quarta-feira, 21 de novembro de 2018

Sérgio Moro é “Político”?


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

As últimas críticas feitas  por certos segmentos da oposição política ao Presidente  eleito Jair Bolsonaro ,onde  se destaca  num primeiro plano a fanática Presidente do Partido dos Trabalhadores-PT, Senadora Gleisi Hoffmann, sem dúvida constituem motivo suficiente  para que os psicólogos e  filósofos se debrucem sobre o assunto, talvez encontrando sólidos  fundamentos para a verdade  de que “A ESTUPIDEZ HUMANA PODE NÃO TER LIMITES”, possivelmente com elementos suficientes até para desenvolvimento de uma  tese.

Uma das “acusações” do “PT & COMPARSAS” que pesam sobre o ex-Juiz Federal Sérgio Moro, convidado por Bolsonaro para assumir o Ministério da Justiça, no futuro  Governo que se instala dia 1º de janeiro, é a de que Moro não poderia fazê-lo porque teria antes declarado publicamente que “não é político”, mas que  o  simples fato  de aceitar o convite presidencial  comprovaria o contrário,,ou seja, a sua condição de “político”.

Além dessa inconsistência, a outra absurda “tese” indiretamente  envolvida  nessa “acusação”, é a de que somente um político  de “carreira”, um ”profissional”da política, poderia estar assumindo o Ministério da Justiça, e que isso seria inadmissível em relação  a um técnico, um juiz,  ou a um especialista não-político profissional.

Mas essa “acusação” ridícula não fica só por aí. Ela vai mais longe. Agora o PT pretende anular na Justiça todas as decisões de Moro no processo criminal movido contra Lula, em Curitiba, porque ele “já era” político na época, condição que não poderia se  acumular com a de juiz de direito.

Aí está a maior prova que realmente a “estupidez humana pode não ter limites”. Esses idiotas PROFISSIONAIS DA POLÍTICA, que “mamam” nas tetas do Estado, ”profissionalmente”, durante décadas, acham que a condição de “político” é privativa deles.

O que esses “sem-noção estão fazendo mesmo é a rejeição total da teoria do filósofo Aristóteles, exposta em “Política”, segundo a qual “o homem é um animal político”. Mas Aristóteles não exigia que a condição de político para o homem estivesse condicionada a que o mesmo  fosse detentor ou simples interessado em algum mandato eletivo, parlamentar ou executivo. A única condição exigida para ser “político” seria a condição “humana”.

Segundo o filósofo grego, o homem é um animal político por natureza. E o “fim” do homem seria o atingimento da felicidade. E a condição de “animal político” viria da necessidade que tem o homem de viver junto com seus semelhantes, ainda que não precisasse  deles.                     

E que, diferente dos outros animais, o homem seria dotado de RAZÃO e de DISCURSO ,através dos quais desenvolvera  as noções do JUSTO e do INJUSTO, do BEM e do MAL.

Mas ao que parece esse pessoal que não admite a indicação de Sérgio Moro para o Ministério da Justiça, por ser ele um “político” ,além de demonstrarem uma ignorância “cósmica” sobre  o  real significado da condição de “político”, esquecem que  se Moro não tivesse essa condição ele também não seria um “ser humano”. O real sentido do que disse Moro é que ele não era um político “profissional”, de “carreira”, e sim um “juiz”concursado.

De certo modo a tese de Aristóteles  que “o homem é um animal político”  até poderia ser parcialmente “retocada”, à vista das atitudes  desses “políticos profissionais”, que criticam a indicação de Moro para o Ministério da Justiça. Ora, a diferença fundamental do homem para os outros animais reside exatamente em que o homem é dotado de “razão”, e de “discurso”, que lhe possibilitam exatas compreensões sobre o justo e o injusto, o bem e o mal. Mas a esse pessoal da oposição a Bolsonaro e Moro, que como “animais políticos”, deveriam ser dotados de RAZÃO e DISCURSO, mais parece que “perderam” a RAZÃO, e só ficaram com o DISCURSO (e com a “língua muito afiada) ,e  por esse razão não conseguindo mais  distinguir as noções do justo e do injusto, do bem e do mal.

Seriam eles, então, “animais políticos”, ou teriam perdido a segunda condição, a de “políticos”, requisito necessário para caracterizar  o  homem? O que seriam “eles” então? Só “animais”? “Coisas”?

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

2 comentários:

jomabastos disse...

O Sérgio Moro e o Pulo Guedes não são políticos, mas acredito piamente de que irão cumprir sua missão de reorganizar e reestruturar socioeconomicamente este Brasil.

Anônimo disse...

"O homem é um animal político". Só que alguns são mais animais do que políticos, né?
Abraço.