quarta-feira, 19 de dezembro de 2018

Bolsonaro faz um golaço caindo fora do pacto das migrações da ONU



Artigo no Alerta Total – www.alertatotal.net
Por Sérgio Alves de Oliveira

Foi-se o tempo em que o mundo podia confiar de “olhos fechados” nas decisões e “recomendações” da Organização das Nações Unidas-ONU, conforme as diretrizes de nascimento dessa organização , escritas em 24.10.1945,em São Francisco/CA, logo após o término  da 2ª Guerra  Mundial, na  CARTA DAS NAÇÕES UNIDAS, com o objetivo central declarado  de promover a cooperação internacional.

Mas a ONU não está mais pisando em cima somente do seus estatuto de nascimento, mas hoje também na  própria DECLARAÇÃO UNIVERSAL DOS DIREITOS HUMANOS, aprovada em 10.12.1948.

O recente “Pacto Global sobre Migrações”, assinado por 164 países “puxa-sacos” da ONU, inclusive com  a aderência  do Governo Temer, para “unificação segura, ordenada e regular” das migrações internacionais, assinado em Marrakech ,Marrocos, em 10 de dezembro de 2018, com referendo previsto na AG da ONU de 19.12.18,sem dúvida está colocando na lata de lixo as soberanias dos países pactuantes.                                                                                         

Além de outros, deixaram de assinar o referido pacto a Hungria, a Áustria, Israel e os Estados Unidos.

Em declaração sobre o referido pacto, o futuro Ministro das Relações Exteriores  do Brasil ,no Governo Bolsonaro, Chanceler Ernesto Araújo, afirmou: ” a imigração não deve ser tratada como questão global, mas sim de acordo com a realidade e soberania de cada país. Sábias palavras.
Existe um inteligente brocardo popular pelo qual “gato escaldado tem medo de água fria”.

Sem dúvida o futuro Governo do Brasil se “antenou” para os absurdos transformados em lei, na chamada “Lei das Migrações” brasileiras, de 24 de maio de 2017, homologada pelo Presidente Temer, contumaz  seguidor das diretrizes governamentais  do PT, que é muito mais “bondosa”  com a “bagunça” das migrações do que o próprio Pacto das Migrações da ONU. 

Por tal motivo, o novo Governo não só deverá abandonar o “Pacto das Migrações” da ONU, como também fazer esforços para revogar essa lei brasileira ,que dá muitos mais direitos aos “invasores” clandestinos estrangeiros do que aos próprios brasileiros.                                                                     

E cada vez fica mais claro as espúrias ligações  da ONU , não só com a ideologia de esquerda, mas também  com as  diretrizes da chamada “Nova Ordem Mundial”, integrada  pelo  multibilionário George Soros, e mesmo pelos “gangsters” do poderoso “Clube de Bilderberg”, que concentra em torno de si grande parte dos poderes político e econômico mundiais.

Certamente os países que caírem nessa “armadilha” da ONU passarão a ter o seus territórios equiparados  ao “CU DA MÁE JOANA”, que tem o seu melhor significado traduzido como “um ânus  solto, sem dono, onde todo mundo manda” ;  alguma coisa onde “todos interferem”  ; onde “todo mundo mexe”. Um lugar de “bagunça, em resumo”. “Coincidentemente”, esse é o clima preferido do PT “et caterva”.

Ora, assim como existe o “eu individual”, também existe o “eu nacional”. O direito dos povos nacionais em preservar  os seus territórios é equivalente ao direito que tem as pessoas à privacidade e individualidade nos seus respectivos lares. O território de um país é o “lar” do respectivo povo. Ninguém  tem o direito de invadi-lo sem que PREVIAMENTE  seja autorizado ou convidado. A migração não pode ser regulada pela compaixão ou pelo coração. Os seus motores devem ser a razão, e os eventuais interesses nacionais. Imigrantes que não “somam” não devem ser tolerados.

Mas nas regras de migração pretendidas pela ONU, e já adotadas pelo Brasil com a sua “Lei das Migrações”,  bastará a vontade de migrar, com livre escolha do destino. Naturalmente , os “preferidos” não serão os países mais pobres, porém os mais ricos, onde os migrantes não terão que participar com o próprio esforço para “construir” nada. Tudo já estará “prontinho”, construído por cada povo. Mas para essa política “assistencialista” predatória de povos e nações, ”usufruir” é muito melhor e mais fácil  que “construir”.

Por que seria que os Estados Unidos são o destino preferido dos migrantes? Como tirar a razão de Trump de  colocar  um basta nesses abusos “migratórios” ?  Será que o povo americano teria obrigação de repartir com os outros o que ele construiu com seu trabalho e esforço? Por que os países  mais desenvolvidos sempre são os preferidos ? Essa gente não quer trabalhar para ajudar a construir o próprio bem-estar?  Quer tudo “prontinho”?  Só para usufruir?

Para que se compreenda  bem o que tenho em mente , exemplifico com uma hipótese. Se se desse aos “sem teto”, ou aos  moradores em precárias condições, o direito de INVADIR livremente  as propriedades ou moradias  dos outros, como pregam muitos  PT e seus comparsas, quais as moradias que seriam as “preferidas”? Seriam as  mais “simples”?

E é exatamente essa a política que está  sendo adotada pela ONU, não tendo chegado “ainda” às moradias individuais, cingindo-se ,por enquanto, às moradias “nacionais”.

Sérgio Alves de Oliveira é Advogado e Sociólogo.

5 comentários:

VIJOCASED disse...

Falou tudo e disse muito mais!!!
Precisamos de mais cabeças com essa lucidez.

Anônimo disse...

Senhor Sergio. Seu texto coincide "in totum" com uma explicação que dei aos meus familiares, sobre esses atuais movimentos migratórios. Enfatizo que não se pode comparar a grande migração de italianos, alemães e, posteriormente de japoneses no Brasil, ocorrida no século XIX e início do século XX. Aquelas pessoas vieram ajudar a construir o Brasil, instalaram-se em locais que os brasileiros de então não queriam habitar. Com seu trabalho e esforço, muito contribuiram para o crescimento econômico do Brasil e para sua formação cultural. Os atuais "migrantes" querem apenas usufruir do que já existe, benefícios a que muitos brasileiros ainda não tÊm acesso em sua totalidade. Em vez de compará-los aos nossos antepassados italianos, alemães e japoneses, deveríamos compará-los a insetos predadores.

jomabastos disse...

O Pacto Global para a Migração não é juridicamente vinculativo, dado q é uma clara declaração de intenções. Nenhuma obrigação legal sobrepõe as leis nacionais dos países. É uma vontade política internacional para melhorar a gestão da migração.

O Bolsonaro é um dirigente político que por vezes deveria pensar muito antes de tomar qualquer decisão. Mas o povo está habituado a presidentes que nunca pensaram na população e no desenvolvimento do país, e também a presidentes de regimes militares que de positivo só fizeram evitar o comunismo no país.

Não é bom augúrio para os valores da democracia recusar o Pacto Global Migração, dado que evitar um acordo destes reflete "uma mistura de ignorância, preconceito" e de "diferenças ideológicas". Isto é, o regime político demagogo do Bolsonaro é pouco liberal, pouco democrático, de comportamento pró-regime militar e de extrema-direita, algo negativo para o desenvolvimento deste país.

Anônimo disse...

Ainda bem que o regime de Bolsonaro não é liberal, porque é a única maneira de não sucumbir ao comunismo, uma vez que o liberal acredita que a economia rege a vida em sociedade, ignorando como irrelevantes os aspectos éticos, morais e religiosos. Não é um governo de extrema-direita (impossível depois de décadas de lavagem cerebral gramscista), mas tenta ser conservador (com os cacos do que sobrou dessa orientação no mundo contemporâneo).

Anônimo disse...

Ainda bem que o regime de Bolsonaro não é liberal, porque é a única maneira de não sucumbir ao comunismo, uma vez que o liberal acredita que a economia rege a vida em sociedade, ignorando como irrelevantes os aspectos éticos, morais e religiosos. Não é um governo de extrema-direita (impossível depois de décadas de lavagem cerebral gramscista), mas tenta ser conservador (com os cacos do que sobrou dessa orientação no mundo contemporâneo).