terça-feira, 27 de novembro de 2018

O que diria Marx sobre os 70% de “Mais-valia” roubados por Cuba dos seus médicos?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Com absoluta certeza Karl Marx - o construtor  do socialismo científico -  mais conhecido como “marxismo” , deve estar dando  pulos dentro  na sua tumba, com a notícia até agora parcialmente escamoteada  pela  Grande  Mídia, que o governo cubano estaria recebendo  diretamente o pagamento feito pelo governo do Brasil pelos serviços prestados pelos médicos cubanos, no programa “Mais Médicos”, retendo nos seus cofres 70% dessa quantia, e repassando a esses  profissionais  tão somente 30%.  Grosso modo , seriam R$ 7 mil para o Governo de Cuba, e R$ 3 mil mensais  para os seus  médicos “escravos”  sobreviverem no Brasil.

A “mais-valia”, segundo Marx ,seria o resultado financeiro da  “revenda” de uma fração  do valor do  trabalho assalariado , por um valor superior ao que efetivamente era pago ao trabalhador. Exemplificando: o valor do trabalho seria de “XXX”, porém  o “capitalista” só remuneraria o trabalhador  em “XX”.  O “X”, remanescente, seria a “mais-valia” apropriada pelo dono do capital. Esse simples detalhe gerou a verdadeira “guerra” declarada por  Marx contra o regime capitalista, contra a “burguesia”.

Mas ao montar a sua teoria sobre a “mais-valia”, certamente Marx nunca havia  se deparado com uma “mais-valia” tão expressiva que chegasse ao percentual de  70% do valor trabalho revendido, a exemplo da “mais-valia” retida pelo Governo de Cuba sobre o trabalho dos seus médicos, vendidos ao governo brasileiro.

E se Marx tivesse imaginado  algum dia que pudesse surgir  um determinado “patrão” que não participasse absolutamente “nada” do ciclo da produção econômica, a  exemplo do governo de Cuba ,em relação aos “seus” médicos, mas mesmo assim se beneficiasse da “mais-valia”, em “70%”, com certeza  ele jamais teria escrito o “Manifesto Comunista”, nem o “O Capital”, ou, no mínimo, teria feito  alguma ressalva pare esse tipo de situação.

Ao contrário do que muitos pensam, Karl Marx reconheceu grande valor na atividade do empresariado, assegurando que o mundo jamais prosperara tanto quanto a partir do início da  sua influência  no desenvolvimento  econômico.

Mas o caso de Cuba é muito “especial”. O governo cubano não age em relação aos seus profissionais médicos como “empresário”, que seria aquela pessoa natural  ou jurídica  que na sua posição participasse ativamente  da produção econômica, revendendo com lucro o trabalho dos seus subordinados.                                                                                                                                            

O governo cubano age, diferentemente, como verdadeiro “gigolô” de mão-de-obra dos seus médicos, igualzinho àquele “pilantra” (o típico “gigolô”), que escraviza uma mulher para que ela faça sexo “remunerado” com terceiros, dando-lhe uns  “trocados ” por esses “serviços”, e retendo para si próprio  a maior parte do resultado do trabalho da sua “escrava sexual”. É isso, exatamente, o   que o governo de Cuba está fazendo.

Portanto não resta qualquer dúvida que o governo cubano é “gigolô” e “escravista” ,em relação à  mão de obra dos seus médicos, vendida ao governo brasileiro, que foi cúmplice nessa terrível “negociata” ilegítima e imoral.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo

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