terça-feira, 13 de novembro de 2018

Silêncio que revela



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Nos últimos 10 dias, ecoaram críticas a uma crônica de Luis Fernando Veríssimo. Muito procedentes todas, mas poucas a cutucar-lhe a ferida moral: a sua conhecida "omissão". Inusitado foi ter ele feito uma grosseria à comunidade judaica e, pasmem, haver intitulado sua crônica como "Os omissos".

Em síntese, ele afirma que, no 2º turno das eleições 2018, Haddad representava a democracia, e Bolsonaro, o contrário, sendo omissos os que, não votando no capitão, deixaram de apoiar o PT. Será que ele acredita nisso, ou estará defendendo algum interesse não explícito?

Veríssimo muito nos divertiu com suas farpas aos militares, a José Sarney, Collor, Itamar, Fernando Henrique e... quando Lula se elegeu, ele virou um cronista chapa branca, sem qualquer desassossego diante da copiosa lista de falcatruas do lulopetismo.

Da infinidade de escândalos, lembremos apenas alguns: o "Caso Celso Daniel" (antes mesmo de Lula ser eleito, com pelo menos oito mortes não esclarecidas), o mensalão, a falsificação de dossiês para destruir a reputação de adversários, o assalto aos fundos de pensão, a hiperfaturada compra da refinaria de Pasadena, a Lava Jato e a dinheirama da Petrobras surrupiada por companheiros, etc.

As entranhas dos governos Lula e Dilma ficaram expostas nas delações de empreiteiros que financiaram a bandalheira, e de Antonio Palocci, um petista histórico. Mas Veríssimo não se tocou. Ele viu o PT tratar a "coisa pública" como "cosa nostra"; viu o PT financiar ditaduras de esquerda com o nosso dinheiro; viu lideranças petistas (algumas hoje na cadeia) louvarem a tragédia venezuelana (que é a aplicação das diretrizes do Foro de S. Paulo que ele finge ignorar); viu a campanha truculenta do PT em 2018, e nada, nada disse.

Petista notório, ele nunca se declarou traído em seus princípios nem jamais se rebelou. Pelo contrário, usou seu espaço na mídia e seu status de celebridade para avalizar a corrupção e defender corruptos. E agora tem o peito de chamar de omissos a quem não apoiou Haddad. E ainda larga esta pérola: "No fim, o ódio ao PT foi maior que o amor pela democracia." Não entendeu ou finge não entender a reação dos brasileiros?

Para fechar, ele tropeça ao tentar dizer sem dizer que Bolsonaro é nazista. O presidente eleito prometeu à nação uma faxina, com o banimento dos "marginais vermelhos" (assim designando os petistas que comandaram a corrupção). E Veríssimo sugere que, para se distinguir dos outros (ele não vê diferença), os "marginais vermelhos" tenham uma estrela vermelha costurada na roupa: como Hitler fez com os judeus.

Por tudo isso, chamar Veríssimo aqui de "omisso" é um eufemismo, uma deferência a seus 82 anos confortáveis - e desprovidos de sabedoria.

Renato Sant’Ana é Advogado e Psicólogo.

3 comentários:

Anônimo disse...

É apenas um petista sendo... petista, jogando a culpa da destruição deles em alguém. E haja falar em democracia contanto que esteja se dando bem e o povo se ferrando. Ele queria o quê? Um condenado, o maior corrupto da história do Brasil, líder da maior quadrilha da história para furto de dinheiro público, dando instruções de dentro da cadeia para seu representante(poste) ser candidato à presidente do Brasil e, este poste, fazendo chacota com os brasileiros se fingindo do que fosse necessário para angariar votos, achando que o povo, em sua maioria era otário, burro e idiota? estão recebendo o que merecem.

R.A.Klein disse...

Perfeita análise...
Ler LFV e concordar com ele, é coisa pra PSICOPATA DELIRANTE.

R.A.Klein disse...

Perfeita análise...
Ler LFV e concordar com ele, é coisa pra PSICOPATA DELIRANTE.