sexta-feira, 30 de novembro de 2018

Supremo merece Indulto por indecisão?


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Cada vez fica mais forte a impressão (na verdade, uma quase evidência) de que o Supremo Tribunal Federal será um grande obstáculo reacionário contra as reformas, mudanças estruturais e medidas duras que o Governo de Jair Bolsonaro e Antônio Mourão terá de tomar, principalmente na Segurança Pública e no combate à corrupção sistêmica. O STF rachado sobre a polêmica do Indulto Presidencial, dando dribles retóricos e jurídicos para nada decidir, é um sinal de que a situação institucional continuará esquisita a partir de 2019.

É institucionalmente gravíssimo um Decreto Presidencial que perdoará  condenados por corrupção depois de cumprirem apenas 20% da pena. Pior ainda: pelo menos metade dos componentes do STF concorda com a medida. A maioria apertada entende que o Presidente da República tem plenos poderes para conceder indulto a quem quer que seja e em qualquer circunstância. Foi muito esquisita a decisão suspensa do STF sobre o Indulto de Natal. Na prática, o STF resolveu não impor limites ao chefe do Poder Executivo na hora de conceder “perdões”.

Uma decisão final sobre o assunto não tem data para acontecer. A decisão do mérito ficou postergada, provavelmente para o ano que vem. O julgamento foi interrompido, formalmente, por um pedido de vista do ministro Luiz Fux. O Indulto Natalino de Temer, em 2017, concedeu perdão judicial a criminosos que tivessem cumprido um quinto da pena em qualquer caso de crime praticado sem violência. Circula nos bastidores do Judiciário e do Palácio do Planalto que o Indulto de 2018 não deve estender benefícios para criminosos do colarinho branco.

O Presidente eleito Jair Bolsonaro já avisou que, nos quatro anos de governo dele, não serão concedidos indultos para reduzir o cumprimento de penas. Nada custa lembrar que Bolsonaro terá plenos poderes até para revogar um indulto – conforme indicou ontem a tendência de votação dos ministros, pregando que o Presidente da República é o único responsável pela concessão dos perdões judiciais. Seis ministros já apresentaram votos defendendo a prerrogativa exclusiva do Presidente em estabelecer os parâmetros do perdão judicial a condenados.

Enquanto isso, já está na programação do STF mais um julgamento polêmico. Presidida por Ricardo Lewandowski, a segunda turma decidirá, na próxima terça-feira, o pedido de habeas corpus em favor do ilustre condenado Luiz Inácio Lula da Silva. O Presodentro depende de maioria absoluta para ganhar liberdade. Além de Lewandowski, votam Cármen Lúcia, Luiz Edson Fachin, Gilmar Mendes e Celso de Mello. Yudo indica que Lula não seja libertado.

Aliás, segue a pergunta que não quer calar: Quando o condenado Lula será transferido para um presídio comum, deixando de desfrutar da prisão privilegiada na confortável sala improvisada da Superintendência da Polícia Federal em Curitiba?  



Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 30 de Novembro de 2018.

Pezão no Bundão



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Um homem moço, casado há pouco tempo, foi largado pela mulher.

Amigo idiota e inconveniente, perguntou por que ele não saia mais com a esposa nos encontros da turma. O invadido em sua privacidade, respondeu:

"Minha mulher e eu fizemos uma “joint venture”; ela entrou com o pé e eu com a bunda.”

No rio de nojeira a coisa está ruça. Muito peixe gordo vestindo a carapuça.

Enquanto isso, no planalto, os “deuses” discutem o sexo dos anjos.

Se os “decaídos” perdem ou não, parte de suas asas da imaginação.

Pantomima furreca de uma trupe prestes a levar a breca.

A gentil Dona Onça (de saber dos malfeitos) está careca.

Um dia irromperá na, da bandidagem, Meca.

Vários dos saltimbancos descerão dos tamancos, por “bem” ou aos trancos e barrancos.

Acresce a sua empáfia, o apoio da máfia do verdadeiro inimigo que vive em Albion, mas separaremos o joio do trigo, de modo pós-moderno ou antigo.

Se a estabilidade institucional se abala, será garantida à bala.

As vedetes serão manchetes nos pasquins mais chinfrins e nas redes sociais, pois tanta desfaçatez ninguém aguenta mais.

Depenatio generalis!

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Como combater a dificuldade de aprender matemática


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por João Vinhosa

A dificuldade de aprender Matemática é um mal que atormenta milhões de brasileiros, entre os quais se destacam os seguintes grupos: adultos que gostariam de voltar a estudar, mas não o fazem para não ter que enfrentar a temida Matemática; estudantes que tiveram acesso ao nível universitário, porém não conseguem acompanhar o curso por terem deficiências em partes elementares da matéria; e jovens que se encontram cursando o ensino fundamental com fraco aproveitamento devido à má-formação na disciplina.

Tal dificuldade decorre, principalmente, da interligação existente entre as diversas partes da matéria. Isto, porque, devido à citada interligação, para que se entenda um determinado assunto de Matemática, é necessário o conhecimento de vários outros assuntos a ele relacionados. Em consequência, se o aluno não souber certa parte da matéria, ele não conseguirá aprender os assuntos que dela dependem. E o fracasso no aprendizado cria um campo fértil para o desenvolvimento do chamado “Trauma de Matemática” – dano psicológico que torna a pessoa convencida de sua incapacidade de compreender a matéria, provocando o seu bloqueio mental e impossibilitando-o de entender os assuntos tratados.

Como exemplo da influência da interligação entre as partes da Matemática, pode ser citado que é impossível entender equação de segundo grau sem ter conhecimento de raiz quadrada, que, por sua vez, depende da compreensão de potências. Além disso, a interligação também existe entre os diversos níveis de uma mesma parte da matéria. Afinal, uma pessoa nunca entenderá que “dois terços é maior que cinco nonos”, se ela não dominar os conceitos fundamentais de frações ordinárias.

Diante deste catastrófico cenário, das duas, uma: ou o Brasil passa a combater de maneira sistemática o “Trauma de Matemática”, ou o País fracassará em sua tentativa de melhorar seu baixíssimo nível de ensino. Em outras palavras: se não forem adotadas corretas medidas, o País fracassará em sua tentativa de diminuir a enorme dívida social que tem com aqueles que não aprenderam os assuntos quando os mesmos lhes foram apresentados na escola.

Considerando que nenhum professor consegue ensinar a matéria a um aluno que sofre de bloqueio mental, fica visto que o vilão a ser combatido é o “Trauma de Matemática”. Portanto, a questão passa a ser: como combater o “Trauma de Matemática”?

Ora, para combater o “Trauma de Matemática”, antes de tudo, é absolutamente indispensável convencer a pessoa traumatizada que ela pode entender Matemática. A partir daí, ela fica motivada. E a motivação traz o sucesso, que, por sua vez, provoca mais motivação, e, em consequência, mais sucesso, formando, assim, um autêntico círculo virtuoso que aniquila o “Trauma de Matemática”.

Até aqui tudo bem. Mas como convencer a pessoa traumatizada que ela pode entender Matemática? 

A única resposta para esta questão é: uma pessoa traumatizada só se convencerá que é capaz de aprender Matemática quando compreender perfeitamente a resolução de um problema que julgava ser de difícil entendimento. E, para que isto aconteça, o professor deverá se colocar ao nível do aluno, e vir raciocinando junto com ele até chegar ao ponto desejado.

A propósito, para se constatar o resultado obtido quando o professor se dispõe a raciocinar junto com o aluno, basta ver o vídeo disponível no endereço https://youtu.be/U-2r-aLtRKc. Em tal vídeo, em menos de quinze minutos, uma pessoa que só domina as quatro operações (soma, subtração, multiplicação e divisão) é levada a compreender perfeitamente a resolução do seguinte problema: “Calcular dois números que somados dão 50, sabendo que o triplo do primeiro número menos o segundo número dá para resultado 10”.

E, conforme pode ser visto no vídeo indicado, depois de o aluno entender todos os detalhes da resolução do problema, dentro dos mesmos quinze minutos, foi-lhe informado que ele acabou de ser apresentado à Álgebra, parte da Matemática composta de incógnitas e equações – nomes que o teriam apavorado, se não tivessem sido adequadamente apresentados.

Logicamente, o professor que se dispõe a raciocinar junto com o aluno, além de considerar que é impossível uma pessoa entender determinada parte da Matemática sem dominar os pré-requisitos necessários a tal entendimento, deve considerar, também, que aqueles que se julgam incapazes de entender a matéria ficam, invariavelmente, impacientes. Logo, é de todo necessário que a atenção do aluno seja captada de maneira rápida e eficiente.

Mais: para que a atenção do aluno seja captada, é da maior importância que ele seja colocado a raciocinar o quanto antes. Assim sendo, a ordem de apresentação da matéria é da maior importância; ela tem que ser tal que o aluno seja desafiado a pensar logo nos primeiros minutos da aula. Na realidade, a coisa funciona como quando se quer ensinar uma pessoa a jogar futebol: nada de perder muito tempo ensinando as regras do jogo, pois isto seria extremamente contraproducente; a pessoa deve aprender a jogar, jogando. Só assim o aprendizado fica mais agradável.

Relativamente à ordem de apresentação da matéria, para convencer a pessoa traumatizada que ela pode entender Matemática, julgo conveniente que sejam feitos, prioritariamente, esforços no sentido de o aluno dominar o Raciocínio Algébrico. Esta ordem se justifica não só porque ela possibilita que o aluno seja imediatamente desafiado a raciocinar, mas também porque é impossível o aluno adquirir conhecimentos mais avançados de Matemática se ele não souber equacionar um problema e resolver as correspondentes equações.

Nesta altura, torna-se válido salientar a diferença entre a Matemática e outras disciplinas. Para tanto, basta reparar que, na Matemática, é impossível o aluno adquirir conhecimentos mais avançados se ele não souber equacionar um problema e resolver as correspondentes equações. Já na História, pode-se conhecer tudo da Segunda Guerra Mundial e nada da Primeira, e na Geografia, pode-se ter profundos conhecimentos sobre a Ásia e desconhecer totalmente a Europa.

Conforme se depreende da argumentação acima apresentada, o combate à dificuldade de aprender Matemática tem que ser feito na base do entendimento da matéria. Contudo, devo confessar que não abro mão de uma ferramenta que não é baseada no raciocínio, e sim na memorização: a tabuada, atualmente ridicularizada por muitos professores. Na realidade, não dá para acreditar que possam acompanhar aulas de Matemática, alunos que não sejam capazes de fazer mentalmente pequenas contas, como o produto “8 vezes 5”.  

Finalizando, por contrariar tudo aquilo que é pregado no presente texto, recomendo a leitura do artigo “A falência do ensino da Matemática”, no qual fiz forte crítica ao único livro distribuído pelo MEC que analisei. É o seguinte o endereço de citado artigo:


João Batista Pereira Vinhosa, engenheiro civil, foi professor universitário de Matemática e Raciocínio Lógico nos cursos de engenharia, matemática e sistema de informações. Especializou- se no ensino da Matemática Básica, por entender ser esta a área na qual poderá dar maior contribuição à debilitada Educação brasileira. Contato:  joaobatistavinhosa@gmail.com

quinta-feira, 29 de novembro de 2018

Projeto de Nação



Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

O Presidente eleito Jair Bolsonaro produziu mais uma boa notícia em seu estilo de comunicação da transição via twitter. O futuro governo federal vai estreitar relações com os EUA, principalmente econômicas e militares, para que o Brasil deslanche seu pleno crescimento e desenvolvimento.

Bolsonaro escreveu: “Hoje pela manhã, tive uma muito producente e grata reunião com o Conselheiro de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton. Estive acompanhado de nosso futuro Ministro da Defesa (General Fernando), Relações Exteriores (Ernesto Araújo) e com o Chefe do Gabinete de Segurança Institucional (General Heleno)”.

Bolsonaro acrescentou: “John Bolton, para quem não sabe, é nada mais nada menos do que o principal conselheiro de política estratégica do presidente dos Estados Unidos, Donald J. Trump.  Muito breve, teremos ótimas novidades para o novo projeto de nação do Brasil”.

Releia a primeira edição: Cenários para Bolsonaro e a esquerda


Leia, também, o artigo de Antônio José Ribas Paiva:  Futurologia


Saudações Lusitanas


Portugueses produziram um outdoor, bem no centro de Lisboa, valorizando a vitória de Jair Bolsonaro e pedindo algo parecido para Portugal...

Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2018.

Futurologia


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Antônio José Ribas Paiva

Durante 33 anos de ditadura comunista, no Brasil, nós, o povo, e Jair Bolsonaro, na Câmara, resistimos aos crimes desse regime demoníaco!
Pela graça de Deus vencemos!!!

Nos idos de 2002, corria a campanha presidencial, e um diplomata americano me perguntou : o que seria melhor para o Brasil? Lula ou Serra?

Respondi-lhe: Nenhum dos dois!

O diplomata pareceu-me aturdido e expliquei-lhe: 

No Regime do Crime Organizado não existem inocentes! Todos participam do crime ou se omitem. O que dá no mesmo.

O interlocutor reperguntou: Qual a solução? 

Afirmei-lhe: Apenas a INTERVENÇÃO CONSTITUCIONAL poderá implantar as REFORMAS INSTITUCIONAIS  necessárias, para a estabilidade política e o desenvolvimento econômico.

Dezesseis anos depois e milhões de brasileiros assassinados e trilhões de reais roubados, do tesouro público e de empresas públicas, estamos assistindo às primeiras e já tardias prisões.

Ora, prender criminosos  é necessário, mas não resolve o problema estrutural da política brasileira, tanto que inúmeros e famosos corruptos foram reeleitos. A contaminação da coisa pública permanece. 

O presidente eleito precisará aprimorar as instituições, e afastar os criminosos, dos Três Poderes, para garantir o futuro do Brasil. 
DEMOCRACIA JÁ!!!

Antônio José Ribas Paiva, Jurista, é Presidente do Nacional Club.

Cenários para Bolsonaro e a esquerda


Edição do Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Jorge Serrão - serrao@alertatotal.net
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Não tem magia, nem futurologia, mas sim uma certeza gerada pelo ultimado dado pelo eleitorado na eleição. O Governo de Jair Bolsonaro & Antônio Mourão não pode errar, nem na economia, nem na prevenção e combate à corrupção e muito menos no enfrentamento à estrutura do Crime Institucionalizado. Tem de avançar nas reformas e nas mudanças estruturais. Do contrário, a esquerda retorna ao poder para não sair tão cedo.

Uma das mais conscientes e profissionais análises de cenário feitas até agora, que merece uma atenção especial de Bolsonaro e Mourão, tem a assinatura do economista Reinaldo Gonçalves. O Professor Titular do Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro escreveu o artigo Governo Bolsonaro, Brasil 2019-22: Cenários (Versão 8/11/2018). O texto chama atenção, sobretudo, para o desafio liberal:     

“O Governo Bolsonaro defronta-se com um adversário interno (ortodoxia econômica liberal) e um inimigo externo (a oposição “faca nos dentes”). As questões centrais para o futuro são: como o Governo Bolsonaro enfrentará os 70-year-old Chicago boys da sua equipe econômica? Bolsonaro irá domesticá-los ou, simplesmente, exonerá-los? Bolsonaro permitirá que eles cometam erros estratégicos e erros trágicos?”.

Reinaldo Gonçalves lança outra provocação: “E quanto à oposição faca nos dentes e seu atrator estranho (Lula)? Bolsonaro irá tratá-los como adversários equilibrados e responsáveis (focados no futuro do país) ou inimigos temerários e vingativos (focados nos seus próprios interesses)? O futuro do Governo Bolsonaro depende das respostas a essas perguntas. E o futuro do Brasil depende da conduta e do desempenho do Governo Bolsonaro, mas isso é tema para outro trabalho (macrocenários nacionais)”.

O economista adverte que seu estudo tem uma hipótese básica: “a aplicação da matriz ortodoxa liberal, na atual situação brasileira, tem enorme risco de fracasso. A matriz ortodoxa pode ser, mais que um erro estratégico, um erro trágico. Essa hipótese decorre de dois fatos. O primeiro é que a ortodoxia envolve políticas e reformas com significativo impacto negativo, no curto prazo, sobre renda, emprego, serviços públicos, expectativas etc. O segundo fato é que a situação brasileira atual é particularmente grave tendo em vista o acúmulo de desequilíbrios que provocam: esgarçamento do tecido social; fratura na economia; tensão na política; degradação das instituições; e volatilidade de expectativas”.

Reinaldo Gonçalves chama atenção para o erro imperdoável da esquerda no uso do epíteto “fascista” para uma força política heterogênea e majoritária (58 milhões de votos nas eleições presidenciais de 2018). O economista entende que tal erro expressa uma combinação, não necessariamente linear, de idiotia, ignomínia e beligerância. Reinaldo Gonçalves acredita na hipótese de que essa conduta continuará durante o Governo Bolsonaro e implicará poder desestabilizador da oposição:

“Toda a narrativa filosófica e política refletida no Plano de Governo e nos posicionamentos de Bolsonaro remete à família (conjunto de indivíduos) e ao Cristianismo (Deus acima de todos!). Na realidade, é provável que o denominador comum da onda bolsonarista não seja o anticomunismo, o conservadorismo, o liberalismo, o individualismo e o cristianismo e, sim, o pró-renda, o pró-emprego, o antiviolência, o anticorrupção, o antipetismo e o antilulismo. Se de um lado, essas forças talvez sejam, na sua maioria, anticomunistas; de outro, elas talvez sejam majoritariamente conservadoras, liberais e democráticas”.

Reinaldo Gonçalves prevê um fenômeno, partindo de uma ressalva: “Evidentemente, há diferenças político-ideológicas entre as forças no governo e as forças na oposição. Entretanto, há questões objetivas referenciadas a indivíduos e grupos de interesses: poder e riqueza. Os processos do Mensalão e do Petrolão, bem como o impedimento da Dilma Rousseff e a derrota para Bolsonaro, implicaram grandes perdas para partidos, organizações e indivíduos”.

O economista acrescenta: “Nos últimos anos, o Partido dos Trabalhadores, protagonista da política brasileira a partir de 2003, sofreu perdas significativas que vão da redução das bancadas parlamentares ao afastamento de boa parte da sua liderança política. E, ademais, personagens políticos importantes viraram réus, apenados ou presidiários. Os casos de José Dirceu, Antônio Palocci e Lula são reveladores da situação de fragilização e, até mesmo, desespero de políticos que, até recentemente, estavam entre os mais poderosos e influentes do País”.

Gonçalves explica as vaciladas da esquerda: “Ao longo dos anos, as perdas acumuladas pela oposição (PT e seus partidos satélites, organizações e indivíduos) causaram condutas marcadas por idiotia e ignomínia. É o caso do Mensalão já no início do Governo Lula em 2003 em que as narrativas do “nada sabia” e do “caixa dois” são, ao fim e ao cabo, crimes de corrupção e formação de quadrilha. Os protestos populares de meados de 2013 são repercutidos pela atual oposição como uma questão de “demandas ampliadas”; e não como uma reação ao profundo descontentamento com o funcionamento de uma democracia de baixa qualidade e de uma república anã apequenadas a partir de 2003 com a corrupção epidêmica e resultados insatisfatórios. O impedimento de Rousseff em 2016 é ecoado como “golpe parlamentar”; e não como um evento previsível com múltiplas causas. O “fora Temer” (2016-18) não consegue disfarçar a sede de vingança daqueles marcados pela traição, perda, cumplicidade e culpa.

Reinaldo Gonçalves observa que, na visão da esquerda, o Petrolão e a Operação Lava Jato são vistos como uma conspiração entre agentes externos (CIA) e agentes internos (MPF, Judiciário, Polícia Federal etc.), e não como uma reação natural de agentes públicos ao patrimonialismo, à lavagem de dinheiro, ao enriquecimento ilícito, à formação de quadrilhas e à corrupção em larga escala, como nunca antes na história do País. E mais, o processo judicial de Lula em 2017-18 é vociferado como “perseguição judicial”; e não como uma ação penal repleta de evidências que seguiu fielmente todos os ritos processuais”.

Reinaldo Gonçalves toca no ponto focal: “A imbecilidade esférica na oposição manifesta-se quando a Operação Lava Jato é vista como consequência da “luta de classes” em que agentes públicos do Judiciário e do MPF (“assalariados ricos” da classe média alta) atuam para derrubar um governo de bases populares que representava os pobres e a classe trabalhadora! E, por fim, o “Lula livre” pós 7 de abril de 2018 (data da prisão de Lula) é, na melhor das hipóteses, a expressão do antirrepublicanismo e da antiética”.

Gonçalves ressalva que a esquerda tinha mais razões que a direita para ser a favor do impedimento de Rousseff e da punição de Lula a partir de 2015: “Em 2018 o Lula livre foi, certamente, um erro estratégico da campanha presidencial do PT e seus partidos-satélites já que há anos acumula-se forte rejeição ao expresidente e à corrupção. Se a maior parte da esquerda tivesse se posicionado firmemente a favor do impedimento de Dilma e da prisão de Lula, na eleição de 2018 a narrativa antiesquerda corrupta dos candidatos da direita teria menor potência. Pelo menos desde 2015 a esquerda poderia ter construído uma coalização com novas propostas, novas lideranças e novo referencial ético. Subordinados a Lula (que continua controlando a Tesouraria do PT), a maior parte da esquerda errou, errou de novo e errou pior”!

Reinaldo Gonçalves faz outra advertência relevante: “Da mesma forma que no resto do mundo, o discurso (nada inteligente) contra o populismo de direita constrói um enquadramento político binário do nós contra eles, dos bons contra os maus. Portanto faz-se a dicotomia entre “os bons democratas que defendem os valores universais da democracia liberal e a extrema direta malvada, racista e xenofóbica, que deve ser erradicada” (Moufe, 2005, p. 58). O resultado é evidente: adversários são transformados em inimigos, perde-se o sentido da realidade e inicia-se a marcha da insensatez. Há o acirramento das tensões sociais e do conflito político que atingem níveis críticos e, em consequência, os extremismos são propagados e a democracia comprometida”.

O pesquisador da UFRJ ressalta que a experiência brasileira recente, particularmente durante o processo político-eleitoral em 2018, enquadra-se nessa situação de antagonismo comprometedor da democracia já que cresce a oposição faca nos dentes: “A influência de alguns dos problemas enfrentados pelos países desenvolvidos tem, no caso do Brasil, os agravantes do patrimonialismo, da violência e da corrupção epidêmicos. O populismo de direita de Bolsonaro passa por cima de partidos, mobiliza paixões e cria identificações. O populismo brasileiro é o discurso sobre família, pátria e Deus, e também é a crítica, a condenação e a identificação dos mentirosos, canalhas e corruptos. No século XXI o sucesso do populismo de direita brasileiro reflete o confronto frontal das suas lideranças com o pacto entre a plutocracia, a cleptocracia e a canalhocracia”.

Reinaldo Gonçalves aponta Lula como um fator agravante no quadro de incertezas críticas tendo em vista a atração, a influência e o controle que exerce sobre a maior parte das forças da esquerda: “Entretanto, o poder de Lula tende a diminuir na medida em que avança seu tempo na prisão. E, em algum momento no futuro, Lula provocará repulsa na maior parte da esquerda e o Lulismo será somente objeto de adoração dos fundamentalistas enterrados na idiotia e na ignomínia. Lula completou 73 anos na véspera das eleições presidenciais de 2018”.

O economista da UFRJ sinaliza para um processo de fragilização evidente e crescente desse personagem da política brasileira com nas esferas jurídica, moral, física, mental e política: “Entretanto, Lula é um adversário temerário já que não tem muito a perder. Lula pode ter interesses objetivos e subjetivos na estratégia de brinkmanship. Isto é, a conduta da oposição com a “faca nos dentes” tem como foco a imposição de perdas ao adversário transformado em inimigo visceral (Governo Bolsonaro). Em consequência, é provável que a potência desestabilizadora da oposição (mais uma vez, liderada por Lula) implique insensatez, irracionalidade e estupidez”.

Reinaldo Gonçalves observa que, com o avanço das políticas assistencialistas do Governo Bolsonaro (programa de renda mínima etc.) é provável que, nas eleições futuras, haja forte redução dos votos em eventuais candidatos do PT (ou de uma coalizão de esquerda) liderados por Lula (se ele ainda estiver na arena política brasileira). Isso deve ocorrer, principalmente, nas regiões Norte e Nordeste. Ademais, se a esquerda continuar atrelada ao Lulismo ela acelerará seu processo de degenerescência e, provavelmente, entrará em trajetória de encolhimento já que perderá apoio popular, em geral, e no campo progressista, em particular. E, por outro lado, se o Governo Bolsonaro abandonar a ortodoxia da econômica liberal, gerar ganhos econômicos (mesmo que moderados), ampliar as políticas assistencialistas e reduzir a violência e a corrupção, ele será capaz de corroer definitiva e rapidamente as bases do Lulismo”.

Reinaldo Gonçalves descreve um fenômeno que precisa ser encarado seriamente pela situação e pela oposição: “O fato que 58 milhões de brasileiros votaram em Bolsonaro é a evidência empírica conclusiva de que grande parte da sociedade anseia por proteção, rejeita o pacto, abomina o Lulismo e condena Lula”.

Em resumo: Se Bolsonaro acertar na economia – e as possibilidades são excelentes -, a esquerda burra pode estar com seus dias contados no Brasil... Que dádiva!

Agendona Militar

O presidente eleito se reúne às 7h com o chefe do Conselho de Segurança Nacional dos Estados Unidos, John Bolton.

Às 10 horas, ele participa da formatura da Escola de Aperfeiçoamento de Oficiais do Exército (EsAO).

Na sexta de manhã, Bolsonaro estará em Guaratinguetá (SP), para a formatura da Escola de Especialistas.

Depois ruma para Aparecida do Norte e, à noite, segue para Resende (RJ).

No sábado, o Presidente eleito confirma presença, às 10 horas, na formatura da Aman - Academia Militar das Agulhas Negras.

Futuro da Infraestrutura no Brasil

O Vice-Presidente eleito, Antônio Hamilton Mourão, participa nesta quinta-feira, às 11 horas, do primeiro da série Diálogos Infra.

O evento acontece no auditório do edifício sede da ANTT – Associação Nacional dos Transportes Terrestres, em Brasília.

Mourão apresentará as perspectivas sobre os rumos da infraestrutura no Brasil e responderá às perguntas da plateia.
A conversa aberta com Mourão é organizada pelo SINICON (Sindicato Nacional da Indústria da Construção Pesada – Infraestrutura), ANETRANS Associação Nacional das Empresas de Engenharia Consultiva de Infraestrutura de Transportes) e ANEOR (Associação Nacional das Empresas de Obras Rodoviárias.

Pezão engaiolado

O Governador do Rio de Janeiro, Luiz Fernando Pezão, foi preso hoje cedo pela Operação Lava Jato.

Pezão foi acordado pela Polícia Federal, cumprindo mandado para levá-lo para a cadeia.

Até o final do ano, tudo indica que a Lava Jato (que alguns pensavam moribunda) promova novas operações e prisões surpreendentes...

E o TRF-4 manteve a pena de prisão de José Dirceu em 8 anos e 10 meses na segunda condenação na Lava Jato, o que torna o companheiro um sério candidato a retornar a um presídio.

Por enquanto, Dirceu está solto, com tornozeleira eletrônica, por bênção do Supremo Tribunal Federal...


Vida que segue... Ave atque Vale! Fiquem com Deus. Nekan Adonai!

O Alerta Total tem a missão de praticar um Jornalismo Independente, analítico e provocador de novos valores humanos, pela análise política e estratégica, com conhecimento criativo, informação fidedigna e verdade objetiva. Jorge Serrão é Jornalista, Radialista, Publicitário e Professor. Editor-chefe do blog Alerta Total: www.alertatotal.net. Especialista em Política, Economia, Administração Pública e Assuntos Estratégicos. 
A transcrição ou copia dos textos publicados neste blog é livre. Em nome da ética democrática, solicitamos que a origem e a data original da publicação sejam identificadas. Nada custa um aviso sobre a livre publicação, para nosso simples conhecimento.

© Jorge Serrão. Edição do Blog Alerta Total de 29 de Novembro de 2018.

De Dia Réu, de Noite Réia



“País Canalha é o que não paga precatórios”

Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Maurício Mantiqueira

Nada digno de nota, tirante a chacota.

Como no jogo de cartas infantil chamado “Mico”, tentaremos encontrar o par de diversas palavras.

Ajudará a vencer o tédio.

O atual desgoverno tentará um derradeiro “coup de théâtre”?

"La mort des urubus”?

Transmutação de togado a tôcagado?

Do bambi à Meméia até onde irá a panacéia?

O cananeu viveu em Cananéia?

Pompeu morreu em Pompéia?

Ptolomeu casou-se com plebéia?

Filisteu era o par da palestina?

Os bancos “bonzinhos” contentar-se-ão com a mudança para Jurosalém?

O estagirita estará de novo bem na fita?

Perseu percebeu que se f....?

E a Medusa era um pouco obtusa?

Oh, indulto! O que você deixa tão oculto...

Por hoje é só. Me secam o bestunto e o gogó.

Carlos Maurício Mantiqueira é um livre pensador.

Esquerda e Lulismo: insensatez, irracionalidade e estupidez



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Reinaldo Gonçalves

O futuro da esquerda brasileira depende de uma mudança de abordagem. Não se trata de autocrítica, nem refundação, e, sim, de vôo da Fênix. A esquerda precisa incinerar seus cadáveres podres, jogar as cinzas aos ventos, definir uma ética na política e construir novas organizações, lideranças, propostas, alianças e bases.

O PT, o PSOL, o PCdoB e o PDT, suas práticas e lideranças, provocam repulsa não somente no campo do populismo de direita como também no campo progressista de direita e de esquerda. O PSB (Partido Socialista Brasileiro), por seu turno, está na centro-direita ou, na melhor das hipóteses, no centro do compasso político e, ademais, parece ter vocação para partido-satélite.

O PDT, ademais, degradou-se a tal ponto que lançou para candidato à presidência da República em 2018 uma figura que se autoproclama progressista ou atuante no campo da centro-esquerda. Porém, essa figura dramática está fortemente marcada por autoritarismo despudorado, violência repulsiva, oportunismo ignóbil, atraso atávico, demagogia rastaquera e vacuidade político-ideológica. Enfim, uma fraude perigosa. Isso evidencia, de forma conclusiva, o nível de degenerescência da esquerda brasileira!

No contexto do Lulismo, a adoção da estratégia da oposição “faca nos dentes” é evidenciada pela transformação de figurantes de terceira classe em coadjuvantes no processo político-eleitoral em 2018. Um figurante de centro aparece como cavalo de Tróia na corrida presidencial enquanto figurantes da esquerda (retórica) radical são projetados nacionalmente. Em troca de projeção (e expectativas de benefícios futuros), esses figurantes entregam fidelidade e desempenham o papel de cães de fila do Lulismo. Eles vociferam paralisação do país, invasão de imóvel domiciliar, indulto para condenado e quejandos.

Reinaldo Gonçalves é Professor Titular do Instituto de Economia, Universidade Federal do Rio de Janeiro. Esse texto é de total e exclusiva responsabilidade do autor e, portanto, não expressa qualquer posição das instituições às quais está vinculado. O texto baseia-se em informações e dados disponíveis até 30 de outubro de 2018. In Governo Bolsonaro, Brasil 2019-22: Cenários (Versão 8/11/2018)

Ensino Superior, Pesquisa, Tecnologia e o Futuro do Brasil



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Stavros Xanthopoylos
Membro do Comitê Executivo do
Movimento Avança Brasil

Qual é a efetiva missão do ensino superior de um país?

Gerar formação básica, especialização, educação continuada, pós-graduação, suscitar produção científica, pesquisa e trazer riqueza para a nação.

Quando olhamos para as universidades brasileiras em sua maioria públicas, sejam federais ou estaduais, vemos um ambiente sem visão e missão associadas aos objetivos mencionados acima, em grande parte delas. Basta entrarmos à página principal do sítio da maioria das nossas universidades, das mais renomadas às medianas, que veremos um conjunto de informações o qual se assemelha mais com uma página de partido político ou de organizações associadas a assuntos que nada têm a ver com ciência, conhecimento ou educação, mas aqueles que têm dividido a nossa sociedade neste escopo do marxismo cultural e doutrinação.

Claro, esses assuntos devem ser pauta de qualquer ambiente epistemológico, porém não podem ser foco dos ambientes que são responsáveis por formar os futuros profissionais, cientistas para gerarmos inovações, patentes e riqueza para o Brasil. Se acharem as afirmações acima fortes demais, comparem com qualquer sítio de universidades mundo afora dos países que se desenvolveram e os que compõem o grupo dos que estão se desenvolvendo de forma mais rápida que nós.

Temos desafios imensos em acelerar a formação de professores aptos a prepararem a geração para o século XXI, por exemplo, além de incrementar o número de formandos em carreiras técnicas em número suficiente e em escopo amplo para podermos explorar a potencialidade de recursos do nosso País.

Assim, é fundamental que se defina uma Política de Estado de Pesquisa, Ciência e Tecnologia e outra para Educação. Partindo dessas bases poderemos estender planos e ações integrados necessários para o desdobramento de projetos nas diversas áreas de exploração para a geração de inovações e soluções de problemas os quais são grandes desafios da nação. Desta forma daremos norte às atividades das universidades e pararemos de acender uma produção científica com pouco impacto e relevância, nacional e internacional, hoje, resumindo-se em publicação de artigos cuja quantidade é o referencial para estabelecer a qualidade das instituições educacionais.

Esse movimento será fundamental para mudarmos a estrutura de financiamento das nossas universidades, permitindo que os recursos atualmente destinados, em sua maioria, para pagamento de salários e gastos recorrentes, sejam oriundos de patentes geradas por iniciativas próprias ou por centros de pesquisa associados com a iniciativa privada, a exemplo, de projetos vistos nos países desenvolvidos e mais recentemente em países como a China, Coréia do Sul, Emirados Árabes, entre outros.

Com a nossa biodiversidade, condições naturais para geração de energias limpas, nossa riqueza mineral, nossa costa, solo, além de desafios de infraestrutura e de logística, por exemplo, não faltará escopo ou interesse de associação com as nossas universidades para desenvolvimento de tecnologia, produtos e soluções para os nossos desafios. Nossos principais exemplos são a Embrapa, a Petrobrás, a Embraer, entre outros milhares de atividades de pesquisa que operam milagres nas condições atuais, seja por falta de recursos ou por entraves ideológicos presentes no ambiente científico brasileiro.

Os recursos gerados com essas iniciativas liberarão orçamento do MEC para focar de forma mais efetiva em programas e diretrizes, alicerces da educação, que , quando melhorados, permitirão construir os pilares, o ensino básico, para sustentar o telhado, o ensino superior.

As IES privadas que representam mais de 85% das instituições de ensino superior com mais de 70% do alunado terão papel fundamental em continuar a formar professores, por exemplo, e em oferecer conteúdos aceleradores de competências para permitir o ingresso acelerado ou melhoria da condição dos profissionais. Novas configurações pedagógicas, fugindo dos blocos formativos, ou seja o paradigma dos diplomas terá que abrir espaço para o paradigma do saber, para o aluno do século XXI.

Assim, novas atividades de certificação de saberes prévios, educação aberta, cursos e conteúdos abertos, reconhecimento de saberes prévios farão parte das estratégias das instituições, pois o mundo do nosso aluno, nosso professor, nossa avaliação não está mais só, temos o cenário de qualquer aluno, qualquer conteúdo e qualquer professor, e como fica a certificação e o reconhecimento neste mundo do aterro sanitário da internet.

A provocação está feita... Mãos à obra!

Stavros Xantophoylos é Consultor em Educação. Membro da diretoria de relações internacionais da Associação Brasileira de Educação a Distância (Abed), já tendo ocupado o cargo de vice-presidente. Há 24 anos atua com Educação a Distância (EaD) para graduação e pós-graduação. Foi vice-diretor do Instituto de Desenvolvimento Educacional da Fundação Getúlio Vargas (FGV) e diretor executivo do FGV Online. Graduado e mestre em Engenharia de Produção pela Universidade de São Paulo (USP), possui também doutorado em Filosofia e Administração. É fundador e CEO da SPX Consultoria Educacional, especializada em soluções educacionais online. Foi eleito Personalidade Educacional de 2011, 2013 e 2014, título concedido pela Associação Brasileira de Educação, pela Associação Brasileira de Imprensa e pelo jornal Folha Dirigida.