domingo, 30 de dezembro de 2018

Ativismo Agendado


Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Renato Sant’Ana

Quase ao mesmo tempo eclodiram os dois escândalos: o assédio sexual dos agentes da ditadura cubana às médicas do Mais Médicos, e os abusos de João de Deus, o curandeiro de Abadiânia. A curiosidade é que, num e noutro caso, certas ativistas de redes sociais, de quem se esperariam manifestações, nada tenham dito até agora.

O jornalista Cláudio Humberto cutucou as celebridades de campanhas como "#EleNão", que atacaram o então candidato Jair Bolsonaro – praticamente as mesmas do "#MexeuComUmaMexeuComTodas" contra o ator José Mayer, acusado de assédio por uma figurinista. Nenhuma apareceu para solidarizar-se com as vítimas do curandeiro. "Várias delas inclusive aparecem nas redes sociais em poses cheias de ternura ao lado do homem acusado em mais de 500 casos de abuso sexual", diz o jornalista.

Ele destaca ainda que as celebridades Taís Araújo, Cleo Pires, Ciça Guimarães, Preta Gil e Daniella Mercury, entre outras ("rostos" do movimento, que é, sim, político), até agora não se pronunciaram. Apenas Xuxa declarou que se "enganou feio" com o curandeiro.

O escritor William Faulkner, Nobel de literatura em 1949, foi sempre contra o envolvimento político de escritores e artistas - com boa dose de razão, no mínimo. (Fique claro, envolver-se ou não é uma escolha pessoal que deve ser respeitada.) Mas é preciso dizer que os artistas, que tão bem interpretam emoções, tendem a caminhar aos tropeços no terreno da política, em que um bom desempenho depende da racionalidade.

Em pleno voo, contra o azul do céu, o albatroz é de uma beleza indizível, mas no chão é um animal sem graça, atrapalhado com as próprias pernas. Alguns artistas, que alcançam elevação sublime com sua arte, ao opinar sobre política e temas afins dizem muita besteira.

Nossas famosas parecem não ter consciência de que sua militância serve a uma agenda ideológica que nada tem a ver com sua arte nem com a real valorização do feminino. As que gritaram contra José Mayer, por exemplo, nada disseram quando Zé de Abreu (outro ator da Globo) cuspiu no rosto de uma mulher; nem quando Lula (desculpem a citação) chamou de "mulheres de grelo duro" a algumas militantes do PT.

Na onda do "#EleNão", tentando rotular Bolsonaro de machista e, logo, favorecendo outro candidato, elas embarcaram na ilusão de "defender a mulher" - uma armadilha ideológica em que caíram como patos. E agora se omitem no caso das médicas cubanas e no das vítimas de Abadiânia.

Como explicar essa indignação seletiva? Quem prepara essa agenda?

Existe pouco - se algo houver - de genuíno nas manifestações das articuladinhas. Guiadas por sentimentos, não por um pensamento elaborado (o que as torna manipuláveis), tudo o que fazem é usar a condição de celebridade e o fácil acesso à mídia para afirmar "convicções ideológicas" (como se fossem verdades inelutáveis) e para difundir crenças (como se constituíssem conhecimento).

E assim chegamos a um real, inquietante e inamovível paradoxo: se, por um lado, não se pode adjetivar de "democrática a conduta emotiva, reativa e com baixa ou nenhuma reflexão dessas ativistas, por outro é do regime democrático, sim, garantir-lhes liberdade para falar o que lhes dá na telha. E a quem pretende zelar pela democracia cabe criticar com fundamento, o que requer elaboração conceitual: nada de ser emotivo, reativo e irreflexivo.

Renato Sant'Ana é Psicólogo e Bacharel em Direito.

2 comentários:

jomabastos disse...

Do passado comunista, existem situações muito piores do que essa: a extrema violências em que vivemos com mais de 60.000 homicídios por ano; a alta corrupção em que o país está enterrado; a alta dívida pública crescente que 16 anos de comunismo/lulismo deixaram no país; as paupérrimas decisões do STF; a alta taxa de analfabetismo funcional em que que se encontra o nosso povo, etc.

Por favor,olhemos em frente e deixemos d nos lembrar de um passado em q a Educação e a Cultura foram um pesadelo para esta Nação.
Não há que perder tempo a relembrar desses maléficos 16 anos de comunismo/lulismo.
Preocupemo-nos e trabalhemos com o presente, para que possamos olhar com verdadeira e alicerçada esperança para o futuro!

Preocupemo-nos q temos um ministro da Educação q é um colombiano naturalizado brasileiro. Será q não existem brasileiros natos capazes para este cargo? Se não existe um brasileiro nato capaz para esse cargo, o Brasil está muito mal a nível educacional e cultural.

Adhemar disse...

Eu me sentia humilhado por viver no mesmo país em que vivem e se refestelam figuras abjetas como Taís Araújo, Cleo Pires, Ciça Guimarães, Preta Gil,Daniella Mercury,Fátima Bernardes e seu marido de aluguel,Chico Buarque, Gil, e todo o séquito da vassalagem petista, â custa da ignorância e da exploração que impingiram ao povo menos politizado. . Graças a Deus, irão irremediavelmente para o lixo da história.