da esquerda: projetar no adversário a indignidade do próprio PT. Aliás, ele é o candidato fake, o "flanelinha" que guarda vaga para alguém estacionar. Ele queria ganhar a eleição e dar a presidência a Lula. Mas por meios lícitos não vai levar.

Esses revolucionários mandam invadir, matar, trucidar, atacam a reputação dos adversários (que consideram inimigos), "fazem o diabo" para tomar o poder, como admitiu o presidiário de Curitiba, mas é tudo metáfora! E quem discorda é fascista.
Eles manipulam, enganam, mentem e não ficam vermelhos! Pelo contrário, agora eles até escondem a cor vermelha do PT e se travestem de verde e amarelo para enganar o eleitor.

Estará claro por que o PT é obstinado em controlar a mídia? No projeto de totalitarismo que o PT quer impor ao Brasil (o mesmo que vigora na Venezuela) é fundamental o controle da imprensa e das redes sociais: assim se mata a crítica, a interpretação dos fatos passa a ser ditada pelo partido e se impõe como verdade a narrativa do comitê central.

Mas, como o totalitarismo não foi implantado no Brasil (nem o será), ninguém está obrigado a ver sentido figurado na literalidade do que Guilherme Boulos disse: foi, sim, incitação ao crime.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

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