domingo, 4 de novembro de 2018

Pavor em Brasília



Poesia no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Miguezim da Princesa

Na hora em que Sérgio Moro
Aceitou ser o ministro,
Teve uma senadora
Que gritou: - Ai, Jisus Cristo,
Venha socorrer meu marido,
Tudo está muito sinistro!

Se ele, como juiz,
Botou grandes na prisão,
Agora, no Ministério
Da Justiça da Nação,
A vida ficou mais dura
Pra tudo quanto é ladrão.

Pesadelo de corrupto,
Começou a tremedeira!
Soube que um senador
Pulou e deu uma carreira
Direto para o banheiro,
Sofrendo de caganeira.

Ligaram para a Bahia
Pra saber como fazer,
O chefe baiano disse:
- Já começou a feder,
Derrubaram o tabuleiro
E estragaram o dendê.

CGU e AGU,
A Polícia Federal,
O Coaf e a Receita,
Limpando o Brasil do mal,
Com Sérgio Moro no leme,
Pondo fim ao bacanal.

Obras que nunca terminam,
Como a tal transposição,
Trilhões que desapareceram
Nos tubos do Petrolão,
Gente vendendo e comprando
Na mais vil corrupção.

Gente que não tinha nada,
Filava até macarrão,
Aparece desfilando
Em luxuoso carrão
E ainda diz: - Sou reitor
Da minha instituição!

Dinheiro sendo lavado
Da forma mais descarada:
Lojas caras que se abrem,
Mas quase não vendem nada,
Atacadão, restaurante,
Tudo coisa de fachada.

Bolsonaro anunciou,
Logo ao raiar do dia,
Que o juiz Sérgio Moro
Ia mandar na freguesia:
Teve gente desmaiando,
Outros sentindo agonia,
Uma hemorroida inflamada
Se aliviou numa bacia;
Eu grito: Viva o Brasil!
(O estoque de Rivotril
Acabou na drogaria)

Miguel Lucena Filho (Miguezim de Princesa) é Poeta.

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