terça-feira, 30 de outubro de 2018

Projeto do Governo Bolsonaro



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Fábio Chazyn

Qual é o Projeto de Governo do presidente-eleito Jair Bolsonaro? Perguntar isso é a mesma coisa que perguntar para os líderes europeus no final da 2ª Grande Guerra sobre seus projetos de governo. A resposta não poderia ser outra fora da reconstrução física e política de cada um dos países vitimados, ora bolas!

No campo de combate brasileiro, a situação é a mesma. Sofremos uma hemorragia financeira sem precedentes por causa dos ideais da megalomania bolivariana do lulopetismo (URSAL- União das Repúblicas Socialistas da América Latina). As consequências foram o sucateamento da nossa infraestrutura e nosso isolamento dos eixos diplomáticos mundiais. O Projeto de Governo do Jair Bolsonaro não pode ser outro: tem que passar pela reconstrução da nossa infraestrutura e pela reafirmação da nossa vocação no cenário mundial.

Nosso novo Presidente tem a “sorte” de estar segundado pelo General Hamilton Mourão, o militar de maior reconhecimento na caserna. É o seu maior trunfo para conseguir a reconstrução física do País, pois é difícil não lembrar do “ACE – Army Corps of Engineers” dos Estados Unidos, que constrói e mantém a infraestrutura americana e se ocupa de garantir aos profissionais envolvidos os meios para treinar, trabalhar e viver. Lá como cá, o exército está treinado para encarar os problemas mais complexos da engenharia e da logística.

O trágico desmonte da indústria nacional da construção de grandes obras locupletada pelo lulopetismo não deixa alternativa. A solução rápida para os nossos problemas físicos passa pela batuta do exército brasileiro, que não pode cometer o mesmo erro do governo anterior de confundir polícia com exército. Cada macaco no seu galho: enquanto a Polícia Militar serve como proteção do cidadão, as Forças Armadas zelam pela defesa da Pátria.

As perspectivas são animadoras, pois os militares estão dando provas de grande maturidade e prudência (desculpe pela redundância). “A Intervenção Militar pelo voto venceu…” (J.Serrão); conseguiu parar a desconstrução do Brasil pela via democrática.

Se o ACE americano surgiu pela mão de um rei francês, Luis XVI, por que um ACE brasileiro não poderia surgir com a ajuda de um presidente americano, Donald Trump, ávido por nos estender a mão? Afinal, o gigante acordou! Pode negociar com seus iguais no tôpo do mundo!

Precisamos sim resgatar rapidamente a nossa capacidade logística, mas não sem o resgate concomitante da nossa honra perdida no pesadelo lulopetista. Mas sem arrependimentos, por favor. Vamos encarar como lição que tivemos que aprender para saber o que não queremos. Não queremos mais os conchavos nas sombras do Poder, do ‘toma-lá-dá-cá”. Não queremos mais a “socialização dos prejuízos” para financiar projetos internacionais de poder.

Na vitória avassaladora do voto democrático, a população brasileira mostrou ser pela remoralização dos costumes, porque entendeu que a moral e a ética sempre foram e vão continuar sendo o fio-condutor da civilidade. Entendeu que o significado da palavra “tolerância” foi usurpado para ser só um eufemismo para permitir o desrespeito entre as pessoas, costumes e instituições. Virou cavalo-de-troia que dissimula o globalismo selvagem; promove a majestosidade do capital mundial enquanto dissolve as culturas nacionais.

Foi preciso tudo isso para começarmos a fazer do limão uma limonada. Terá valido a pena se agora passarmos a exaltar o Brasil como potência central. Se passarmos a desconstruir a imagem do Brasil como país subsidiário na sustentação do plano globalista do interesse do capital financeiro mundial. Se passarmos a recuperar a diplomacia brasileira como caixa de ressonância da nossa pujança e liderança.

Chegou a hora de “revestir” o Itamarati como promotor dos interesses do Brasil; de transformar o “pires-de-pedinte” na imposição de quem pode ostentar riqueza natural, importância geopolítica, potencial de crescimento e, sobretudo, convicção de nacionalidade. O Brasil é essencial para o Mundo! É o grande parceiro que todos querem ter para garantir comida para as suas populações, os insumos para as suas indústrias e o mercado para as suas economias. Sem falar da simpatia de poder ostentar a aproximação com um povo invejável por sua incomparável alegria e diversidade.

É hora de reafirmar a nossa nacionalidade no Além-Mar. Cada Embaixada do Brasil no exterior, reduzida a “casas de verão” de parasitas da “Nova República”, tem que substituir seus porta-vozes intimidados pela propaganda dos “donos” do poder mundial e pelo seu próprio complexo de “vira-latas” que os impede ao bom protagonismo nos salões da diplomacia. As Embaixadas, alinhadas ao Projeto de Nação da administração Bolsonaro, vão recolocar o Brasil na vanguarda da história do Mundo, de onde nunca deveria ter saído.

O novo líder do Brasil, Jair Bolsonaro, já nos avisou que vai quebrar paradigmas; que o Brasil precisa de renovação. Mas agora falta lembrar que renovar não é escolher entre privatizar ou estatizar. Nem escolher entre esquerda ou direita que dividem os brasileiros. Nem decidir se a máquina do Estado deve grande ou pequena. Renovar, nessa hora, é redefinir valores e princípios que resistam à passagem do tempo, que garantam a prioridade de proteger o Cidadão como a célula da Nação, sem restringirem a liberdade de um e de outro.

A ordem do dia é avisar aos Quatro Cantos do Mundo que nesta nova etapa da vida brasileira vamos quebrar os paradigmas do círculo-vicioso da miséria. A esquerda cleptocrata perdeu as eleições porque insistiu no paradigma baseado na utilidade da miséria. Diferente do que ela acredita, nós sabemos que a miséria não serve para unir as pessoas, só a prosperidade geral.

Viva o futuro do Brasil!

Fabio Chazyn é Empresário.

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