terça-feira, 6 de novembro de 2018

Eles e elas não querem



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Ernesto Caruso

O resultado das eleições deste ano, 2018, é emblemático no embate político entre os partidos de esquerda que digladiaram no pós regime militar, sem que algum candidato se apresentasse como de direita, exceção feita à candidatura Jair Bolsonaro.

Até esta oportunidade, os comentários, os debates, as opiniões entre os vários interlocutores, quer na imprensa de um modo geral, nas reuniões sociais e até no seio da família, nesta principalmente, as relações se mantinham estáveis, cada um votando nos candidatos que desejava, seja no Fernando Henrique, Collor, Lula, Serra, Dilma, Aécio. Ou para outros cargos, seja no diplomado, palhaço, cantor, pipoqueiro...

Prevalecia o voto no melhor ou no “menos pior” na circunstância e o ponto de vista pessoal. Vida que vai. Ninguém se indispunha dentro da família, nem ofendia direta ou indiretamente o parente, a generalizar xingamentos de idiota, insano, imoral para quem votou em “B” e não em “H”.

Interessante, que nas apreciações levadas ao público pelas emissoras de televisão após os resultados apresentados e, vitória do Bolsonaro, surjam apelos inusitados para pacificação entre amigos e familiares que ficaram magoados, digamos por insignificância comparável ao exagero da paulada ou tiro que mata o torcedor do clube que venceu o clube do assassino.

Minúcias vistas com lentes de aumento a fenderem relações e deixarem cicatrizes.

No caso da eleição, o único ferido mortalmente, mas que escapou por milagre da agressão do terrorista filiado a partido de extrema esquerda, foi Jair Bolsonaro. O outro candidato representava a esquerda e, muitíssimo pior, o exemplo crasso da corrupção encabeçada pelo encarcerado Lula da Silva.

Corrupção que sangrou a Nação em todas as frentes, cristalinamente, ao provocar o desemprego em massa, ao recrudescimento da violência, nunca vista, como os ataques e explosões a carros fortes, bancos e empresas de transporte de valores, Estados falidos que não pagam os seus servidores, fracassam no ensino público e deixam o cidadão mais carente morrer à míngua por falta de assistência médica.

No entanto, na visão dos comentaristas televisivos antes, durante e depois das eleições, eles e elas continuam a empregar o “ele não” por vias indiretas; agressões verbais aos atos mais simples do candidato vencedor. Eles e elas recitam o mesmo jargão alhures e augures.

A lembrar, que ao final da apuração e declaração de Bolsonaro eleito, ele e ela, velhos jornalistas da Globo News, se pronunciaram contra a oração de agradecimento pela fé que professam, iniciada pelo senador Magno Malta e seguida pelos presentes de mãos dadas. Mas, o que tem a oração feita contra o Estado, ser laico ou não? Será que vão criticar os jogadores que fazem o sinal da cruz ao entrarem em campo?

Ora, porque não se comenta o Estado totalitário comunista que perseguiu, prendeu, torturou, religiosos e seguidores da fé, para obedecer ao comando de que “a religião é o ópio do povo”? Porque pregam “tudo começa pelo respeito”? Respeito a quê? A que alunos de faculdade só possam colocar cartazes contra um dos candidatos?

Outro velho consultor político do telejornal da Cultura (ttps://www.youtube.com/watch?v=GBG-VTh2q50), aos 8:12, comentando e sorrindo, com aparente desdém, sobre a indicação de Marcos Pontes para o Ministério da Ciência e Tecnologia, refere que não sabe se ele, pelo fato de ter sido astronauta e seu passeio orbital, tem condições técnicas para assumir tal cargo.

Marcos Pontes é oficial da Aeronáutica, bacharel em administração pública pela Academia da Força Aérea, engenheiro formado pelo Instituto Tecnológico de Aeronáutica, piloto de avião de caça, com o curso de mestrado em engenharia de sistemas pela Naval Postgraduate School/USA, formado em astronauta no Johnson Space Center/USA.

O atual ministro dessa área é Giberto Kassab, economista, engenheiro civil. No governo anterior da Dilma Roussef, Celso Pansera, graduado em Letras e pós-graduado em supervisão escolar e Aldo Rebelo, jornalista.

Outros ministros da área de Ciência, de Lula, Fernando Henrique, Itamar Franco e Collor de Mello: Aloizio Mercadante, economista; Eduardo Campos, economista; Ronaldo Sardenberg, diplomata; Bresser Pereira, economista e cientista político e social; Hélio Jaguaribe, advogado, sociólogo, cientista político. Chega ou quer mais? Algum desses foi prêmio Nobel de alguma coisa?

Eles e elas não querem democracia. Só aceitam a esquerda eleita. Não querem escola sem partido. Querem escola do partido único. Só aceitam que se coloque faixa nas universidades que esteja escrito: FASCISTAS! Será este o tema do ENEM/2018? Mera coincidência? Ou deve ser debatido com, justeza, razão, doutrinariamente ao lado do nazismo, comunismo, como meio e fim do totalitarismo?

Elas e eles não querem igualdade. Querem continuar insuflando as desigualdades, pondo uns contra os outros.

Chega de violência. Paz e união por um Brasil maior.

Ernesto Caruso é Coronel de Artilharia e Estado-Maior, reformado.

Nenhum comentário: