terça-feira, 20 de novembro de 2018

A Pobreza das Populações



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Carlos Henrique Abrão e Laércio Laurelli

Séculos depois da clássica obra Riqueza das Nações, vamos hoje nos deparar com um mundo globalizado bem diferenciado com acentuados degraus entre concentração de riqueza e dispersão da miséria. Nota-se que a pobreza das populações aumentou gradualmente, sendo que mais de um bilhão de pessoas sobrevivem com um dólar, segundo dados oficiais da Organização das Naçoes Unidas.

Somente refugiados formam um contingente expressivo que se desloca por todos os cantos sem medo de arriscar as próprias vidas, por meio de mares e até de fronteiras com cercas elétricas e cães adestrados. A globalização chegou ao seu fim? Uma pergunta que não quer calar... Se as grandes fortunas se fizeram e são detidas em mãos de não mais do que mil grandes corporações, se tanto, além de poucas pessoas físicas, fato é que mais de metade do produto interno bruto no Brasil se concentra em não mais do que 25 pessoas e seus grupos econômicos.

Essa tremenda defasagem poderia sugerir um importo sobre grandes fortunas,uma zona livre para refugiados e até mesmo a criação de imposto visando essencial e definitivamente combater a miséria mundial como já pensado e não aprovado pelas Nações ricas. O que poderemos esperar doravante em termos de reclamos, do solapamento da classe média e de uma constante perda do poder aquisitivo,com bolsões de pessoas se deslocando interna e externamente,e a maior aglomeração possível em centros urbanos.

Definir um planejamento fica deveras incogitável, mas os líderes do G8 deverão propor alguma reforma e também o não menos importante G20 que se reunirá dentro em breve na Argentina. As Nações ricas tem o dever de colocar a mão na consciência e implodir o modelo que espalha desemprego, fome,miséria, desalento, desassossego e principalmente incerteza e inseguranças rumo ao futuro.

A criação de um imposto administrado pelas Nações Unidas, juntamente com a organização dos estados americanos e também entidades sociais, viria ao encontro do sentimento geral. Eis que vários Países da África encontram-se em total estado de abandono, a guerra interminável na Síria, e também diversos problemas na América Latina,em particular América Central.

A fim de se evitar rota de fuga, seria fundamental a criação de uma área destinada ao povo refugiado de livre circulação na qual se assegurasse mínimas condições de vida, e de um emprego,com empresas revestidas de benefícios e isenções fiscais que alí se dispusessem a instalar suas filiais,ou sucursais,e um programa mutirão para construção de casas e abrigos para a população carente.

Essa área livre administradas pelas 8 Nações mais ricas do planeta teria um investimento global inicial de um bilhão de dólares e com isso poderia incrementar a  vida de mais de 5 milhões de pessoas que procuram abrigos na Europa, e principalmente nos EUA, as Nações co participantes evitariam a imigração e cederiam terreno para que suas empresas projetassem plantas na grande zona que abrigasse refugiados do mundo todo.

Um plano ousado, arriscado mas que daria bons resultados migrando atividade rural,com serviços e indústria de base. Com isso as mortes nas fugas seriam drasticamente reduzidas, e as pessoas interessadas teriam acesso gratuito até o território demarcado para que ali viessem a habitar não apenas exclusivamente refugiados mas todos que desejassem investir e criar infraestrutura condizente com a população.

É lógico que a população não se deslocaria de imediato até que a infraestrutura logística fosse implantada. Uma carência de 18 meses, para criação de indústrias, comercio, serviços e construção civil, donde a controlada entrada de imigrantes daria um clima de aprendizado e a certeza de que a riqueza das Nações não alimenta a pobreza das populações mundo afora.

Carlos Henrique Abrão (ativa) e Laércio Laurelli (aposentado) são Desembargadores do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo.

Um comentário:

Anônimo disse...

Um imposto administrado pela ONU implantaria o Governo Mundial.