domingo, 7 de outubro de 2018

Que a totalização dos votos nos seja leve




“Um povo que elege corruptos políticos, impostores e traidores não é vítima. É cumplice”. (George Orwell)

Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net

O Brasil vai rachado, polarizado, dividido para a dedada nas urnas eletrônicas "com mais de 30 camadas de segurança". Neste domingo, por volta das 20h, conheceremos quem vencerá a eleição presidencial e se haverá ou não segundo turno. Haja emoção para 13 candidatos à Presidência da República e para outros 28.216 que disputam o Senado, a Câmara Federal e as assembléias legislativas. Cerca de 500 mil brasileiros que moram no exterior já votam desde 16h de sábado. Ao vencedor, as batatas quentíssimas.

Não importa quem vença, a previsão é de radicalização ideológica nos próximos quatro anos. A maioria dos 147 milhões de eleitores brasileiros deseja mudanças – embora não consiga defini-las claramente. O principal desejo tem tudo para ser frustrado. O combate à corrupção sistêmica será difícil. O Mecanismo do Crime Institucionalizado fará o diabo para que nada mude. A máquina pública aparelhada dificultará qualquer processo de mudança estrutural. Eis a nossa tragédia.

A melhora na Segurança Pública é outro ponto que pode render gigantesca frustração ao eleitorado. O fracasso é garantido, se não houver uma mudança na legislação que permita uma repressão mais forte aos criminosos. Além disso, não adianta reprimir o Crime sem cortar suas fontes de financiamento. Não há previsão de que tal “milagre” aconteça no curto prazo. O esquema criminoso é camaleônico e segue pronto para se reinventar. Sonhar é bacana. Mas, realisticamente, a tendência é a manutenção do pesadelo. O Crime Institucionalizado é hegemônico.

A renovação política será pequena. É grande a chance de o eleitor trocar seis por meia dúzia. A compra invisível de votos será gigantesca na eleição 2018. A corrupção “patrocina” candidatos na calada da urna. O financiamento ilegal de campanha – que não será flagrado pela tal “Justiça Eleitoral” – elegerá e reelegerá os candidatos que interessam ao esquema criminoso. Muito dinheiro “roubado” nos últimos anos já retornou, disfarçado de “investimentos”, ao Brasil, para ser usado como for conveniente.

O Capimunismo tupiniquim não tem previsão de extinção. O Estado segue fortíssimo, inchado, gastador e ineficiente. O sistema fará de tudo para abduzir o próximo Presidente e seus principais assessores, principalmente os da área econômica. O maior desafio do novo titular do Palácio do Planalto é a pacificação do Brasil. A missão será complicada se não houver colaboração do Legislativo, e se a máquina do Judiciário (incluindo o Ministério Público) não funcionar Direito (com ou sem trocadilho).

Restará ao cidadão usar as redes sociais e os poucos canais institucionais disponíveis para pressionar e fiscalizar o setor público. O problema é que o Crime também pode usar esse mesmo canal para atuar. Enquanto isso, os bandidos e incompetentes na máquina estatal fazem o que bem desejam. Por isso, não adiante acreditar, ingenuamente, que o Presidencialismo de Coalisão não continuará em ritmo permanente de Colisão, sem resolver tantos problemas.

Jair Bolsonaro figura como favorito a vencer a eleição. As inconfiáveis pesquisas garantem que isto não acontece no primeiro turno. Bolsonaro promete enfrentar e vencer o “Sistema”. O problema é que o espectro do PT continuará assombrando o País, mesmo depois da eleição, com o projeto claro de radicalizar para transformar o Brasil, no mínimo, em uma Venezuela envergonhada. Por isso, estamos em ritmo de “Jair ou Já Era”...

A previsão do imortal Machado de Assis segue com toda razão: Ao vencedor, as batatas (quentíssimas)... E vamos nos preparar para a inevitável guerra pela mudança Política, Fiscal, Tributária e muito mais... Parafraseando e parodiando Machadão novamente, "Que a totalização dos votos nos seja leve"...

Releia o artigo de sábado: Falsificar Democracia contra Bolsonaro é burrice




Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
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© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 7 de Outubro de 2018.

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