sexta-feira, 23 de novembro de 2018

Que tal uma intervenção nos 3 poderes?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Tenho insistido em diversos artigos anteriores que o Governo Bolsonaro não conseguirá mudar muita coisa que seria necessária mudar, exceto  adotar algumas  medidas para um maior controle ,prevenção e repressão à corrupção, que assumiu proporções gigantescas e incontroláveis, especialmente a partir de  2003.                                                                              

Fora daí pouco poderá ser feito. No ritmo vigente, a dependência espúria do “toma lá dá cá” entre os Três Poderes deve permanecer intacta.  Mesmo com Bolsonaro.                                                                                                       

O “Mecanismo”, que tem acima dele a poderosa “Nova Ordem Mundial”, controlada pela nova ideologia “mercenária e criminosa”” da esquerda, que tem na pessoa do  investidor  arquibilionário húngaro -americano, George Soros ,uma das suas maiores expressões ,  tem muito  mais poderes no Brasil  que a própria  Presidência  da República, controlando inclusive os  Poderes Legislativo e Judiciário, e também  o Poder  Executivo até o final  do mandato do atual Presidente Michel Temer, que encerra dia 31 de dezembro próximo.                                                                                                    

Após 1º de janeiro de 2019 , tudo indica que o “Mecanismo” será corrido   do  Palácio do Planalto. Mas certamente não abandonará o seu “reinado” junto aos Poderes Legislativo e Judiciário, os quais, ”consorciados , são ainda mais poderosos  que o próprio  Poder Executivo, isoladamente. Vai ficar 2 x 1, para o “Mecanismo”.

Enquanto isso ocorre, a coisa mais ridícula do mundo é que as autoridades brasileiras  adotaram  só METADE  das hipóteses de intervenção militar  previstas no artigo 142 da Constituição, ou seja, a intervenção militar para garantia da LEI e da ORDEM, ”batizada” de “GLO”,  que pouco passa de intervenção do Exército, convocada ao bel-prazer do  Presidente da República, para impedir o domínio armado dos comandos do tráfico nos morros cariocas, e de outras desordens setoriais  pelo Brasil afora.                                                                                                             
Por outro lado, inexplicavelmente “esquecem” da SEGUNDA METADE  desse dispositivo constitucional (intervenção para Garantia dos Poderes Constitucionais e Defesa da Pátria) ,que seria a parte mais importante, deixando-a  completamente  à margem da possibilidade de intervenção das Forças Armadas.                                                                                                            
Os chefões militares tremem as suas pernas frente a essa alternativa de intervenção. Mas jamais titubeiam de agir com “intervenção” sempre que recebam ordens para acabar com  briga de cachaceiros em algum botequim do morro. Forças Armadas para isso? Eu me envergonharia da farda, se fosse militar.                                                                             

Os comandantes militares e os generais  mais “estrelados” fogem  dessa discussão tanto quanto o diabo foge da cruz. Não  querem nem ouvir  falar sobre a  outra metade das hipóteses de intervenção , elencadas no citado dispositivo constitucional, em situações  que  efetivamente  se fazem presentes, concretamente,  no Brasil.                                                                                                      

A pátria está ameaçada pelos bandoleiros  mais refinados que se adonaram do  poder ,e os Poderes Legislativo e Judiciário (até 31.12.18, também o Poder Executivo) foram usurpados por esses mesmos bandoleiros . Por isso estão perigosamente ameaçados pelos elementos que hoje os ocupam . É como se fossem ocupados por quadrilhas de delinquentes. Precisam de intervenção.

E seria indispensável agregar ao  decreto de intervenção a lista dos Parlamentares, Membros do Judiciário e outras autoridades CASSADAS, como  antes já acontecera no Regime Militar,  após março de  1964,onde inclusive  2 (dois) Ministros do Supremo foram  atingidos. Funciona muito melhor que o tal de “impeachment”, onde a  burocracia é  infernal e a dependência aos interesses do  Poder Legislativo não tem limites.

Portanto, esses chefes  militares aparentemente omissos e de certo modo acovardados olham para o artigo  142 da Constituição como se ele fosse meramente uma “meia-sola”. Não o enxergam na sua compreensão total. Na sua “totalidade”. “Rasgam” a metade do artigo.     

Mas parece que com os novos tempos que se avizinham, onde o Poder Executivo já estaria “salvo” da necessidade de intervenção, a possibilidade de revisão dessa “resistência” em poupar os outros Dois Poderes  poderá desaparecer. Talvez seja o único caminho a seguir para que se inicie e se complete as reformas necessárias, recolocando o Brasil nos trilhos da decência política e da plena prosperidade e paz social.

A verdade é que, tanto antes, quanto depois da posse de Bolsonaro, era e permanecerá absolutamente necessário uma intervenção. Mas na “Era PT” essa medida teria sido totalmente impossível ,se a providência tivesse que partir do respectivo Presidente da República, na qualidade de “Comandante-em-Chefe-das Forças Armadas”, porquanto se confundiriam numa só “pessoa” o Poder Interventor e o alvo  da intervenção. Esse tipo de medida teria  sido tão impossível quanto esperar  que  um  jogador de futebol que cobrasse  um “escanteio” corresse  para área e cabeceasse  a bola que ele mesmo lançou, fazendo o gol.

Entretanto é preciso destacar que nos exatos termos do artigo 142 da Constituição, nas hipóteses de intervenção para garantia dos Poderes Constitucionais e Defesa da Pátria, não só o Presidente da República teria poderes para requisitar a intervenção. As próprias Forças Armadas teriam preenchido os requisitos necessários para tanto, AUTONOMAMENTE, sem necessidade de requisição por qualquer um dos Três Poderes.

A Constituição é bastante clara a respeito. Mas infelizmente os militares sempre se recusaram a aceitar essa interpretação, que é a única  correta.                                               
Mas o Poder Militar não teve “peito” para tomar essa medida. E esperar que   ela fosse tomada pelo Presidente Temer, do MDB, após o “impeachment” de Dilma, em 2014,seria esperar muito de um Presidente absolutamente  “frouxo”, e comprometido  , até “ao pescoço”, com o PT, que havia sido derrubado, e do qual  tinha sido “vice”.

Mas agora com Bolsonaro, a partir de 1º de janeiro ,a intervenção, onde fosse necessária, seria bem mais fácil. Se resumiria em pegar um “modelito ” de algum  dos inúmeros decretos de intervenção “GLO”, utilizados para acabar com briga de botequim,  pelos anteriores Presidentes da República, adaptando-o para a nova modalidade de intervenção, de  “garantia dos Poderes Constitucionais”, e “Defesa da Pátria”, fixando os alvos da intervenção, a sua extensão, os seus termos e, inevitavelmente, as “cassações”. Na sua “retaguarda”, com as felizes escolhas pessoais que fez, Bolsonaro teria a segurança necessária para que essas medidas se tornassem efetivas.

Todos deveriam torcer e apoiar Bolsonaro para que tomasse  coragem e requisitasse  a intervenção, na qualidade de “Comandante-em-Chefe-das-Forças-Armadas”. Esse será o preço da governabilidade que Bolsonaro terá que pagar.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

5 comentários:

jomabastos disse...

Ainda existe quem culpe o mundo exterior - uma pretensa nova ordem mundial - pelas bestagens e burrices anárquicas que o "Mecanismo" interno brasileiro protagonizou ao longo dos anos, "Mecanismo" esse constituído pelos rentistas, pelos corruptos e pelos comunistas deste país. A América Latina vive em completa violência, derivada da corrupção e do comunismo ditatorial apoiado pelo "soviético" Putin. Infelizmente os desgovernos petistas/comunistas deste país, foram plenamente apoiados durante 14 anos pelo PMDB.
Será necessária uma nova Constituição que reestruture os alicerces desta Nação. E para isso, será inevitável uma Intervenção Constitucional/Institucional para colocar o Brasil no caminho certo para o desenvolvimento.

Anônimo disse...

https://vigaristaseimbecis.wordpress.com/2017/07/03/entenda-o-que-e-a-nova-direita-globalista-parida-por-fhc/ https://www.youtube.com/watch?v=lLjss2w7p2U

Reginaldo Gadelha disse...

*Nova Ordem ?*
*Estamos tentando culpar terceiros por nossa irresponsabilidade política, que Nova Ordem é essa, onde estão estabelecidos ?*
*Qta besteira, logo sugiras quem culpe os alienígenas pelo caos*

Anônimo disse...

Bolsonaro com certeza não poderá completar nem 10% do que se propõe a fazer se não fizer a intervenção militar necessária para extinguir o STF e recria-lo dentro de novos padrões assim como esse congresso que continuará presidido pelos mesmos corruptos de sempre. Depois de assumir o cargo de presidente,cairá a ficha do Bolsonaro porque a roubalheira continuará mesmo com a intercessão do Juiz Sergio Moro como ministro da justiça. Ele terá a faca e o queijo nas mãos e terá total apoio do povo e do presidente Trump, que não brinca em serviço. Os militares serão obrigados a cumprir o preceito constitucional do art. 142 da Constituição federal, mesmo que tenha que afastar os militares tímidos e omissos, das FFAA, para tal fim.

Anônimo disse...

Há quem já esteja tão integrado às diretrizes globalistas que as considera naturais.